{"id":14997,"date":"2009-04-22T16:29:00","date_gmt":"2009-04-22T16:29:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=14997"},"modified":"2009-04-22T16:29:00","modified_gmt":"2009-04-22T16:29:00","slug":"somos-testemunhas-da-ressurreicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/somos-testemunhas-da-ressurreicao\/","title":{"rendered":"Somos testemunhas da Ressurrei\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>P\u00e1scoa <!--more--> \u201cSomos testemunhas da ressurrei\u00e7\u00e3o\u201d, proclama o Bispo de Aveiro na vig\u00edlia pascal. Esta certeza, sustentada na f\u00e9 dos disc\u00edpulos e continuamente motivada na partilha do P\u00e3o, ilumina o caminho e envia os crist\u00e3os a comunicar, a todos, a alegria da vida &#8211; afirma D. Ant\u00f3nio Francisco.<\/p>\n<p>Retomam-se nestas p\u00e1ginas alguns destaques das celebra\u00e7\u00f5es do Tr\u00edduo Pascal presididas pelo Bispo de Aveiro. As homilias podem ser lidas na \u00edntegra do s\u00edtio da Diocese (www.diocese-aveiro.pt).<\/p>\n<p>Quinta-feira Santa<\/p>\n<p>Missa Crismal<\/p>\n<p>Vivemos envolvidos social e culturalmente por situa\u00e7\u00f5es de grande progresso e de afirmado desenvolvimento t\u00e9cnico e cient\u00edfico e simultaneamente sentimo-nos imersos nas incertezas do futuro que uma avassaladora crise econ\u00f3mica arrasta consigo.<\/p>\n<p>A cultura contempor\u00e2nea est\u00e1 trespassada por uma corrente de medo. Vivemos apreensivos diante dos riscos que pesam sobre o homem, sobre o ambiente, sobre a seguran\u00e7a dos cidad\u00e3os ou mesmo sobre a natureza. Ser\u00e1 que a f\u00e9 nos adianta respostas para estas quest\u00f5es? <\/p>\n<p>O cristianismo deve oferecer-nos uma luz de esperan\u00e7a. O crist\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma pessoa estranha nem extraordin\u00e1ria mas simplesmente algu\u00e9m que acolhe e respeita a vida como um dom, que acredita em Jesus de Nazar\u00e9 e que interpreta os acontecimentos \u00e0 luz da f\u00e9, com renovada esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Convido-vos, irm\u00e3os e irm\u00e3s, a alimentar, a renovar e a fortalecer esta esperan\u00e7a de fazermos nascer em n\u00f3s o homem novo. A nossa miss\u00e3o consiste em partilhar a nossa esperan\u00e7a. Temos um olhar novo sobre a vida e sobre a hist\u00f3ria. Fomos criados por Deus para a vida e para a felicidade. Convido-vos a distribuirmos as riquezas da gra\u00e7a impressas e expressas no acolhimento fraterno, na escuta orante da palavra de Deus, na celebra\u00e7\u00e3o dos sacramentos, na aproxima\u00e7\u00e3o de Deus e nos comportamentos \u00e9ticos de uma vida coerente com a sua f\u00e9.<\/p>\n<p>Somos chamados a ser sentinelas vigilantes colocadas na aurora de um mundo novo, mais atentos aos valores novos que come\u00e7am a germinar do que preocupados com os tempos de outrora que est\u00e3o a ruir. N\u00e3o tenhamos medo das bem-aventuran\u00e7as do Reino, por mais f\u00e1ceis que sejam a dizer e por mais dif\u00edceis que sejam a realizar. Tenhamos a ousadia de acreditar que as bem-aventuran\u00e7as s\u00e3o poss\u00edveis. Animam-nos sempre a preocupa\u00e7\u00e3o pelo bem comum e a coragem da verdade mesmo quando um e outra se tornam sofridos e dolorosos.