{"id":14947,"date":"2009-04-08T10:10:00","date_gmt":"2009-04-08T10:10:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=14947"},"modified":"2009-04-08T10:10:00","modified_gmt":"2009-04-08T10:10:00","slug":"do-casal-ideal-a-familia-que-somos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/do-casal-ideal-a-familia-que-somos\/","title":{"rendered":"Do casal ideal&#8230; \u00e0 fam\u00edlia que somos"},"content":{"rendered":"<p>Partilha <!--more--> \u201cDo casal ideal\u2026 \u00e0 fam\u00edlia que somos\u201d. Com este tema geral, 80 casais das Equipas de Nossa Senhora (ENS) da Diocese de Aveiro estiveram em retiro espiritual de Quaresma. A partilha que nesta p\u00e1gina as ENS quiseram proporcionar pode ser \u00fatil para todos os casais<\/p>\n<p>\u201cO sonho de Deus, a explos\u00e3o do amor\u201d. Este foi o primeiro tema de reflex\u00e3o, inspirado no Antigo Testamento, a partir da Cria\u00e7\u00e3o descrita no Livro dos G\u00e9nesis. Com a frase \u201c\u2026Esta \u00e9 osso dos meus ossos, carne da minha carne\u2026\u201d, sublinhou-se a express\u00e3o m\u00e1xima do amor do homem pela mulher. Por ela deixaria pai e m\u00e3e para se tornarem numa s\u00f3 carne. Do Livro C\u00e2ntico dos C\u00e2nticos, o vers\u00edculo \u201cP\u00f5e-me como um selo sobre o teu cora\u00e7\u00e3o\u2026\u201d serve de s\u00faplica da mulher para que o amor dos dois seja eterno. J\u00e1 a frase \u201cFeliz o homem que tem uma mulher virtuosa\u2026\u201d (e o oposto tamb\u00e9m se aplica), do Livro de Ben Sira, serviu para ilustrar que n\u00e3o nos devemos deixar levar pela \u201cfachada\u201d ou \u201cpapel de embrulho\u201d, mas pelo genu\u00edno que existe em cada um de n\u00f3s. Com o exemplo de Tobias e Sara, pedimos em ora\u00e7\u00e3o para todos os casais: \u201cSenhor fazei-nos chegar juntos, a uma adiantada e ditosa velhice\u201d (Tb 8, 8).<\/p>\n<p>\u201cCristo esteve (est\u00e1) em Can\u00e3\u201d foi o segundo tema de reflex\u00e3o. Fizemos uma incurs\u00e3o no Novo Testamento. O C\u00f3nego Jos\u00e9 Paulo Abreu, que orientou o retiro, n\u00e3o deixou de referir a forma revolucion\u00e1ria como Jesus deu protagonismo \u00e0 mulher, tendo em conta o contexto social e religioso da \u00e9poca. Jesus escolheu o encontro com a Samaritana para converter a cidade da Samaria. Este epis\u00f3dio tem um conte\u00fado pedag\u00f3gico extraordin\u00e1rio: a \u00e1gua do po\u00e7o (ef\u00e9mera) versus a \u00c1gua da Vida (eterna). Outra mulher n\u00e3o menos importante foi Maria Madalena, uma pecadora que lavou e ungiu os p\u00e9s de Jesus (esta un\u00e7\u00e3o era o pren\u00fancio da Sua morte). Jesus n\u00e3o culpabilizou a mulher ad\u00faltera e ningu\u00e9m se atreveu a atirar a primeira pedra. E foram as mulheres que primeiro chegaram ao sepulcro, testemunhando a Sua Ressurrei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Voltando \u00e0s bodas de Can\u00e1, quem deveria ter dado pela falta do vinho? O chefe de mesa, claro, mas estava distra\u00eddo. Quem estava atenta? Ao 3.\u00ba dia da vida p\u00fablica de Jesus (o 3.\u00ba dia \u00e9 sempre crucial na Hist\u00f3ria da Salva\u00e7\u00e3o), Maria viu que as bilhas estavam vazias. E o que fez? Foi falar com Jesus. Que lhe responde Ele? \u201cMulher ainda n\u00e3o chegou a minha hora\u201d. Mas Maria acomodou-se? N\u00e3o! Foi ter com os serventes e disse-lhes: \u201cFazei como Ele vos disser!\u201d Mais tarde, \u00e9 que o chefe de mesa notou \u201ccomo o vinho era bom\u201d. N\u00e3o sejamos distra\u00eddos como o chefe de mesa e estejamos sempre atentos aos sinais, e n\u00f3s tamb\u00e9m, tomemos este vinho, o vinho da alegria, o vinho que representa aquilo que nos permite estar abertos e dispon\u00edveis para os outros. Neste contexto, a falta de vinho representa o estar fechado, barricado, sem motiva\u00e7\u00e3o, sem alegria\u2026 \u201cN\u00e3o tem vinho!\u201d &#8211; que tristeza, que des\u00e2nimo\u2026 \u201cQue o vinho da alegria, do amor, da boa vontade, do di\u00e1logo, da perseveran\u00e7a regresse \u00e0 vida de cada fam\u00edlia\u201d.