{"id":14900,"date":"2009-04-02T15:46:00","date_gmt":"2009-04-02T15:46:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=14900"},"modified":"2009-04-02T15:46:00","modified_gmt":"2009-04-02T15:46:00","slug":"crise-em-conflito-amar-os-adversarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/crise-em-conflito-amar-os-adversarios\/","title":{"rendered":"Crise, em conflito &#8211; \u00abamar\u00bb os advers\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<p>A crise actual surgiu, entre n\u00f3s, num ambiente de conflio muito acentuado. O Governo e o seu partido revelam enorme dificuldade no di\u00e1logo e na concerta\u00e7\u00e3o permanentes. Os partidos da Oposi\u00e7\u00e3o aproveitam a oportunidade para dificultar a vida ao Governo, apesar de n\u00e3o formularem propostas consistentes de supera\u00e7\u00e3o da crise. As for\u00e7as sociais manifestam-se contestariamente, na rua e nas lutas quotidianas, considerando como propostas v\u00e1lidas as simples formula\u00e7\u00f5es de grandes princ\u00edpios, sem conex\u00e3o com as limita\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas. Os meios de comunica\u00e7\u00e3o social  fomentam a conflitualidade, mediante a selec\u00e7\u00e3o e deturpa\u00e7\u00e3o de factos noticiados e comentados. A sociedade civil, incluindo largos sectores crist\u00e3os, parece vencida pelo derrotismo e pela revolta, acreditando piamente nas not\u00edcias e coment\u00e1rios mais demolidores e mais lesivos da honra das pessoas visadas.<\/p>\n<p>A conflitualidade existia antes da crise, contribu\u00edu para ela e est\u00e1 a agrav\u00e1-la, retardando a sua supera\u00e7\u00e3o. As opini\u00f5es p\u00fablicas dominantes responsabilizam a classe pol\u00edtica, sobretudo o Governo, pela si-tua\u00e7\u00e3o; responsabilizam este Governo como, no passado, responsabilizaram outros e h\u00e3o-de responsabilizar os vindouros. Contudo, apesar de todas as limita\u00e7\u00f5es, essa classe \u00e9 praticamente a \u00fanica for\u00e7a empenhada no di\u00e1logo-debate permanente e na procura dos entendimentos poss\u00edveis; isso n\u00e3o elimina a sua responsbilidade, mas retira autoridade a muita gente que lhes \u00abatira pedras\u00bb sistematicamente. Em contrapartida, a concerta\u00e7\u00e3o social &#8211; sindical, patronal e governamental &#8211; funciona sem persist\u00eancia e n\u00e3o se descentraliza. Para c\u00famulo, da parte da sociedade civil, n\u00e3o surgem movimentos sociais apartid\u00e1-rios comprometidos na procura de pontes de entendimento entre as v\u00e1rias correntes pol\u00edticas e sociais. Deste modo, a sociedade civil d\u00e1 a impress\u00e3o de que alienou aos pol\u00edticos e aos parceiros sociais toda a respon-sabilidade pelo bem comum, esquecendo que a fonte do poder \u00e9 o povo, e que este nunca deveria prescindir do seu poder de iniciativa, designadamente em termos de proposta e de influ\u00eancia. <\/p>\n<p>\u00c0 luz do Evangelho (Mateus 5, 44), dir-se-\u00e1 que se imp\u00f5e amar os advers\u00e1rios &#8211; em termos laicos, desenvolver a fraternidade democr\u00e1tica &#8211; sob pena de fazermos perigar a democracia e o nosso futuro. Dado que a democracia \u00e9 do povo, nada obstaria &#8211; muito pelo contr\u00e1rio &#8211; a que tal fraternidade nascesse dele, se integrasse na sua cultura e se projectasse na esfera pol\u00edtica e social. E bom seria que, no povo, os crist\u00e3os leigos dinamizassem um \u00abgrande movimento\u00bb com essa mesma orienta\u00e7\u00e3o (cf. o n\u00ba. 3 da enc\u00edclica \u00abCentesimus Annus\u00bb, de Jo\u00e3o Paulo II).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A crise actual surgiu, entre n\u00f3s, num ambiente de conflio muito acentuado. O Governo e o seu partido revelam enorme dificuldade no di\u00e1logo e na concerta\u00e7\u00e3o permanentes. Os partidos da Oposi\u00e7\u00e3o aproveitam a oportunidade para dificultar a vida ao Governo, apesar de n\u00e3o formularem propostas consistentes de supera\u00e7\u00e3o da crise. 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