{"id":15006,"date":"2009-04-23T09:51:00","date_gmt":"2009-04-23T09:51:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=15006"},"modified":"2009-04-23T09:51:00","modified_gmt":"2009-04-23T09:51:00","slug":"como-uma-pascoa-sem-cristo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/como-uma-pascoa-sem-cristo\/","title":{"rendered":"Como uma P\u00e1scoa sem Cristo!"},"content":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a <!--more--> N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil aceitar uma P\u00e1scoa sem Ressurrei\u00e7\u00e3o, sem Cristo. No entanto, na Hist\u00f3ria da Salva\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 a primeira vez que isso acontece. Durante milhares de anos, vivemos (a primeira pessoa do plural aplica-se porque todos somos parte desse itiner\u00e1rio de salva\u00e7\u00e3o), ali\u00e1s, todos vivemos \u201c\u00e0 condi\u00e7\u00e3o\u201d muitas P\u00e1scoas sem o Ungido. Viv\u00edamos na expectativa da sua vinda. Por fim, para os Crist\u00e3os, chegou!<\/p>\n<p>Na verdade, dando como certo, tenhamos a generosidade de aceitar assim, a cronologia (aproximada) da salva\u00e7\u00e3o, com base nos fragmentos e textos do Antigo Testamento, a humanidade viveu dois mil anos (desde Abra\u00e3o) sem a Incarna\u00e7\u00e3o (de Jesus) e mais outros dois mil (depois de Cristo)! Contudo, h\u00e1 sinais de que Cristo j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1!<\/p>\n<p>Tanto se acreditou que o secular tamb\u00e9m \u00e9 obra do Criador, portanto, \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a, que deix\u00e1mos a obra da Reden\u00e7\u00e3o confiada novamente ao zelo do Criador! Por outras palavras, compreendido e assumido o que era mat\u00e9ria da f\u00e9 popular, pouco se fez para inculturar os actos de piedade como ac\u00e7\u00e3o evangelizadora. N\u00e3o se esgotava, longe disso, nesses actos simples da vida das comunidades, como eram o sino, os sinais (express\u00e3o t\u00e3o bela para significar que algu\u00e9m faleceu na comunidade), as prociss\u00f5es, a Via Sacra, a participa\u00e7\u00e3o diversificada do povo nas irmandades, na ora\u00e7\u00e3o do Ros\u00e1rio, na Visita Pascal, novenas &#8211; \u201csaudosismos!\u201d \u2013 dir-se-\u00e1! \u201cCoisas populares que n\u00e3o dignificavam a Igreja\u201d \u2013 ter\u00e3o pensado alguns! Por\u00e9m, esses sinais simples eram a presen\u00e7a do Sagrado na vida di\u00e1ria dos baptizados, das fam\u00edlias, das comunidades. Actualiz\u00e1-los, em nome do eclesialmente correcto, quem sabe, matou uns e comprometeu outros.<\/p>\n<p>E foi assim que at\u00e9 da P\u00e1scoa de Cristo quase nada resta.<\/p>\n<p>A P\u00e1scoa n\u00e3o tem identidade.<\/p>\n<p>Ora, quando se perde o comprovativo de identifica\u00e7\u00e3o, perde-se a oportunidade de fazer prova do sentido de perten\u00e7a, da naturalidade, da resid\u00eancia. Podem-se perder mesmo as ra\u00edzes culturais. Corre-se esse risco, um risco muito perigoso.<\/p>\n<p>Nestes dias de P\u00e1scoa, vivemos muito \u201cdentro\u201d.<\/p>\n<p>Sexta-feira Santa ser\u00e1 feriado? E Segunda da Pascoela? S\u00e1bado \u00e9 de festa? Aonde? Tem sentido a P\u00e1scoa para quem n\u00e3o comunga nada desse significado? Se n\u00e3o fosse o tempo prop\u00edcio para algum descanso entre o Inverno e o Ver\u00e3o, justificar-se-ia uma interrup\u00e7\u00e3o destas? A quem interessa a P\u00e1scoa, ao Memorial ou ao l\u00fadico-tur\u00edstico!<\/p>\n<p>Assim, perdida a identifica\u00e7\u00e3o\u2026 perde-se identidade!<\/p>\n<p>Desportivamente\u2026.<\/p>\n<p>&#8230; pelo desporto<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-15006","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15006","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15006"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15006\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15006"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15006"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15006"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}