{"id":15219,"date":"2009-05-21T11:35:00","date_gmt":"2009-05-21T11:35:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=15219"},"modified":"2009-05-21T11:35:00","modified_gmt":"2009-05-21T11:35:00","slug":"viagem-a-terra-santa-apontou-caminhos-de-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/viagem-a-terra-santa-apontou-caminhos-de-paz\/","title":{"rendered":"Viagem \u00e0 Terra Santa apontou caminhos de paz"},"content":{"rendered":"<p>Oito dias na Jord\u00e2nia, Israel e territ\u00f3rios palestinianos deixaram perspectivas de paz para o futuro no M\u00e9dio Oriente<\/p>\n<p>De 8 a 15 de Maio, Bento XVI esteve na Terra Santa, numa visita considerada a mais sens\u00edvel de todo o pontificado, mas que correu sem incidentes, abrindo perspectivas de paz numa terra marcada pela dor, guerra e divis\u00e3o.<\/p>\n<p>O Papa chamou as aten\u00e7\u00f5es do mundo para a situa\u00e7\u00e3o dos crist\u00e3os na regi\u00e3o e destacou-se pelas suas tomadas de posi\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao conflito israelo-palestiniano, defendendo de forma inequ\u00edvoca a cria\u00e7\u00e3o de um Estado independente na Palestina e a necessidade de um reconhecimento universal do Estado de Israel, condenando todas as manifesta\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia, fanatismo ou anti-semitismo.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0s rela\u00e7\u00f5es entre os fi\u00e9is das grandes religi\u00f5es que reconhecem esta terra como santa, o discurso papal procurou sempre partir da relev\u00e2ncia da religi\u00e3o na sociedade do s\u00e9culo XXI para depois apelar ao di\u00e1logo e \u00e0 conviv\u00eancia pac\u00edfica entre judeus, crist\u00e3os e mu\u00e7ulmanos.<\/p>\n<p>Sob a sombra da viagem de Jo\u00e3o Paulo II em 2000, o actual Papa soube deixar para a hist\u00f3ria v\u00e1rios gestos, palavras e imagens, desta vez n\u00e3o tanto junto do Muro das Lamenta\u00e7\u00f5es, mas no muro da Cisjord\u00e2nia, que dominou a visita de Bento XVI a Bel\u00e9m &#8211; s\u00edmbolo, como o pr\u00f3prio reconheceu, do impasse das negocia\u00e7\u00f5es entre israelitas e palestinianos, perante a impot\u00eancia da comunidade internacional.<\/p>\n<p>Outros momentos marcantes foram a evoca\u00e7\u00e3o das grandes religi\u00f5es monote\u00edstas no Monte Nebo (Jord\u00e2nia) ou na Mesquita de Am\u00e3, o encontro no Yad Vashem, com uma clara condena\u00e7\u00e3o do Holocausto e de quantos o negam, e a viagem entre a Mesquita da C\u00fapula da Rocha o Muro das Lamenta\u00e7\u00f5es, em Jerusal\u00e9m.<\/p>\n<p>A pequena comunidade crist\u00e3 n\u00e3o faltou \u00e0 chamada, abrilhantando uma visita que sofreu com a indiferen\u00e7a de Am\u00e3 e a obsess\u00e3o securit\u00e1ria em Israel. Em Nazar\u00e9, um convite que \u00e9 mais um desafio: \u201cTende a coragem de ser fi\u00e9is a Cristo e permanecer na terra que Ele santificou com a sua pr\u00f3pria presen\u00e7a\u201d. A visita do Papa foi um claro est\u00edmulo para a comunidade crist\u00e3 \u2013 cujo estatuto social, pol\u00edtico e econ\u00f3mico tem sido cada vez mais afectado \u2013, que ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas tem emigrado em massa da Terra Santa, colocando mesmo em risco a preserva\u00e7\u00e3o dos Lugares Santos para as v\u00e1rias Igrejas.<\/p>\n<p>Na cerim\u00f3nia de despedida, em Telavive, Bento XVI foi acompanhado por Shimon Peres e Benjamin Netanyahu, presidente e primeiro-ministro de Israel. O Papa passou em revista os v\u00e1rios momentos da sua estadia no pa\u00eds, reafirmando em particular a sua condena\u00e7\u00e3o do \u201cterr\u00edvel epis\u00f3dio\u201d da Shoah.