{"id":15005,"date":"2009-04-23T09:50:00","date_gmt":"2009-04-23T09:50:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=15005"},"modified":"2009-04-23T09:50:00","modified_gmt":"2009-04-23T09:50:00","slug":"empresas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/empresas\/","title":{"rendered":"\u00abEmpresas\u00bb&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> A palavra \u00abempresa\u00bb entrou na linguagem corrente a partir de meados do s\u00e9culo passado; outrora utilizavam-se designa\u00e7\u00f5es correspondentes \u00e0s actividades econ\u00f3micas realizadas. A vulgariza\u00e7\u00e3o do termo originou uma certa perda de autenticidade; talvez n\u00e3o se tenha consolidado a pr\u00f3pria no\u00e7\u00e3o da empresa como entidade geradora de valor acrescentado, em termos econ\u00f3micos, capaz de subsistir e se desenvolver, com autonomia, em mercado aberto. Surgiram, pelo menos, quatro tipos de \u00abempresas\u00bb: a aut\u00f3noma, a incentivada, a contratual, e a parasit\u00e1ria.<\/p>\n<p>A empresa aut\u00f3noma caracteriza-se por n\u00e3o depender de apoios do Estado nem de outras entidades p\u00fablicas; algumas fazem quest\u00e3o de n\u00e3o receber quaisquer ajudas; outras aproveitam as ajudas que s\u00e3o colocadas \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o, embora n\u00e3o precisem delas. A empresa incentivada \u00e9 a que surgiu com base em incentivos p\u00fablicos, ou precisa deles para sobreviver. A contratual baseia-se num contrato com o Estado, que lhe assegura consider\u00e1veis vantagens especiais; muitas delas s\u00e3o de capital estrangeiro, e retiram-se do pa\u00eds quando n\u00e3o v\u00eaem interesse em continuar. As parasit\u00e1rias formam o lastro mais dependente das incentivadas e das contratualizadas; pressionam sistematicamente o Estado para que sobrevivam, pretextando at\u00e9 que ele n\u00e3o pode deixar morrer o que ajudou a criar.<\/p>\n<p>A tend\u00eancia normal dos governos, bem como de outros \u00f3rg\u00e3os de soberania e dos partidos pol\u00edticos, vai para o menosprezo das empresas aut\u00f3nomas &#8211; vistas sobretudo como contribuintes &#8211; e para a absor\u00e7\u00e3o com as outras &#8211; vistas como necess\u00e1rias e necessitadas; uma certa promo\u00e7\u00e3o do empreendedorismo refor\u00e7a esta tend\u00eancia deturpadora da autenticidade empresarial. Neste contexto, a crise actual fez com que as for\u00e7as pol\u00edticas, as for\u00e7as sociais e a opini\u00e3o p\u00fablica dominante se deixassem obcecar pelas empresas que precisam de ajuda, votando ao ostracismo as que procuram subsistir, e resistir, com honra e autonomia. Estas constituem por certo a maioria; no entanto, quase n\u00e3o existem nas decis\u00f5es pol\u00edticas, nas lutas pol\u00edtico-socias nem nos \u00abmedia\u00bb. Orienta\u00e7\u00f5es pol\u00edticas t\u00e3o \u00f3bvias como o posicionamentao cooperante do Estado, o pagamento efectivo das suas d\u00edvidas, a concerta\u00e7\u00e3o social na procura de solu\u00e7\u00f5es, a simplifica\u00e7\u00e3o da concess\u00e3o de licen\u00e7as, o n\u00e3o pagamento do IVA correspondente a receitas n\u00e3o cobradas, particularmente quando o devedor \u00e9 o pr\u00f3prio Estado&#8230;continuam a n\u00e3o ser adoptadas de maneira convincente; por isso e por outras raz\u00f5es, muitas empresas sentem o  Estado como  inimigo  e perseguidor, absorvido com a sua \u00abclientela\u00bb&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-15005","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15005","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15005"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15005\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15005"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15005"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15005"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}