{"id":14866,"date":"2009-04-02T15:05:00","date_gmt":"2009-04-02T15:05:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=14866"},"modified":"2009-04-02T15:05:00","modified_gmt":"2009-04-02T15:05:00","slug":"trabalhar-e-colaborar-com-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/trabalhar-e-colaborar-com-deus\/","title":{"rendered":"Trabalhar \u00e9 colaborar com Deus"},"content":{"rendered":"<p>Enc\u00edclicas Sociais: Laborem Exercens (1) <!--more--> Jo\u00e3o Paulo II dedica a primeira das suas tr\u00eas enc\u00edclicas sociais ao trabalho &#8211; a chave da quest\u00e3o social, bem fundamental para a pessoa, factor prim\u00e1rio da actividade econ\u00f3mica.<\/p>\n<p>O trabalho humano e o desenvolvimento dos povos (que, obviamente, se alicer\u00e7a no trabalho dos seus membros) s\u00e3o os dois fios condutores a que se agregam todos os documentos da Doutrina Social da Igreja. Neste aspecto, a Igreja tem algo em comum com o marxismo, visto que p\u00f5e o trabalho no centro das quest\u00f5es sociais, mas n\u00e3o retira da\u00ed as mesmas conclus\u00f5es.<\/p>\n<p>Logo no primeiro par\u00e1grafo Jo\u00e3o Paulo II afirma que trabalhar \u00e9 muito mais do que uma quest\u00e3o individual de ga-nhar o sustento: \u201cMediante o trabalho [\u00abLaborem exercens\u00bb &#8211; LE] deve o ser humano ganhar o p\u00e3o de cada dia, contribuir para o progresso da ci\u00eancia e da t\u00e9cnica, e sobretudo para a incessante eleva\u00e7\u00e3o cultural e moral da sociedade, na qual vive em comunidade com os outros irm\u00e3os\u201d.<\/p>\n<p>Ao longo do documento \u201cdelineia uma espiritualidade e uma \u00e9tica do trabalho, no contexto de uma profunda reflex\u00e3o teol\u00f3gica e filos\u00f3fica\u201d (CDSI, 101). Sem nunca perder de vista o ideal do pleno emprego (\u201cencontrar um emprego adaptado para todos aqueles que s\u00e3o capazes de o ter\u201d) e os problemas actuais do trabalho (actuais em 1981 e actuais hoje), Jo\u00e3o Paulo II apresenta uma \u201cespiritualidade do trabalho\u201d, do G\u00e9nesis \u00e0 Ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo. O Papa fala da mecaniza\u00e7\u00e3o e automatiza\u00e7\u00e3o do trabalho, da \u201cmercadoria\u201d em que n\u00e3o deve transformar-se, dos sindicatos, do sal\u00e1rio justo, do trabalho dos portadores de defici\u00eancia, da emigra\u00e7\u00e3o.. para depois apresentar uma espiritualidade que, em resumo afirma que trabalhar \u00e9 \u201cparticipar na obra do Criador\u201d, \u00e9 \u00abcolaborar\u00bb com Deus. Mais alta a dignidade do trabalho n\u00e3o podia estar. E assim o desemprego, al\u00e9m de drama humano, \u00e9 drama teol\u00f3gico.<\/p>\n<p>A LE estava para ser publicada no dia 15 de Maio de 1981, quando se completavam os 90 anos da \u201cRerum Novarum\u201d, mas foi adiada para 14 de Setembro, visto no dia 13 de Maio Jo\u00e3o Paulo II ter sofrido o atentado na Pra\u00e7a de S\u00e3o Pedro.<\/p>\n<p>Apesar de publicada pelos 90 anos da RN, nem uma \u00fanica vez cita a enc\u00edclica inaugural. Escrita por um Papa que chegou a ser oper\u00e1rio, a LE marca um estilo novo de doutrina social.<\/p>\n<p>J.P.F.<\/p>\n<p>Estado e desemprego<\/p>\n<p>O desemprego \u00e9 sempre um mal e, quando chega a atingir determinadas dimens\u00f5es, pode tornar-se uma verdadeira calamidade social. Para fazer face ao perigo do desemprego e para garantir trabalho a todos,  de trabalho indirecto [pessoas e institui\u00e7\u00f5es que determinam o sistema s\u00f3cio-econ\u00f3mico] devem prover a uma planifica\u00e7\u00e3o global, que esteja em fun\u00e7\u00e3o de um \u00abbanco\u00bb de trabalho diferenciado;  devem dispensar aten\u00e7\u00e3o, ainda, \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o correcta e racional do trabalho que se desenvolve em tal \u00abbanco\u00bb. Esta solicitude global, em \u00faltima an\u00e1lise, pesar\u00e1 sobre os ombros do Estado, mas ela n\u00e3o pode significar uma centraliza\u00e7\u00e3o operada unilateralmente pelos poderes p\u00fablicos. Trata-se, ao contr\u00e1rio, de uma coordena\u00e7\u00e3o justa e racional, no quadro da qual deve ficar garantida a iniciativa das pessoas,  dos grupos livres, dos centros e dos complexos de trabalho locais.                <\/p>\n<p>Laborem Exercens, 18<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enc\u00edclicas Sociais: Laborem Exercens (1)<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-14866","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14866","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14866"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14866\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14866"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14866"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14866"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}