{"id":14869,"date":"2009-04-02T15:08:00","date_gmt":"2009-04-02T15:08:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=14869"},"modified":"2009-04-02T15:08:00","modified_gmt":"2009-04-02T15:08:00","slug":"quem-nos-ve-ve-cristo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/quem-nos-ve-ve-cristo\/","title":{"rendered":"Quem nos v\u00ea, v\u00ea Cristo?"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra <!--more--> DOMINGO DE RAMOS (ciclo B \u2013 2009)<\/p>\n<p>Leituras: Is. 50, 4-7; Sal. 21 (22); Filip. 2, 6-11; Mc 14, 1 \u2013 15, 47<\/p>\n<p>Chamamos semana Santa \u00e0 semana que come\u00e7a com o Domingo de Ramos, e, efectivamente, a liturgia do pr\u00f3ximo Domingo abre-nos as portas a um tempo \u201csanto\u201d. <\/p>\n<p>\u00c9 um tempo \u201cSanto\u201d, em primeiro lugar, porque aprofundamos os mist\u00e9rios mais santos de Jesus Cristo. Os sinais da santidade do Senhor Jesus s\u00e3o as suas obras, os seus milagres e os seus ensinamentos, mas sobretudo, o facto de que, quando chega a hora, se humilha obedecendo at\u00e9 \u00e0 morte e morte de cruz (cf. Fl 2,8). \u201cPor isso, o Pai ressuscitou-O e deu-Lhe um nome que est\u00e1 acima de todos os nomes, para que ao nome de Jesus todos se ajoelhem no c\u00e9u, na terra e nos abismos, e toda l\u00edngua proclame que Jesus Cristo \u00e9 o Senhor\u201d (Fl 2,9-11). Jesus \u00e9 Santo porque nele habita a plenitude da divindade (Cf. Cl 2,9). Assim, quem \u00e9 interpelado pela sua maneira de viver e morrer, e se p\u00f5e a caminho para entrar na profundidade do mist\u00e9rio da Sua vida, v\u00ea-se a entrar no mist\u00e9rio de Deus, v\u00ea-se situado ante o pr\u00f3prio Deus, ante Aquele que \u00e9 tr\u00eas vezes Santo. <\/p>\n<p>Em segundo lugar, este tempo \u00e9 \u201csanto\u201d porque nos aproximamos da fonte da santidade para ficarmos tamb\u00e9m n\u00f3s santificados. A santidade ir\u00e1 brotando com naturalidade na nossa vida na medida em que contemplamos Jesus de perto nos seus \u00faltimos dias, na medida em que, seduzidos e atra\u00eddos pela sua entrega e pelo seu amor, deixamos que em cada celebra\u00e7\u00e3o o nosso cora\u00e7\u00e3o fique profundamente cativado por Ele. S\u00f3 o cora\u00e7\u00e3o enamorado tem for\u00e7a para nos arrancar da nossa superficialidade e mediocridade e faz nascer em n\u00f3s o desejo de nos identificarmos em tudo com quem amamos. <\/p>\n<p>Todos n\u00f3s, crist\u00e3os, estamos chamados a dar testemunho de santidade, isto \u00e9, a viver de tal maneira que a nossa vida evoque e recorde a Cristo, de tal maneira que todos os que nos v\u00eaem possam dizer como o centuri\u00e3o que viu morrer Jesus: \u201cNa verdade, este homem era Filho de Deus\u201d (Mc 15,47). Mas, para isso, t\u00eam que nos ver viver e morrer com Cristo; t\u00eam que ver que, como o servo, de que nos fala a leitura do profeta Isa\u00edas, n\u00e3o desviamos o nosso rosto dos que nos insultam e cospem (cf Is 50,6). Dito de outra maneira, quem nos v\u00ea tem que ver que assumimos a realidade da vida como ela \u00e9, que enfrentamos o que nos provoca dor e sofrimento, que estamos dispostos a dar tudo por amor. Tamb\u00e9m tem que se ver que nos aproximamos aos acontecimentos da vida vestidos de humildade, mansid\u00e3o, paz e confian\u00e7a, tal como Jesus, que entra na cidade num humilde jumentinho (Cf. Mc 11,7). Tem que se poder comprovar que o nosso triunfo ou fracasso n\u00e3o est\u00e3o ancorados em algo t\u00e3o ef\u00e9mero como as aclama\u00e7\u00f5es que nos fazem hoje e as cr\u00edticas e condena\u00e7\u00f5es de amanh\u00e3, mas em caminhar decididamente pelas ruas da nossa cidade fazendo a vontade do Pai, vivendo na confian\u00e7a de que o Senhor Deus vem em nosso aux\u00edlio (Cf. Is 50,7).<\/p>\n<p>Estrella Rodr\u00edguez, FMVD<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-14869","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espiritualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14869","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14869"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14869\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14869"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14869"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14869"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}