<\/p>\n<p>[Aos presb\u00edteros:] A santidade de vida sacerdotal \u00e9 o nosso primeiro e imprescind\u00edvel testemunho evangelizador. O importante da nossa vida sacerdotal n\u00e3o \u00e9 contabilizar \u00eaxitos apost\u00f3licos ou sucessos humanos mas sim encontrar a alegria da voca\u00e7\u00e3o e a santidade do minist\u00e9rio que santifique igualmente aqueles a quem somos enviados e d\u00ea sentido e beleza \u00e0s nossas comunidades.<\/p>\n<p>Quinta-feira Santa<\/p>\n<p>Celebra\u00e7\u00e3o da Ceia do Senhor <\/p>\n<p>A Eucaristia tem a for\u00e7a propulsora do envio e o sentido imenso da miss\u00e3o.<\/p>\n<p>Que o P\u00e3o da Eucaristia seja igualmente repartido por todos os nossos irm\u00e3os doentes e idosos para que nunca lhes falte o alimento que sacia a sua fome de Deus e d\u00e1 sentido redentor \u00e0s suas dores e prova\u00e7\u00f5es!<\/p>\n<p>Que a Eucaristia celebrada seja tamb\u00e9m adorada e procurada na presen\u00e7a real de Cristo nos nossos sacr\u00e1rios. Fa\u00e7amo-nos testemunhas desta presen\u00e7a para que Cristo no sil\u00eancio discreto dos nossos tabern\u00e1culos seja fonte de vida, de \u00e2nimo e de esperan\u00e7a para o mundo!<\/p>\n<p>A Eucaristia \u00e9 este centro do dinamismo mission\u00e1rio e do servi\u00e7o aos irm\u00e3os, sobretudo aos mais pobres, para que sejamos \u00e2ncora e farol de um mundo novo. A\u00ed se aprende, tamb\u00e9m, este jeito de quem lava os p\u00e9s aos disc\u00edpulos e se faz servo e irm\u00e3o de todos. Este gesto do lava-p\u00e9s afirma um modo samaritano de servir e d\u00e1 valor ao trabalho humilde e esquecido, \u00e0s vidas s\u00f3brias e ignoradas, \u00e0s tarefas sem gl\u00f3ria nem ostenta\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Sexta-feira Santa<\/p>\n<p>Celebra\u00e7\u00e3o da Paix\u00e3o do Senhor <\/p>\n<p>Assaltam-nos constantemente perguntas v\u00e1rias e quest\u00f5es dif\u00edceis que n\u00e3o encontram respostas evidentes no cora\u00e7\u00e3o humano: como se compreende o sofrimento e a morte no contexto do an\u00fancio de um Reino novo? Todos n\u00f3s dirigimos a Deus palavras tantas vezes inconsoladas em momentos de prova\u00e7\u00f5es dolorosas com o cora\u00e7\u00e3o magoado pela doen\u00e7a e pela dor. Quantas vezes como Job, Jeremias ou Jesus clamamos a Deus a nossa dor! <\/p>\n<p>Ajudam-nos nestas horas como ajudaram Jesus no Calv\u00e1rio e no caminho que ali O conduziu a consola\u00e7\u00e3o recebida dos mais atentos, a presen\u00e7a solid\u00e1ria dos mais generosos e a ajuda corajosa de todos os cirineus. Esta imprescind\u00edvel ajuda, \u00e0 mistura com a for\u00e7a inquestionada da f\u00e9, conduz-nos \u00e0 consola\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a que, sempre e tamb\u00e9m nestas horas, descobrimos e encontramos em Deus.<\/p>\n<p>Habituei-me desde sempre a ver no sofrimento um caminho de santidade e deu-me o meu minist\u00e9rio a ocasi\u00e3o e a b\u00ean\u00e7\u00e3o de encontrar verdadeiros santos em mar\u00e9s vivas de profundo sofrimento. A serenidade, a f\u00e9 e a coragem s\u00e3o sinais do mist\u00e9rio redentor daqueles que completam em si o que falta \u00e0 paix\u00e3o do Senhor, como afirma S. Paulo. Neles se inscreve a concretiza\u00e7\u00e3o das bem-aventuran\u00e7as. \u201cBem-aventurados os que choram porque ser\u00e3o consolados. \u00c9 deles o Reino dos C\u00e9us.