{"id":15189,"date":"2009-05-13T11:32:00","date_gmt":"2009-05-13T11:32:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=15189"},"modified":"2009-05-13T11:32:00","modified_gmt":"2009-05-13T11:32:00","slug":"monumento-da-paz-abraca-nos-ha-50-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/monumento-da-paz-abraca-nos-ha-50-anos\/","title":{"rendered":"Monumento da Paz abra\u00e7a-nos h\u00e1 50 anos"},"content":{"rendered":"<p>Cristo Rei <!--more--> O Cristo Rei n\u00e3o d\u00e1 as boas-vindas a quem atravessa a Ponte 25 de Abril para a margem sul do Tejo. Quando foi inaugurado, ainda faltavam tr\u00eas anos para come\u00e7ar a ser constru\u00edda e sete para ser inaugurada a ponte p\u00eansil. O Cristo Rei d\u00e1, sim, um abra\u00e7o sereno \u00e0 capital de Portugal e, por extens\u00e3o, a todo o pa\u00eds e a todos os portugueses. <\/p>\n<p>\u00c9 assim h\u00e1 50 anos. Completam-se no pr\u00f3ximo Domingo.<\/p>\n<p>O monumento foi inaugurado no dia 17 de Maio de 1959 numa cerim\u00f3nia com os bispos portugueses, os cardeais do Rio de Janeiro e de Louren\u00e7o Marques (Maputo, Mo\u00e7ambique), autoridades e 300 mil portugueses. O Papa Jo\u00e3o XXIII fez-se representar por uma mensagem via r\u00e1dio. O cardeal Cerejeira afirmou na altura as palavras que estiveram na origem do monumento e que lhe d\u00e3o sentido: \u201cEste ser\u00e1 sempre um sinal de gratid\u00e3o nacional pelo dom da paz\u201d. Paz em Portugal quando a Espanha est\u00e1 em guerra civil e quando o mundo vive a mais mort\u00edfera guerra de sempre (II Guerra Mundial, 1939-45). \u201cPerante a cruenta guerra civil na vizinha Espanha e o crescimento do desprezo por Deus, o monumento era acto de desagravo, mas sobretudo expressava gratid\u00e3o a Cristo por Portugal gozar de paz e incentivava a exig\u00eancia de um ressurgimento nacional inspirado, na linha da tradi\u00e7\u00e3o, em Jesus Cristo, \u00fanico Senhor\u201d, escreve a Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa na \u201cNota Pastoral por ocasi\u00e3o dos 50 anos do Monumento a Cristo Rei\u201d, de 16 de Janeiro de 2009.<\/p>\n<p>Segundo o s\u00edtio oficial (www.cristorei.pt), a ideia inicial do monumento foi da responsabilidade do cardeal-patriarca D. Manuel Cerejeira, ao ver a imagem de Cristo Redentor do Corcovado do Rio de Janeiro, em 1934. Mas s\u00f3 ganha for\u00e7a com o eclodir da II Guerra Mundial. <\/p>\n<p>\u201cEm 20 de Abril de 1940, em F\u00e1tima, os Bispos fazem um voto: Se Portugal fosse poupado da Guerra, erguer-se-ia sobre Lisboa um Monumento ao Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus, sinal vis\u00edvel de como Deus, atrav\u00e9s do Amor, deseja conquistar para Si toda a humanidade\u201d, refere o S\u00edtio oficial. Ap\u00f3s o fim da guerra, os Bispos anunciaram na Pastoral colectiva de 18 de Janeiro de 1946 a decis\u00e3o de cumprir o voto. A primeira pedra foi lan\u00e7ada no dia 18 de Dezembro de 1949. As obras demoraram 10 anos, sendo de destacar dois movimentos na dinamiza\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito da obra e na angaria\u00e7\u00e3o de fundos: a Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica e o Apostolado de Ora\u00e7\u00e3o. \u201cSem a Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica, com a sua m\u00edstica do reinado social de Cristo, e o Apostolado de Ora\u00e7\u00e3o, promotor da devo\u00e7\u00e3o ao Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus, a ideia da erec\u00e7\u00e3o do Monumento n\u00e3o avan\u00e7aria\u201d, escrevem os Bispos na referida nota de 16 de Janeiro.<\/p>\n<p>Que sentido tem<\/p>\n<p>o monumento hoje?<\/p>\n<p>Do alto dos 82 metros do pedestal sobre o qual assenta a est\u00e1tua (por sua vez, a base do p\u00f3rtico est\u00e1 a 113 metros de altura sobre o Tejo), obt\u00e9m-se a melhor vista sobre Lisboa: a Ponte, Alc\u00e2ntara, Monsanto, Bel\u00e9m, Amoreiras\u2026 Mas n\u00e3o \u00e9 essa a principal utilidade do monumento. Os Bispos portugueses recordam que a ideia do monumento surgiu durante o pontificado de Pio XI (1922-1939), que tinha assumido como m\u00e1xima \u201cPax Christi in Regno Christi\u201d (A Paz de Cristo no Reino de Cristo). \u201cA mentalidade da \u00e9poca era particularmente sens\u00edvel a uma verdade universal: se a sociedade obedecesse \u00e0 lei de Cristo, em vez de esquecer Deus, haveria uma ordem social que respeitaria a liberdade, a ac\u00e7\u00e3o e a organiza\u00e7\u00e3o da Igreja; dar-se-ia primado ao espiritual, o que conduziria a um humanismo integral\u201d, escrevem. Hoje, sublinhar que Cristo \u00e9 Rei, na linha do Vaticano II, \u00e9 revalorizar a \u201cdimens\u00e3o mission\u00e1ria e o papel militante dos leigos na constru\u00e7\u00e3o do mundo, na fidelidade \u00e0 novidade inaugurada em Cristo\u201d.