{"id":15029,"date":"2009-05-06T10:24:00","date_gmt":"2009-05-06T10:24:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=15029"},"modified":"2009-05-06T10:24:00","modified_gmt":"2009-05-06T10:24:00","slug":"a-videira-e-os-ramos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-videira-e-os-ramos\/","title":{"rendered":"A videira e os ramos"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra <!--more--> Domingo V da P\u00e1scoa <\/p>\n<p>Leituras: Actos 9, 26-31; Sl 21 (22); 1 Jo 3, 18-24; Jo 15, 1-8<\/p>\n<p>Neste V Domingo do tempo pascal, somos convidados a reflectir sobre a nossa rela\u00e7\u00e3o de comunh\u00e3o com Cristo Ressuscitado, a partir da alegoria da videira que S. Jo\u00e3o nos apresenta no Evangelho. Associada e nunca separada desta realidade, que \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o pessoal com o nosso Deus, est\u00e1 a realidade de sermos comunidade crist\u00e3, que se edifica e cresce com a assist\u00eancia do Esp\u00edrito Santo (cf. Act 9,31).<\/p>\n<p>Tanto a nossa rela\u00e7\u00e3o pessoal com Jesus, como a rela\u00e7\u00e3o entre os irm\u00e3os s\u00e3o realidades din\u00e2micas e n\u00e3o est\u00e1ticas, como \u00e0s vezes podemos pensar. Pelo Baptismo, fomos \u201cenxertados\u201d na videira verdadeira que \u00e9 Jesus, Aquele que morrendo nos deu a Vida. No entanto, para ser um ramo que d\u00e1 fruto, n\u00e3o basta ter sido baptizado um dia. Jesus insiste que \u00e9 preciso permanecer (cf. Jo 15,4). Se pensarmos na videira como uma planta viva, com a seiva que corre pelo tronco e pelos ramos, com as suas folhas e frutos no devido tempo, podemos intuir o dinamismo que implica permanecer unidos \u00e0 videira. \u00c9 preciso deixar correr pelos ramos a mesma seiva que corre pelo tronco, isto \u00e9, a vida e o amor do pr\u00f3prio Jesus. \u201cQuem observa os seus mandamentos permanece em Deus e Deus nele\u201d (1Jo 3,24). Este observar os mandamentos n\u00e3o \u00e9 um cumprimento de normas mas um deixar-se impulsionar pelo amor que movia a vida de Jesus.<\/p>\n<p>Portanto, n\u00e3o basta estar na videira; \u00e9 preciso estar e deixar-se limpar pela palavra do Senhor para dar sempre mais fruto (cf. Jo 15,2). Podemos dizer de outra maneira: \u00e9 preciso entrar num dinamismo de comunh\u00e3o crescente com o Senhor e com os irm\u00e3os.<\/p>\n<p>Como \u00e9 a nossa rela\u00e7\u00e3o com a Palavra do Senhor que limpa, que renova e que revigora, e nos impulsiona a entregar a vida como Jesus?<\/p>\n<p>A Igreja \u00e9 tamb\u00e9m uma realidade din\u00e2mica que vai sendo edificada e est\u00e1 chamada a crescer com a assist\u00eancia do Esp\u00edrito Santo (cf. Act 9,31). Muitas vezes, olhamos para a comunidade crist\u00e3 e gostar\u00edamos que fosse algo acabado, onde tudo j\u00e1 fosse perfeito. Mas, tal como no in\u00edcio da sua exist\u00eancia, a Igreja, vai-se edificando na medida em que cada um permanece em Deus e se deixa renovar pela Sua Palavra. Uma comunidade cresce e permanece em Deus na medida em que aceita as debilidades de cada um, e reconhece que o Amor do Senhor \u00e9 maior que tudo isso. N\u00e3o foi f\u00e1cil para a primeira comunidade crist\u00e3 acolher Saulo quando este chegou a Jerusal\u00e9m. \u201cTemiam por n\u00e3o acreditarem que fosse disc\u00edpulo\u201d (Act 9,26). Mas, Barnab\u00e9 \u201ccontou-lhes como Saulo, no caminho, tinha visto o Senhor\u2026\u201d (Act 9,27) e ajudou assim a comunidade de Jerusal\u00e9m a acreditar no que o Senhor estava a fazer na vida daquele que iria levar muito longe o Evangelho. Este crescimento da comunidade implica renova\u00e7\u00e3o; abertura \u00e0 mudan\u00e7a e \u00e0 novidade do Evangelho em cada tempo, e libertar-se de velhas formas de ver e fazer as coisas. <\/p>\n<p>Filipa Amaro, FMVD<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-15029","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espiritualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15029","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15029"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15029\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15029"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15029"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15029"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}