<\/p>\n<p>\u201cUma fam\u00edlia solid\u00e1ria\u201d. Com este tema fomos transformados em engenheiros civis, arquitectos, empreiteiros, carpinteiros, trolhas e decoradores para construir a casa\/fam\u00edlia solid\u00e1ria. Come\u00e7amos pelos alicerces \u2013 o casal \u2013 , fortes para suportar, amparar, acolher, aconchegar a restante estrutura do im\u00f3vel com os c\u00f3modos necess\u00e1rios, que s\u00e3o os filhos, os pais (av\u00f3s), os amigos, com muitas janelas e portas para estarmos virados para fora, para nos darmos aos outros, ao pr\u00f3ximo. Diz o C\u00f3nego Jos\u00e9 Paulo Abreu que, para que o casal seja realmente forte, devia no dia do seu casamento tomar os votos dos monges: Obedi\u00eancia, Castidade e Pobreza, que cumpririam durante toda a sua vida. Obedi\u00eancia \u00e0s promessas feitas um ao outro no momento da celebra\u00e7\u00e3o do sacramento do matrim\u00f3nio. Castidade, porque pass\u00e1mos a \u201cpertencer\u201d de corpo e alma um ao outro. Pobreza, porque \u00e0 semelhan\u00e7a dos monges que n\u00e3o t\u00eam nada pr\u00f3prio \u2013 \u00e9 tudo da comunidade \u2013, tamb\u00e9m cada um de n\u00f3s n\u00e3o tem nada pr\u00f3prio, tudo \u00e9 dos dois. \u00c9 importante \u201csaber esquecer-me de mim para viver a realidade do outro\u201d. O amor do casal \u00e9 realmente exigente. Mas deve ser sempre encarado com optimismo, perseveran\u00e7a e uma grande confian\u00e7a na provid\u00eancia e amor de Deus. Foram focados todos os sentimentos e atitudes necess\u00e1rios \u00e0 forma\u00e7\u00e3o da estrutura da casa, com especial \u00eanfase para as janelas e portas. Foi lembrado a frase \u201cNunca rezes num quarto sem janelas\u201d, para que possamos entender quanto \u00e9 importante virarmo-nos para fora e darmo-nos ao nosso pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>N\u00e3o faltaram os elementos decorativos da casa: a ternura, a meiguice, a sensibilidade no trato, a delicadeza, a afei\u00e7\u00e3o, o carinho e a simpatia. Foi referido tamb\u00e9m que h\u00e1 pessoas que para os outros s\u00e3o s\u00f3 simpatia e amabilidades e para os de casa s\u00e3o \u00e1speras, antip\u00e1ticas, s\u00f3 v\u00eaem defeitos. Citamos mais uma vez o C\u00f3nego: \u201cA simpatia n\u00e3o \u00e9 um produto de exporta\u00e7\u00e3o\u201d. A simpatia \u00e9 para uso familiar, para e por todos. <\/p>\n<p>\u201cIngredientes e v\u00edrus do amor\u201d. Este tema sugeriu que fiquemos alerta e que tentemos conseguir todos os ingredientes para fortificar o Amor e para criar os anticorpos que resistam aos v\u00edrus suspeitos. A ora\u00e7\u00e3o em grupo, na Capela, foi um momento particularmente alto. Estivemos em di\u00e1logo com Pai, um di\u00e1logo de perd\u00e3o, de agradecimento, de esperan\u00e7a. No final cada casal acendeu a sua vela, como sinal de luz para a nossa vida.<\/p>\n<p>\u201cEducar: arte e intelig\u00eancia\u201d. Vale a pena recordar uma prece deste \u00faltimo tema de reflex\u00e3o: \u201cSenhor, d\u00e1-me coragem para mudar o que pode ser mudado, d\u00e1-me paci\u00eancia para o que n\u00e3o pode ser mudado, mas d\u00e1-me acima de tudo discernimento para diferenciar cada um dos casos\u201d.<\/p>\n<p>Foi sugestivamente abordado com uma linguagem metaf\u00f3rica: as cores dos sem\u00e1foros. O vermelho, o amarelo e o verde, respectivamente para alertar para os pontos negativos, os \u201cassim-assim\u201d e positivos da educa\u00e7\u00e3o dos nossos filhos.<\/p>\n<p>O retiro foi orientado pelo C\u00f3nego Jos\u00e9 Paulo Abreu, professor universit\u00e1rio, presidente da Confraria do Sameiro (Braga) e da Turel (cooperativa de turismo religioso). Cada tema de reflex\u00e3o foi exposto com a profundidade, clareza e simplicidade dos que com sabedoria se despojam do sup\u00e9rfluo e se vestem com o verdadeiramente essencial. Foi uma verdadeira lufada de ar fresco que serviu para desempoeirar o esp\u00edrito dos presentes, arrancando de quando em vez uma gargalhada geral \u00e0 assembleia.<\/p>\n<p>Em resumo, foi bom relembrar a import\u00e2ncia do compromisso matrimonial e aferir dos valores da fam\u00edlia numa perspectiva crist\u00e3. Viemos do retiro com uma esperan\u00e7a refor\u00e7ada na miseric\u00f3rdia de Deus, mais confiantes como casal. <\/p>\n<p>Que Deus seja sempre a \u201cluz que guia\u201d dos casais que t\u00e3o bem organizaram este momento, das Irm\u00e3s que t\u00e3o bem nos alimentaram e t\u00e3o bem preservam o espa\u00e7o da Casa Diocesana de Albergaria, onde decorreu o retiro. \u00c1men.<\/p>\n<p>Aveiro 28<\/p>\n<p>Equipas de Nossa Senhora<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Partilha<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-14947","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14947","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14947"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14947\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14947"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14947"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14947"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}