<\/p>\n<p>Os Bispos Portugueses real\u00e7am igualmente o convite de Jo\u00e3o Paulo II para o novo mil\u00e9nio: \u201cFixar o olhar intensamente em Cristo, sem distrac\u00e7\u00f5es\u201d. E acrescentam: \u201c\u00c9, realmente, fundamento da ac\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria reviver, como fonte da verdadeira alegria do cora\u00e7\u00e3o, pela contempla\u00e7\u00e3o, a experi\u00eancia do rosto integral de Cristo. H\u00e1 um Senhor da Hist\u00f3ria. Mesmo nos momentos mais dif\u00edceis da humanidade somos guiados por Ele, como manifestaram os bispos portugueses h\u00e1 cinquenta anos. O Cora\u00e7\u00e3o trespassado de Cristo abre-se a interceder por n\u00f3s (cf. Heb 7,25). Convida: \u00abVinde a mim, v\u00f3s todos que andais cansados e oprimidos\u00bb sob o fardo da vida (Mt 11,28). Uma espiritualidade centrada em Cristo conduz a dar a vida pelo Reino, de modo mais frutuoso. O ardor apost\u00f3lico vem do encontro pessoal com Cristo, da necessidade de comunicar ou narrar a outros a experi\u00eancia vivida. A santidade, o modo \u00fanico como cada um responde \u00e0 nova vida em Cristo, \u00e9 a chave do ardor renovado da nova evangeliza\u00e7\u00e3o. S\u00f3 assim se suscitar\u00e1 a ades\u00e3o pessoal a Jesus Cristo e \u00e0 Igreja de tantos homens e mulheres baptizados que vivem sem energia o cristianismo\u201d.                       <\/p>\n<p>Jorge Pires Ferreira<\/p>\n<p>Caracter\u00edsticas do monumento<\/p>\n<p>* Autores do projecto: Arq. Ant\u00f3nio Lino e o Eng. Francisco de Mello e Castro<\/p>\n<p>* Autor da imagem: Francisco Franco<\/p>\n<p>* Erguido num monte 113 metros acima do n\u00edvel do Tejo <\/p>\n<p>* Altura total: 110 m; pedestal: 82 m; imagem: 28 m.<\/p>\n<p>* Peso total da constru\u00e7\u00e3o: 40 mil toneladas<\/p>\n<p>* Dist\u00e2ncia de dedo a dedo: 28 m; tamanho da cabe\u00e7a: 4 m; tamanho do cora\u00e7\u00e3o: 1,89m<\/p>\n<p>* Sob a tutela da diocese de Set\u00fabal desde 1999 (antes, pertencia ao Patriarcado de Lisboa).<\/p>\n<p>* Neste espa\u00e7o foi implantada em Maio de 2007 a antiga Cruz Alta do Santu\u00e1rio de F\u00e1tima. <\/p>\n<p>Reiventar a solidariedade<\/p>\n<p>No \u00e2mbito das comemora\u00e7\u00f5es dos 50 anos do monumento, que tem como momento principal a celebra\u00e7\u00e3o presidida pelo Cardeal D. Jos\u00e9 Saraiva Martins, enviado de Bento XVI (\u00e0s 16h, no Santu\u00e1rio de Almada), a Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa decidiu promover um Simp\u00f3sio de interpela\u00e7\u00e3o da sociedade, convocando todos os cidad\u00e3os para uma reflex\u00e3o alargada e profunda sobre o futuro da solidariedade e o modelo de desenvolvimento da sociedade.<\/p>\n<p>O desafio que a Igreja lan\u00e7a a todos os cidad\u00e3os \u00e9 o de se encontrarem novos modos e express\u00f5es para a solidariedade: \u201creinventar a solidariedade\u201d. Pretende-se n\u00e3o s\u00f3 inspirar e mobilizar para a ac\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m reconhecer as centenas de gestos e iniciativas que, quotidianamente, s\u00e3o express\u00e3o de solidariedade, dentro e fora da Igreja. <\/p>\n<p>O Simp\u00f3sio ter\u00e1 lugar no dia 15 de Maio, no Centro de Congressos de Lisboa da AIP (antiga FIL), devendo a inscri\u00e7\u00e3o ser feita on-line (www.reinventarasolidariedade.org) ou via tel.\/fax (21 885 54 98).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cristo Rei<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[61],"tags":[],"class_list":["post-15189","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-actualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15189","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15189"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15189\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15189"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15189"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15189"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}