{"id":1506,"date":"2010-04-21T15:44:00","date_gmt":"2010-04-21T15:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=1506"},"modified":"2010-04-21T15:44:00","modified_gmt":"2010-04-21T15:44:00","slug":"joelhos-que-rezam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/joelhos-que-rezam\/","title":{"rendered":"Joelhos que rezam"},"content":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 31 <!--more--> Hoje, n\u00e3o sabemos bem porque se espalha em algumas comunidades, por influ\u00eancia francesa, talvez, a ideia de cumprimentar Deus, o sacr\u00e1rio ou o altar s\u00f3 com uma inclina\u00e7\u00e3o de cabe\u00e7a.<\/p>\n<p>A genuflex\u00e3o, para muitos, deixou de fazer sentido, e temos medo de ser retr\u00f3grados se colocamos os joelhos no ch\u00e3o diante do SS.mo exposto, quando n\u00e3o h\u00e1 nada na Igreja que o pro\u00edba ou oriente noutra linha. Pelo contr\u00e1rio, o ajoelhar-se aparece contemplado nas recomenda\u00e7\u00f5es da Igreja de ontem e de hoje. Os crist\u00e3os dos primeiros tempos prostravam-se como fazem hoje os mu\u00e7ulmanos, que assimilaram das comunidades crist\u00e3s o jeito de rezar que ainda hoje encontramos em igrejas crist\u00e3s do Egipto, por exemplo. O descal\u00e7ar-se ainda se usa na Igreja copta (no Egipto). Algu\u00e9m disse uma vez que o homem nunca \u00e9 t\u00e3o grande como quando se ajoelha. Ningu\u00e9m pode impedir um cat\u00f3lico de se ajoelhar na consagra\u00e7\u00e3o do P\u00e3o e do Vinho. Temos narra\u00e7\u00f5es admir\u00e1veis de grandes homens do mundo da ci\u00eancia que se converteram quando viram algu\u00e9m fazer uma genuflex\u00e3o bem feita, ao descansarem na fresquid\u00e3o da igreja de uma grande cidade, numa tarde de Ver\u00e3o intenso. Mas, verdadeiramente, tamb\u00e9m sabemos que a atitude interior \u00e9 o que conta. E temos de estar, como os Anjos do C\u00e9u, como nos dizem os livros b\u00edblicos, sempre prostrados ante o Senhor. Sabemos que, quando algu\u00e9m chegava perto de Jesus, sempre se prostrava diante Dele. E que o significado da prostra\u00e7\u00e3o \u00e9 o de aceitarmos, incondicionalmente, a vontade de Deus a nosso respeito. E tudo isto, em gestos que formam e educam, em atitudes que informam estes gestos. S\u00e3o a terceira coisa importante para fazermos miss\u00e3o. Sabemos ainda  que, diante de um irm\u00e3o de p\u00e9s sujos e gretados, a nossa atitude \u00e9 a de nos ajoelharmos para lhe tratar dos p\u00e9s. Que diante do pobre e da crian\u00e7a, da flor e do gatinho, nos curvamos, porque \u00e9 a\u00ed que mostramos a nossa grandeza. Quem se humilha ser\u00e1 exaltado.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m pode ser mission\u00e1rio se pensa que transmite algo seu. Levamos mensagem de Outro para os outros. Porque ser mission\u00e1rio \u00e9 ser servidor. Por isso, o mission\u00e1rio n\u00e3o busca reconhecimento, gratid\u00e3o, exalta\u00e7\u00e3o ou pr\u00e9mios. Entende que pode ser perseguido, caluniado e morto pelo Evangelho. Que \u00e9 servo in\u00fatil. Que pode ser substitu\u00eddo com facilidade. Que sempre aprende com os outros e \u00e9 sempre o primeiro a ser evangelizado. E tudo isto s\u00f3 se aprende\u2026 de joelhos, diante do Mestre para lhe bebermos a vida e o exemplo, a miss\u00e3o e a sorte, e compreendermos que se n\u00e3o nos ajoelhamos diante dele e da Sua vontade, n\u00e3o somos enviados. Pelo contr\u00e1rio, corremos o risco de correr em v\u00e3o e de vender o nosso peixe que nunca alimentar\u00e1 multid\u00f5es. Nem matar\u00e1 a sede das samaritanas do nosso tempo.<\/p>\n<p>P.e V\u00edtor Espadilha<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 31<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-1506","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1506","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1506"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1506\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1506"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1506"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1506"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}