{"id":149,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=149"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"conferencias-vicentinas-elogio-singelo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/conferencias-vicentinas-elogio-singelo\/","title":{"rendered":"Confer\u00eancias Vicentinas &#8211; elogio singelo"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> 1. As Confer\u00eancias Vicentinas s\u00e3o grupos de voluntariado social profundamente enraizado na sociedade portuguesa desde meados do s\u00e9culo XIX. E a Sociedade de S. Vicente de Paulo (SSVP), em que elas se integram, constitui uma das maiores organiza\u00e7\u00f5es de voluntariado social, tanto no nosso pa\u00eds como \u00e0 escala mundial.<\/p>\n<p>Uma parte da opini\u00e3o p\u00fablica dominante olha para as Confer\u00eancias Vicentinas com certa sobranceria, desde longa data: entende que os seus membros s\u00e3o, fundamentalmente, pessoas idosas, tradicionalistas, que praticam assistencialismo social ultrapassado e imbu\u00eddo de pietismo de sacristia.<\/p>\n<p>2. Ao contr\u00e1rio, por\u00e9m, desta imagem deturpada, a SSVP foi marcada, no seu in\u00edcio, por jovens progressistas. O seu fundador \u2014 Frederico Ozanam, j\u00e1 beatificado \u2014 era professor universit\u00e1rio de Direito, e as suas ideias sociais apelavam \u00e0 transfor-ma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica em profundidade a favor da justi\u00e7a social.<\/p>\n<p>A SSVP foi concebida como associa\u00e7\u00e3o particular de fi\u00e9is, com uma &#8220;regra&#8221; pr\u00f3pria na qual se previa a elei\u00e7\u00e3o dos seus dirigentes. Mais de um s\u00e9culo antes do Conc\u00edlio Vaticano II, F. Ozanam intuiu e praticou uma concep\u00e7\u00e3o de laicado que, ainda hoje, est\u00e1 na dianteira das organiza\u00e7\u00f5es de leigos.<\/p>\n<p>3. Naturalmente, aconteceu o fen\u00f3meno do envelhecimento, acompanhado, em maior ou menor grau, pelo rejuvenescimento poss\u00edvel. E, tamb\u00e9m naturalmente, acabou por prevalecer a ac\u00e7\u00e3o assistencial na pr\u00e1tica di\u00e1ria das Confer\u00eancias Vicentinas.<\/p>\n<p>Mas, por outro lado, a pr\u00e1tica assistencial s\u00f3 \u00e9 negativa quando constitui obst\u00e1culo \u00e0 promo\u00e7\u00e3o humana e ao desenvolvimento social. E tanto a promo\u00e7\u00e3o como o desenvolvimento exigem condi\u00e7\u00f5es que ultrapassam de longe os meios de ac\u00e7\u00e3o da SSVP, bem como de qualquer outra institui\u00e7\u00e3o particular; eles requerem a participa\u00e7\u00e3o de toda a sociedade civil e do Estado.<\/p>\n<p>Bem vistas as coisas, pode afirmar-se que a ac\u00e7\u00e3o social da SSVP \u00e9 predominantemente assistencial, n\u00e3o porque ela o deseje, mas porque \u00e9 for\u00e7ada a isso devido \u00e0 falta de condi\u00e7\u00f5es para ir mais longe. E a sociedade civil envolvente, que a acusa de assistencialista, \u00e9 precisamente a mesma que (directamente ou atrav\u00e9s do Estado) n\u00e3o cria condi\u00e7\u00f5es para que tudo seja diferente.<\/p>\n<p>4. Entretanto, a assist\u00eancia social inclui dimens\u00f5es positivas que s\u00e3o necess\u00e1rias em qualquer contexto, qualquer que seja o grau e o tipo de promo\u00e7\u00e3o humana e de desenvolvimento social. Por exemplo: a assist\u00eancia social entendida como acompanhamento de outrem e como presta\u00e7\u00e3o de ajuda imediata, enquanto n\u00e3o surgem solu\u00e7\u00f5es mais consistentes, nunca poder\u00e1 ser dispensada enquanto a humanidade for&#8230; humana.<\/p>\n<p>\u00c9 neste dom\u00ednio que as Confer\u00eancias Vicentinas t\u00eam um longo e fecundo historial, exemplar em muitos casos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[61],"tags":[],"class_list":["post-149","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-actualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/149","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=149"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/149\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=149"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=149"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=149"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}