{"id":15090,"date":"2009-04-29T16:56:00","date_gmt":"2009-04-29T16:56:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=15090"},"modified":"2009-04-29T16:56:00","modified_gmt":"2009-04-29T16:56:00","slug":"ja-nao-ha-gaivotas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/ja-nao-ha-gaivotas\/","title":{"rendered":"J\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 gaivotas"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 trinta e cinco anos cantava-se\u2026 somos livres, livres como uma gaivota que voava, voava! <\/p>\n<p>Recordando (Ermelinda Duarte): \u201cUma gaivota voava, voava, asas de vento, cora\u00e7\u00e3o de mar. Como ela, somos livres, somos livres de voar.\u201d<\/p>\n<p>E passados estes anos\u2026 \u201cvejam bem\u201d (Jos\u00e9 Afonso) que (j\u00e1) n\u00e3o h\u00e1 s\u00f3 gaivotas em terra  quando um homem se p\u00f5e a pensar!<\/p>\n<p>E quando os homens e as mulheres se p\u00f5em a pensar at\u00e9 questionam se ainda h\u00e1 gaivotas e somos livres!<\/p>\n<p>Livres n\u00e3o o seremos.<\/p>\n<p>S\u00e3o muitas as raz\u00f5es pelas quais condicionamos o nosso agir. Curiosamente lutou-se pela garantia de liberdades ideol\u00f3gicas, por novos quadros de valores, por novas refer\u00eancias de organiza\u00e7\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o das pessoas.<\/p>\n<p>As ideologias dominantes asfixiaram-se em modelos e sistemas pol\u00edtico-econ\u00f3micos. Uns morreram de forma natural (esgotaram-se rapidamente pela brutalidade que representavam), alguns foram mortos (pelos mais fortes e perspicazes) e outros suicidaram-se (deixaram de acreditar na viabilidade).<\/p>\n<p>O que parecia eterno padeceu e finou-se por ser t\u00e3o et\u00e9reo (no sentido de vol\u00e1til)! Privatizaram-se os valores! E tudo o que foi privatizado, segundo a ideia de mercado livre, deu em fal\u00eancia!<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o e a participa\u00e7\u00e3o, por ser t\u00e3o privada, conduziram ao relativismo. Este, por sua vez, acabou por entregar a participa\u00e7\u00e3o a uns poucos \u2013 provavelmente os mesmos ou de \u00edndole muito pr\u00f3xima dos que destroem sistematicamente o que \u00e9 duradouro e perene, como s\u00e3o a liberdade, a participa\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel, o compromisso, o car\u00e1cter, a justi\u00e7a, a equidade, a toler\u00e2ncia\u2026!<\/p>\n<p>Ao ouvi-los, parecem:<\/p>\n<p>\u201cParecem bandos de pardais \u00e0 solta, os putos, os putos. S\u00e3o como \u00edndios, capit\u00e3es da malta, os putos, os putos. Mas quando a tarde cai, vai-se a revolta. Sentam-se ao colo do pai, \u00e9 a ternura que volta; e ouvem-no a falar do homem novo. S\u00e3o os putos deste povo a aprenderem a ser homens\u201d (Jos\u00e9 Carlos Ary dos Santos).<\/p>\n<p>Depois da P\u00e1scoa sem Cristo, sem identidade, uma liberdade envergonhada! Usando as palavras do mais alto Dignit\u00e1rio da Na\u00e7\u00e3o, a prop\u00f3sito do 25 de Abril, \u201cPortugal encontra-se hoje dominado pelas not\u00edcias de encerramento de f\u00e1bricas e de empresas. Centenas de trabalhadores s\u00e3o lan\u00e7ados no desemprego, pessoas que at\u00e9 h\u00e1 pouco tempo viviam com algum desafogo pertencem agora ao grupo dos novos pobres, h\u00e1 fam\u00edlias que n\u00e3o conseguem suportar os encargos com as presta\u00e7\u00f5es das suas casas ou a educa\u00e7\u00e3o dos seus filhos\u201d.<\/p>\n<p>\u2026Mas somos livres?!<\/p>\n<p>Desportivamente\u2026 <\/p>\n<p>&#8230; pelo desporto!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 trinta e cinco anos cantava-se\u2026 somos livres, livres como uma gaivota que voava, voava! Recordando (Ermelinda Duarte): \u201cUma gaivota voava, voava, asas de vento, cora\u00e7\u00e3o de mar. 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