{"id":14948,"date":"2009-04-08T10:31:00","date_gmt":"2009-04-08T10:31:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=14948"},"modified":"2009-04-08T10:31:00","modified_gmt":"2009-04-08T10:31:00","slug":"a-doenca-que-matou-cristo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-doenca-que-matou-cristo\/","title":{"rendered":"A &#8220;doen\u00e7a&#8221; que matou Cristo"},"content":{"rendered":"<p>Por que raz\u00e3o morreu Jesus?<\/p>\n<p>N\u00e3o morreu de doen\u00e7a, n\u00e3o morreu de velhice, de acidente ou v\u00edtima de um qualquer enfarte de mioc\u00e1rdio. Jesus n\u00e3o tinha de morrer t\u00e3o cedo. Ele veio ensinar o perd\u00e3o de Deus, mas \u201cesqueceu-se\u201d de uma outra realidade inacredit\u00e1vel: Os homens n\u00e3o perdoam! E vai da\u00ed, n\u00e3o O deixaram viver. Menos de tr\u00eas anos chegaram para Ele ser condenado como um criminoso, de outros tempos, porque os grandes criminosos de hoje safam-se sempre e s\u00e3o os inocentes quem paga as favas. O inocente \u00e9 condenado ontem como hoje!<\/p>\n<p>A Sua forma de estar na vida, a Sua maneira de inquietar, o inc\u00f3modo constante, a Sua palavra e o Seu comportamento faziam prever tudo isto. Jesus n\u00e3o se vende aos poderosos, n\u00e3o se deixa seduzir pelas apar\u00eancias, n\u00e3o aceita o conv\u00edvio e o \u201cconforto\u201d das meias-verdades, n\u00e3o vai pelas conveni\u00eancias. A frontalidade \u00e9 o seu escudo, a subservi\u00eancia n\u00e3o entra nos seus planos, a hipocrisia \u00e9 desmascarada em toda a linha, o legalismo religioso \u00e9 condenado, o espect\u00e1culo n\u00e3o faz parte do seu projecto. A autenticidade s\u00f3 Lhe traz incompreens\u00f5es e dissabores.<\/p>\n<p>Jesus n\u00e3o soube viver, dizemos n\u00f3s hoje. Podia ter sido simp\u00e1tico, podia ter ficado calado perante os grandes, podia ter sido condescendente n\u00e3o desafiando religi\u00e3o estabelecida, poderia ter passado por cima de tudo isso, uma vez que a Cruz estava ali t\u00e3o perto! Mas n\u00e3o! Por isso foi crucificado. <\/p>\n<p>Ontem ou hoje, Cristo seria condenado \u00e0 morte ao fim de poucos dias, ou poucas semanas. Muita coisa mudou, muitos processos evolu\u00edram, muitas situa\u00e7\u00f5es se alteraram, mas o ser humano continua refinado na sua hipocrisia: queremos verdade e frontalidade, mas quando nos deparamos com elas, n\u00e3o aguentamos o impacto, porque, na pr\u00e1tica, elas s\u00e3o incompat\u00edveis com a nossa forma de viver!<\/p>\n<p>O que tem acontecido e continua a acontecer hoje \u00e0queles que t\u00eam a coragem de desmascarar a podrid\u00e3o moral, os neg\u00f3cios escuros, as habilidades econ\u00f3micas, as viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos, a explora\u00e7\u00e3o dos pobres, as vigarices, as desonestidades e mentiras dos pol\u00edticos? O que acontece a quem se afirmar pela defesa dos valores de sempre, pelos princ\u00edpios morais? O m\u00ednimo que lhes pode acontecer \u00e9 chamarem-lhes retr\u00f3grados. Quem defende a degrada\u00e7\u00e3o social, humana, moral, o aborto, a eutan\u00e1sia, a homossexualidade, esse \u00e9 progressista! <\/p>\n<p>Querem que a Igreja entre por estes caminhos? Se o fizesse estaria completamente podre. O mundo das trevas n\u00e3o quer a luz para que n\u00e3o sejam descobertos os seus jogos escuros. Esse mundo facilmente cresce, enriquece, abre fal\u00eancias, rouba as economias dos pobres, foge \u00e0 justi\u00e7a, joga com \u201carbitragens\u201d envenenadas pelos compadrios e pelos favores. E se fosse s\u00f3 no futebol\u2026 \u00c9 na vida de todos os dias. Eles ganham fortunas, recebem gorjetas fabulosas, roubam democraticamente, engenhosamente sabem dar a volta ao texto, mas continuam a ser aplaudidos, e passam impunes diante da lei que eles fazem, em seu favor, com certeza. Um \u00e1rbitro do desporto erra, reconhece o erro, mas ningu\u00e9m lhe perdoa; a outros, que n\u00e3o s\u00e3o \u00e1rbitros do desporto, que nos (des)governam, acumulando erros e mais erros que n\u00e3o reconhecem, toda a gente lhes perdoa  tudo, mesmo aquilo que n\u00e3o deveria ter perd\u00e3o. E querem que a Igreja e as pessoas s\u00e9rias se calem e os apoiem. <\/p>\n<p>Decidi para sempre n\u00e3o me deixar envenenar pela cobardia, pelo medo, pela graxa, pela sabujice e pela hipocrisia; assumo a luta e a guerra que resulta de tal posi\u00e7\u00e3o. Assumo continuar a gritar as verdades que n\u00e3o s\u00e3o convenientes ou n\u00e3o se podem dizer. <\/p>\n<p>Assumo lutar e denunciar este humanismo sem humanidade, esta sociedade democr\u00e1tica sem democracia, a suposta igualdade dos cidad\u00e3os perante a lei sem justi\u00e7a e sem equidade. Assumo que os inocentes s\u00e3o as grandes v\u00edtimas desta sociedade.<\/p>\n<p>Nego-me a ser conduzido por quem n\u00e3o me respeita como cidad\u00e3o e me quer impor a sua liberdade, impedindo-me de viver a minha.<\/p>\n<p>\u201cAi de v\u00f3s, hip\u00f3critas, que jogais com cartas falsas e saudais com sorrisos de falsa diplomacia\u201d, \u201cAi de v\u00f3s, hip\u00f3critas, que viveis de privil\u00e9gios, deitais abaixo os irm\u00e3os para poder subir mais alto, e nunca os defendereis de verdade.\u201d<\/p>\n<p>Uns lavam, cobardemente, as m\u00e3os, enquanto outros, alheados, abanam a cabe\u00e7a. E tu? <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por que raz\u00e3o morreu Jesus? N\u00e3o morreu de doen\u00e7a, n\u00e3o morreu de velhice, de acidente ou v\u00edtima de um qualquer enfarte de mioc\u00e1rdio. Jesus n\u00e3o tinha de morrer t\u00e3o cedo. Ele veio ensinar o perd\u00e3o de Deus, mas \u201cesqueceu-se\u201d de uma outra realidade inacredit\u00e1vel: Os homens n\u00e3o perdoam! E vai da\u00ed, n\u00e3o O deixaram viver. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-14948","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14948","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14948"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14948\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14948"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14948"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14948"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}