{"id":14958,"date":"2009-04-08T10:41:00","date_gmt":"2009-04-08T10:41:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=14958"},"modified":"2009-04-08T10:41:00","modified_gmt":"2009-04-08T10:41:00","slug":"8-milhoes-e-obra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/8-milhoes-e-obra\/","title":{"rendered":"8 Milh\u00f5es?!&#8230; \u00c9 obra!&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Uma pedrada por semana <!--more--> Se \u00e0 d\u00fazia, diz o povo, \u00e9 mais barato, quais s\u00e3o os sortudos que v\u00e3o beneficiar dos descontos, em compra t\u00e3o vultuosa? \u00c9 para dar de gra\u00e7a, tal como o \u201cMagalh\u00e3es\u201d, diz-se. De gra\u00e7a para quem recebe. Para pagar, todos n\u00f3s, ricos de um pa\u00eds pelintra. As multinacionais n\u00e3o fazem caridade, apenas d\u00e3o luvas a m\u00e3os j\u00e1 antes aquecidas.<\/p>\n<p>Os agentes que publicitam e distribuem estes milh\u00f5es s\u00e3o multid\u00e3o: pessoas, institui\u00e7\u00f5es,  servi\u00e7os. Gente que optou pela obedi\u00eancia, sem o terreno que pisa. Muitos n\u00e3o convencidos de que seja este o caminho mais eficaz. Mas pagam-lhe para dizer que sim. Entretanto, rasgam-se vestes escandalizadas quando algu\u00e9m contradiz o sistema e mostra caminhos, mais longos e morosos, mas mais humanos, esperan\u00e7osos e respeitadores de pessoas com intelig\u00eancia, vontade e capacidade de reac\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se trata de dar ra\u00e7\u00e3o a animais que reagem por instintos. Trata-se de gente educ\u00e1vel, se tiver educadores que a respeitem, ajudem e acreditem na sua capacidade bem e de ir mais longe. Nivelar tudo por baixo ou considerar que todos s\u00e3o doentes e incapazes \u00e9 mentir, que n\u00e3o ajuda a crescer quem tem direito \u00e0 verdade.<\/p>\n<p>Desmantelada a educa\u00e7\u00e3o, cresce a irresponsabilidade, abaixam-se as tabelas, anulam-se as exig\u00eancias. Tudo igual, tudo em perigo, tudo irrespons\u00e1vel. A op\u00e7\u00e3o \u00e9 por uma menoridade colectiva, dependente e agradecida a quem lhes satisfaz os gostos. E os governos, por a\u00ed fora tocam a mesma m\u00fasica, distribuem milh\u00f5es e assim d\u00e3o apoio a esta destrui\u00e7\u00e3o da sociedade e das pessoas. Depois, l\u00e1 vir\u00e1 o tempo de querer remediar em v\u00e3o, os males que antes se favoreceram com a ac\u00e7\u00f5es e omiss\u00f5es.<\/p>\n<p>Haja a\u00ed quem diga, com verdade que, alguma vez, em qualquer parte do mundo, se resolveram bem problemas graves sem disciplina, nem esfor\u00e7o. O que se v\u00ea agora?<\/p>\n<p>Os t\u00e9cnicos inventam teorias; as multinacionais do sector, interessadas, pagam a quem as difunde; os pragm\u00e1ticos, de cabe\u00e7a oca, fazem a sua defesa e a aplica\u00e7\u00e3o; os governos, sempre simp\u00e1ticos com o dinheiro de todos, satisfazem as loucuras de alguns; \u00e0 gente nova cortam-se as asas e abre-se caminho da droga, do sexo, do \u00e1lcool, para uma vida f\u00e1cil, sem esfor\u00e7o, nem horizontes; as fam\u00edlias, atordoadas e preocupadas, abdicam de intervir; entretanto, futebol e Internet a rodos entret\u00eam e distraem do essencial. A moeda corrente \u00e9 de que agora \u00e9 assim e n\u00e3o se pode ser D. Quixote. A desgra\u00e7a tornou-se inevit\u00e1vel e, ent\u00e3o, h\u00e1 que correr com paliativos ilus\u00f3rios. Por\u00e9m, os maus comportamentos n\u00e3o se mudam, antes v\u00e3o contagiando.<\/p>\n<p>Continua a provocar-se o caos. Impunemente. Os profetas, se p\u00f5em o dedo na chaga e falam de esperan\u00e7a, tornam-se inc\u00f3modos. Se algu\u00e9m avisa que o caminho certo \u00e9 outro, \u00e9 ridicularizado. E, at\u00e9, gente importante c\u00e1 do burgo, que tinha obriga\u00e7\u00e3o de pensar mais largo, abdica de o fazer ou foge ao inc\u00f3modo de dobrar a folha para n\u00e3o ver o que o cora\u00e7\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7a. Que admira uma \u00e1rvore podre em floresta inquinada? Alguns iluminados &#8211; pasmem \u00f3 gentes! &#8211; at\u00e9 j\u00e1 dizem que o culpado de tudo \u00e9 o Papa e a Igreja, com o seu falar retr\u00f3grado Retr\u00f3grada, a verdade e a defesa da dignidade humana? A isto se chegou.<\/p>\n<p>Apesar desta loucura, h\u00e1 que, ao apontar a chaga, falar de esperan\u00e7a. O mundo ser\u00e1 de quem lhe der, desde agora maiores raz\u00e3o de esperan\u00e7a. Um f\u00f3sforo que se acende e permanece aceso no vendaval, tem for\u00e7a para vencer todas as trevas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pedrada por semana<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-14958","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14958","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14958"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14958\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14958"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14958"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14958"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}