{"id":15176,"date":"2009-05-13T11:18:00","date_gmt":"2009-05-13T11:18:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=15176"},"modified":"2009-05-13T11:18:00","modified_gmt":"2009-05-13T11:18:00","slug":"amor-deus-em-nos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/amor-deus-em-nos\/","title":{"rendered":"Amor: Deus em n\u00f3s"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra <!--more--> Domingo VI da P\u00e1scoa \t<\/p>\n<p>Leituras: Actos 10, 25-26.34-35.44-48; Sl 97 (98); 1 Jo 4,7-10; Jo 15,9-17<\/p>\n<p>A Palavra de Deus que nos \u00e9 anunciada neste Domingo diz-nos que na base do ser crist\u00e3o est\u00e1 o Amor. O amor que Deus tem por n\u00f3s e que manifestou ao enviar Jesus ao mundo, o amor que suscita em n\u00f3s como resposta, o amor que \u00e9 Deus mesmo, como nos diz S. Jo\u00e3o na segunda leitura. <\/p>\n<p>Talvez j\u00e1 tenhamos escutado muitas vezes que Deus \u00e9 amor e pode ser que esta express\u00e3o se tenha tornado numa \u201cfrase feita\u201d, algo que n\u00e3o tem grande significado para n\u00f3s. No entanto, a experi\u00eancia de sermos amados por algu\u00e9m, e de amar algu\u00e9m, aproxima-nos da verdade de quem \u00e9 Deus, e faz-nos perceber quanto o amor \u00e9 essencial na nossa vida. O amor d\u00e1 cor, d\u00e1 sentido ao que vivemos, faz-nos arriscar e sentir vivos, \u00e9 capaz de tirar de n\u00f3s o melhor, e, por amor, somos capazes de sofrer e dar o que nunca t\u00ednhamos pensado. Por mais bela que seja essa experi\u00eancia, tamb\u00e9m sentimos os seus limites, a sua fugacidade, muitas vezes, e tamb\u00e9m a sede de alcan\u00e7ar sempre mais. \u00c9 a\u00ed que aparece no horizonte o amor de Deus e o Deus que \u00e9 amor. Ele oferece-nos, e oferece-se, como o \u00fanico amor capaz de preencher e dar sentido pleno \u00e0 nossa vida. \u201cNisto consiste o amor: n\u00e3o fomos n\u00f3s que amamos a Deus, mas foi Ele que nos amou e enviou o seu Filho\u2026\u201d (1 Jo 4,10). Em Jesus, Deus manifestou de forma concreta e palp\u00e1vel, e com uma linguagem que n\u00f3s pud\u00e9ssemos entender, esse amor primeiro. Como Ele mesmo disse, \u201cningu\u00e9m tem maior amor do que aquele que d\u00e1 a vida pelos amigos\u201d. Ele chama-nos amigos e d\u00e1 a vida por n\u00f3s. \u00c9 o que celebramos e o que Ele actualiza em cada Eucaristia. <\/p>\n<p>Quando mergulhamos nesta realidade de que somos amados e de um Deus que \u00e9 amor, \u00e9 natural que nas\u00e7a dentro de n\u00f3s o desejo de amar como Ele nos ama. Amar torna-se um mandamento, como Jesus o deu aos seus disc\u00edpulos quando se despedia deles na \u00faltima ceia. \u201c\u00c9 este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei\u201d (Jo 15, 12). Estas palavras n\u00e3o s\u00e3o novidade, no sentindo em que j\u00e1 o Antigo Testamento falava de amar o pr\u00f3ximo, mas a novidade vem do facto que Jesus as vive e as faz realidade. Elas s\u00e3o realidade na vida de Jesus, mas tamb\u00e9m podem ser na nossa vida, se permanecemos no Seu amor. \u00c9 poss\u00edvel n\u00e3o s\u00f3 sentir amor como atrac\u00e7\u00e3o por algu\u00e9m, mas tamb\u00e9m chegar a dar-se por inteiro a essa pessoa, esquecendo-se de si e pondo-a em primeiro lugar. \u00c9 poss\u00edvel amar n\u00e3o s\u00f3 a quem me corresponde e me gratifica, mas tamb\u00e9m a quem n\u00e3o me d\u00e1 nada em troca ou at\u00e9 me rejeita. \u00c9 este o desafio que Jesus nos lan\u00e7a esta semana: amar, mas n\u00e3o por n\u00f3s mesmos; amar porque Ele nos amou. <\/p>\n<p>Assim a nossa vida unifica-se. O amor com que amamos e com que somos amados \u00e9 um s\u00f3. \u00c9 o Amor. \u00c9 Deus em n\u00f3s. <\/p>\n<p>Filipa Amaro, FMVD<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-15176","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espiritualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15176","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15176"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15176\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15176"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15176"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15176"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}