\u201d<\/p>\n<p>Diante de Jesus na cruz olhamos com redobrado afecto e acrescida preocupa\u00e7\u00e3o para todos os crucificados da vida, para as v\u00edtimas inocentes de cat\u00e1strofes da natureza, como s\u00e3o as v\u00edtimas do sismo em It\u00e1lia, e para as v\u00edtimas da viol\u00eancia e da injusti\u00e7a humanas. Sabemos todos como o mal tamb\u00e9m hoje atinge pessoas, fam\u00edlias, grupos humanos ou mesmo povos inteiros. <\/p>\n<p>\u00c9 tempo de nos fazermos mensageiros corajosos da reden\u00e7\u00e3o que da cruz nos vem para que a P\u00e1scoa da alegria, da esperan\u00e7a, da liberdade, da justi\u00e7a, da paz e do bem esteja ao alcance de todos.<\/p>\n<p>S\u00e1bado Santo<\/p>\n<p>Vig\u00edlia Pascal<\/p>\n<p>A ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo \u00e9 o acontecimento central da nossa f\u00e9, testemunhado por quantos O procuraram no sepulcro e viram o t\u00famulo vazio. Jesus Cristo \u00e9 a cabe\u00e7a de uma nova humanidade, modelo e paradigma de quanto a comunidade dos crentes tem por miss\u00e3o realizar. Importa, por isso, fazer da P\u00e1scoa de Jesus a nossa P\u00e1scoa. A comunidade crist\u00e3 encontra em Cristo, vivo e ressuscitado, a sua raz\u00e3o de ser e o sentido da sua presen\u00e7a viva e vivificante no meio do mundo.<\/p>\n<p>\u00c9 este um tempo particularmente belo e denso a dizer-nos que todos os dias do crist\u00e3o e da comunidade devem ser tempo pascal.<\/p>\n<p>As comunidades crist\u00e3s, par\u00f3quias, movimentos apost\u00f3licos e servi\u00e7os pastorais deveriam inscrever no seu \u00edntimo este sentido pascal que nos impele, por Cristo vivo e ressuscitado, a sermos verdadeiros \u201cservidores da vida e da esperan\u00e7a\u201d. Este esp\u00edrito pascal estende-se tamb\u00e9m a todos os homens e mulheres de boa vontade que, muitas vezes mesmo sem terem esta consci\u00eancia crente ou uma afirmada pr\u00e1tica crist\u00e3, s\u00e3o nas suas vidas e profiss\u00f5es verdadeiros servidores da vida. E tantos eles s\u00e3o, felizmente!<\/p>\n<p>A P\u00e1scoa, por seu lado, ilumina os caminhos destes servidores da vida transformando o caminho da cruz que conduziu \u00e0 morte em caminho de luz que nos conduz \u00e0 vida do ressuscitado. <\/p>\n<p>Somos testemunhas da ressurrei\u00e7\u00e3o. Reconhecemo-Lo ao partir do p\u00e3o, como os disc\u00edpulos de Ema\u00fas. Acreditamos sem termos visto, segundo a express\u00e3o de Jesus a Tom\u00e9. Sustenta-se esta certeza na f\u00e9 dos disc\u00edpulos, no testemunho dos que visitaram o sepulcro vazio, na presen\u00e7a de Jesus ressuscitado no meio dos ap\u00f3stolos e na vida da Igreja, sacramento vivo de Jesus vivo e ressuscitado. A f\u00e9 pascal dos crist\u00e3os \u00e9 este encontro com Cristo ressuscitado que nos envia a comunicar esta certeza de vida e este sentido de alegria pascal a todos os outros.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>P\u00e1scoa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-14997","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14997","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14997"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14997\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14997"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14997"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14997"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}