{"id":15177,"date":"2009-05-13T11:20:00","date_gmt":"2009-05-13T11:20:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=15177"},"modified":"2009-05-13T11:20:00","modified_gmt":"2009-05-13T11:20:00","slug":"a-via-radical-de-peter-maurin","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-via-radical-de-peter-maurin\/","title":{"rendered":"A via radical de Peter Maurin"},"content":{"rendered":"<p>Vidas que marcam <!--more--> Peter Maurin foi co-fundador, com Dorothy Day, do Movimento do Trabalhador Cat\u00f3lico (Catholic Worker movement), no \u00e2mago do liberalismo econ\u00f3mico que os EUA habitualmente protagonizam.<\/p>\n<p>Nascido no sul de Fran\u00e7a, no dia 9 de Maio de 1877, Aristode Pierre Maurin entrou aos 16 anos para os \u201cIrm\u00e3os Crist\u00e3os\u201d, uma organiza\u00e7\u00e3o que ensinava a vida simples e o servi\u00e7o aos pobres. Quando chegou \u00e0 idade do servi\u00e7o militar, emigrou para o Canad\u00e1 para evitar pegar em armas. Mais tarde entrou nos EUA, onde, em 1933, em plena Grande Depress\u00e3o, fundou com a jornalista Dorothy Day (1897-1980), convertida ao catolicismo (considerada a leiga mais influente nos EUA \u2013 o seu processo de beatifica\u00e7\u00e3o iniciou-se na arquidiocese de Nova Iorque em 1983), o Movimento do Trabalhador Cat\u00f3lico.<\/p>\n<p>Este movimento n\u00e3o \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o semelhante a um sindicato, mas antes constitu\u00edda por comunidades de vida laical, talvez mesmo comunas, geralmente ligadas ao cultivo da terra (\u201cNo cultivo da terra nunca h\u00e1 falta de trabalho\u201d, dizia o fundador). A principal caracter\u00edstica \u00e9 terem sempre as portas abertas para quem chega, incluindo mesa gratuita, desde que aceitem os princ\u00edpios da paz, da ac\u00e7\u00e3o n\u00e3o-violenta, da justi\u00e7a social. Actualmente, existem cerca de 150 \u201ccasas de hospitalidade\u201d do Movimento do Trabalhador Cat\u00f3lico, principalmente nos EUA, mas tamb\u00e9m no Canad\u00e1, Austr\u00e1lia, M\u00e9xico e Nova Zel\u00e2ndia.<\/p>\n<p>Peter Maurin era leigo, nunca casou, e quis que o seu movimento fosse descentralizado e independente de organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e mesmo da Igreja. Alguns v\u00eaem nisso uma esp\u00e9cie de anarquismo crist\u00e3o. Outros, como ele pr\u00f3prio, dizem que se inspira em Francisco de Assis. Hoje, para criar uma comunidade tipo \u201cTrabalhador Cat\u00f3lico\u201d n\u00e3o \u00e9 preciso autoriza\u00e7\u00e3o de ningu\u00e9m. Bastar\u00e1 assumir as instru\u00e7\u00f5es simples de www.catholicworker.com&#8230;<\/p>\n<p>Para a difus\u00e3o das suas ideias, Peter Maurin usava a prega\u00e7\u00e3o simples na rua (\u201ca forma de alcan\u00e7ar o homem da rua \u00e9 encontrar o homem na rua\u201d) e o jornal \u201cCatholic  Worker\u201d, que continua a ser publicado. A publica\u00e7\u00e3o esteve para chamar-se \u201cThe Catholic Radical \u201d (\u201cO Cat\u00f3lico Radical\u201d), no sentido de regresso \u00e0s ra\u00edzes, mas Dorothy Day achava que devia ter o nome dos destinat\u00e1rios e n\u00e3o da finalidade. Ficou \u201cCatholic  Worker\u201d. \u201cO homem prop\u00f5e, a mulher disp\u00f5e\u201d, observou Maurin.<\/p>\n<p>Pierre Maurin morreu no dia 15 de Maio de 1949. Deixou o seu pensamento nos \u201cEasy Essays\u201d, pequenas composi\u00e7\u00f5es simples e directas. Traduz-se nesta p\u00e1gina um desses \u201censaios f\u00e1ceis\u201d.                               <\/p>\n<p>J.P.F.<\/p>\n<p>No que acredita o Trabalhador Cat\u00f3lico<\/p>\n<p>O Trabalhador Cat\u00f3lico acredita<\/p>\n<p>no personalismo d\u00f3cil<\/p>\n<p>do catolicismo tradicional.<\/p>\n<p>O Trabalhador Cat\u00f3lico acredita<\/p>\n<p>na obriga\u00e7\u00e3o pessoal<\/p>\n<p>de atender <\/p>\n<p>\u00e0s necessidades do seu irm\u00e3o.<\/p>\n<p>O Trabalhador Cat\u00f3lico acredita<\/p>\n<p>na pr\u00e1tica di\u00e1ria<\/p>\n<p>das Obras de Miseric\u00f3rdia<\/p>\n<p>O Trabalhador Cat\u00f3lico acredita<\/p>\n<p>nas Casas de Hospitalidade<\/p>\n<p>para o imediato al\u00edvio<\/p>\n<p>dos que passam priva\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O Trabalhador Cat\u00f3lico acredita<\/p>\n<p>nas Quintas Comunais,<\/p>\n<p>onde cada um trabalha<\/p>\n<p>segundo a sua capacidade<\/p>\n<p>e obt\u00e9m segundo a sua necessidade.<\/p>\n<p>O Trabalhador Cat\u00f3lico acredita<\/p>\n<p>na cria\u00e7\u00e3o de uma nova sociedade<\/p>\n<p>no seio da antiga<\/p>\n<p>com a filosofia da nova<\/p>\n<p>que n\u00e3o \u00e9 uma nova filosofia<\/p>\n<p>mas uma filosofia muito antiga<\/p>\n<p>uma filosofia t\u00e3o antiga <\/p>\n<p>que parece nova.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vidas que marcam<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-15177","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espiritualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15177","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15177"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15177\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15177"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15177"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15177"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}