{"id":14941,"date":"2009-04-08T09:42:00","date_gmt":"2009-04-08T09:42:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=14941"},"modified":"2009-04-08T09:42:00","modified_gmt":"2009-04-08T09:42:00","slug":"razao-e-centro-da-nossa-existencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/razao-e-centro-da-nossa-existencia\/","title":{"rendered":"Raz\u00e3o e centro da nossa exist\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra <!--more--> Domingo de P\u00e1scoa da Ressurrei\u00e7\u00e3o do Senhor\t<\/p>\n<p>Leituras: Act. 10, 34a, 37-43; Sal. 117(118); Col. 3, 1-4; Jo 20, 1-9<\/p>\n<p>\u201cEste \u00e9 o dia que o Senhor fez: exultemos e cantemos de alegria!\u201d N\u00e3o pode ser outra a nossa atitude, nem podem ser outros os nossos sentimentos neste dia de Festa porque o Senhor ressuscitou. Mataram-n\u2019O, suspendendo-O na cruz, mas Deus Ressuscitou-O ao terceiro dia, como nos testemunha Pedro na primeira leitura. Celebramos o dia em que Deus nos abre as portas a uma vida verdadeiramente Nova, a uma esperan\u00e7a inabal\u00e1vel e a um amor sem fim. <\/p>\n<p>\u201cExultemos e cantemos de alegria\u201d porque, pela Ressurrei\u00e7\u00e3o, o Pai confirma e aprova tudo o que Jesus fez e disse. N\u00e3o podemos separar a Ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus da sua vida e da sua morte. Deus sela essa carta de amor que foi a vida de Jesus, identifica-se com a sua causa, as suas atitudes, as suas palavras, os seus gestos, a sua maneira de se relacionar com os outros e a imagem que transmitia do pr\u00f3prio Deus. E Jesus, ao manifestar-nos a Sua presen\u00e7a, atrav\u00e9s das testemunhas que escolheu, com quem comeu e bebeu depois de ter ressuscitado (cf. Act 10,39-40), d\u00e1-nos a garantia de que se O seguimos na sua vida e morte, tamb\u00e9m vivemos com Ele uma vida de ressuscitados que n\u00e3o acabar\u00e1 nunca.   <\/p>\n<p>\u201cExultemos e cantemos de alegria\u201d porque o Seu Amor \u00e9 mais forte que a morte, \u00e9 mais forte que os nossos medos e cobardias, que os nossos interesses e ego\u00edsmo. S\u00f3 esse Amor \u00e9 capaz de nos transformar e de fazer nascer em n\u00f3s uma capacidade nova de amar, de ver o outro, de estar na sociedade e de nos relacionarmos com o pr\u00f3prio Deus como Ele \u00e9. <\/p>\n<p>\u201cExultemos e cantemos de alegria\u201d porque Jesus de Nazar\u00e9, Aquele que viveu h\u00e1 dois mil anos, n\u00e3o nos deixou apenas uma teoria ou uma doutrina para seguir, mas Ele pr\u00f3prio ficou connosco. Ele est\u00e1 Vivo! Est\u00e1 verdadeiramente connosco. A sua presen\u00e7a \u00e9 real. N\u00e3o temos apenas uma recorda\u00e7\u00e3o do que Jesus viveu, mas temo-Lo a Ele, pessoalmente connosco. \u00c9 pela f\u00e9 que nos podemos aperceber desta presen\u00e7a. \u00c9 verdade que n\u00e3o \u00e9 uma presen\u00e7a da qual nos damos conta rapidamente. Maria Madalena, ao ver a pedra retirada do sepulcro, pensava que tinham levado o corpo de Jesus para outro lugar, e s\u00f3 mais tarde, \u00e9 que come\u00e7ou a acreditar que Ele n\u00e3o estava noutro lugar f\u00edsico, mas estava com ela de outra forma (cf. Jo 20,1). Jo\u00e3o \u201cviu e acreditou\u201d, isto \u00e9, viu que o corpo n\u00e3o estava ali e apercebeu-se que Jesus estava presente de um modo diferente (cf. Jo 20, 8). Assim, somos n\u00f3s tamb\u00e9m convidados a \u201cver e a acreditar\u201d na Sua presen\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cExultemos e cantemos de alegria\u201d porque tamb\u00e9m n\u00f3s somos testemunhas escolhidas para anunciar, n\u00e3o uma teoria, mas uma Pessoa. N\u00e3o estamos chamados a dar ao mundo umas regras morais em primeiro lugar, mas sim a anunciar que h\u00e1 Algu\u00e9m que passou por esta terra fazendo o bem (cf.Act 10,38), que morreu numa cruz e que Ressuscitou, por cada um de n\u00f3s. Ele viveu uma vida humana de tal forma plena e em comunh\u00e3o com a vontade de Deus, que quando foi rejeitado e morto numa cruz, Deus o Ressuscitou. Por isso, Ele \u00e9 para n\u00f3s a raz\u00e3o da nossa exist\u00eancia, o centro da nossa vida. <\/p>\n<p>Filipa Amaro, FMVD<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-14941","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espiritualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14941","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14941"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14941\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14941"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14941"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14941"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}