<\/p>\n<p>Falando a israelitas e palestinos, Bento XVI disse ter vindo como seu \u201camigo\u201d e deixou uma mensagem final: \u201cNunca mais o derramamento do sangue, confrontos, terrorismo, guerra. Rompamos o c\u00edrculo vicioso da viol\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>\u201cSeja universalmente reconhecido que o Estado de Israel tem o direito a existir, gozando paz e seguran\u00e7a dentro de fronteiras internacionalmente reconhecidas. Seja igualmente reconhecido que o povo palestino tem o direito a uma p\u00e1tria independente, soberana, a viver com dignidade e deslocar-se livremente\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Bento XVI falou da \u201cvis\u00e3o triste\u201d do muro na Cisjord\u00e2nia e revelou ter rezado por \u201cum futuro de paz\u201d, antes do \u201cshalom\u201d final.<\/p>\n<p>No Domingo passado, j\u00e1 em Roma, Bento XVI disse que \u201ca Terra Santa, s\u00edmbolo do amor de Deus pelo seu povo e a humanidade inteira, \u00e9 tamb\u00e9m s\u00edmbolo da liberdade e da paz que Deus quer para todos os seus filhos. Por\u00e9m, de facto, a hist\u00f3ria de ontem e de hoje mostra que precisamente aquela Terra tornou-se tamb\u00e9m s\u00edmbolo do contr\u00e1rio, isto \u00e9, de divis\u00f5es de conflitos intermin\u00e1veis entre irm\u00e3os (\u2026). Pela sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria, pode ser considerada um microcosmos que resume em si um fatigante caminho da humanidade\u201d. Para hoje, 20 de Maio, o Papa prometeu um balan\u00e7o pessoal da viagem na audi\u00eancia geral das quartas-feiras.<\/p>\n<p>CV\/Ecclesia<\/p>\n<p>Reac\u00e7\u00f5es \u00e0 viagem do Papa<\/p>\n<p>\u201cFoi uma viagem hist\u00f3rica\u201d. \u201cEst\u00e1vamos preocupados no in\u00edcio da visita [por ser uma viagem sens\u00edvel]\u201d. O encontro com um soldado israelita foi \u201cpreocupante\u201d, mas \u201cno momento em que o Papa foi a Bel\u00e9m, n\u00f3s esquecemos tudo, e ele foi muito bem recebido, como a pessoa mais santa a deslocar-se a Bel\u00e9m\u201d, diz Randa Nabulsi, delegada geral da Palestina em Portugal.<\/p>\n<p>A viagem \u201ccorrespondeu \u00e0 expectativa\u201d, mas \u201cn\u00e3o foi hist\u00f3rica\u201d. Bento XVI \u00e9 \u201cmenos afectivo e mais intelectual e te\u00f3rico\u201d do que Jo\u00e3o Paulo II, que em 2000 empreendeu com uma viagem \u201chist\u00f3rica\u201d \u00e0 Terra Santa. Bento XVI mostrou \u201cter a palavra certa, mas n\u00e3o a palavra que toca\u201d. Como Papa alem\u00e3o, na visita ao memorial Yad Vashem, que recorda as v\u00edtimas judaicas da II Guerra Mundial, \u201ctinha uma responsabilidade especial\u201d. Talvez por isso, \u201cas pessoas esperavam mais\u201d, afirma Esther Mucznik, investigadora de assuntos judaicos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Oito dias na Jord\u00e2nia, Israel e territ\u00f3rios palestinianos deixaram perspectivas de paz para o futuro no M\u00e9dio Oriente De 8 a 15 de Maio, Bento XVI esteve na Terra Santa, numa visita considerada a mais sens\u00edvel de todo o pontificado, mas que correu sem incidentes, abrindo perspectivas de paz numa terra marcada pela dor, guerra [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[55],"tags":[],"class_list":["post-15219","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-igreja-no-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15219","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15219"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15219\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15219"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15219"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15219"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}