{"id":15225,"date":"2009-05-21T11:40:00","date_gmt":"2009-05-21T11:40:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=15225"},"modified":"2009-05-21T11:40:00","modified_gmt":"2009-05-21T11:40:00","slug":"doutrina-social-denuncia-e-anuncio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/doutrina-social-denuncia-e-anuncio\/","title":{"rendered":"Doutrina social: den\u00fancia e an\u00fancio"},"content":{"rendered":"<p>Enc\u00edclicas Sociais: Sollicitudo Rei Socialis (2) <!--more--> H\u00e1 duas semanas, referiu-se neste espa\u00e7o que a no\u00e7\u00e3o de solidariedade, n\u00e3o como vaga compaix\u00e3o, mas como determina\u00e7\u00e3o firme de se empenhar no bem comum, \u00e9 a pedra angular da Sollicitudo Rei Socialis (SRS), que Jo\u00e3o Paulo II publicou em 1987. Hoje, apontam-se outros cinco aspectos fundamentais desta enc\u00edclica.<\/p>\n<p>* Esperan\u00e7as distantes. A SRS constata que as esperan\u00e7as de desenvolvimento que havia na d\u00e9cada de 1960 \u201cparecem hoje [1987] muito longe da sua realiza\u00e7\u00e3o\u201d. O \u201coptimismo difuso quanto \u00e0 possibilidade de colmatar, sem esfor\u00e7os excessivos, o atraso econ\u00f3mico dos povos menos favorecidos\u201d n\u00e3o se concretizou. Pelo contr\u00e1rio, o fosso entre pa\u00edses pobres e ricos agravou-se.<\/p>\n<p>* H\u00e1, no entanto, novas tend\u00eancias positivas, como a consci\u00eancia da interdepend\u00eancia radical \u2013 e, por isso, \u201cda necessidade de uma solidariedade que a assuma e traduza no plano moral\u201d \u2013, a preocupa\u00e7\u00e3o pela paz, a preocupa\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica e \u201ccerta auto-sufici\u00eancia alimentar\u201d.<\/p>\n<p>* Novo conceito de desenvolvimento. Paulo VI j\u00e1 havia dito que o desenvolvimento deve ser integral, \u201cpara todas as pessoas\u201d e \u201cpara a pessoa toda\u201d. Jo\u00e3o Paulo II insiste na recusa da redu\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o ao aspecto econ\u00f3mico. O \u201csuperdesenvolvimento que consiste na excessiva disponibilidade de todo o g\u00e9neros de bens materiais\u201d \u00e9 consumismo ou \u201cciviliza\u00e7\u00e3o do consumo\u201d. O genu\u00edno desenvolvimento tem de estar orientado por um \u201cpar\u00e2metro interior\u201d que \u00e9 a natureza corporal e espiritual espec\u00edfica do ser humano (SRS 29); consiste em melhorar a sorte da pessoa toda e de todas as pessoas \u00e0 luz da f\u00e9 em Cristo (30), promovendo os Direitos humanos (33) e respeitando todos os seres criados (34).<\/p>\n<p>* Estruturas de pecado. O conceito surge no n.\u00ba 36. Trata-se de uma categoria para aplicar \u00e0 situa\u00e7\u00e3o do mundo contempor\u00e2neo. Jo\u00e3o Paulo II refere-se a estruturas sociais, institui\u00e7\u00f5es, sistemas ou \u201co conjunto de factores negativos, que agem em sentido contr\u00e1rio a uma verdadeira consci\u00eancia do bem comum universal\u201d. Nesta no\u00e7\u00e3o cabem os sistemas opostos em que o mundo ainda se dividia (Ocidente e Bloco de Leste), o sistema econ\u00f3mico gerador de desigualdade, os regimes pol\u00edticos n\u00e3o democr\u00e1ticos\u2026 O Papa insiste que as estruturas de pecado e os pecados sociais radicam no pecado pessoal. Na actividade econ\u00f3mica tem de haver ju\u00edzos \u00e9tico-morais. Sistemas aparentemente impessoais n\u00e3o podem isentar-se de uma avalia\u00e7\u00e3o \u00e9tica e mesmo de uma avalia\u00e7\u00e3o em perspectiva religiosa \u2013 o que ser\u00e1 um exerc\u00edcio especialmente delicado para os pol\u00edticos cat\u00f3licos.<\/p>\n<p>* Perfil da DSI. A doutrina social da Igreja n\u00e3o tem solu\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas para dar ao desenvolvimento; n\u00e3o tem prefer\u00eancias por sistemas ou programas econ\u00f3micos e pol\u00edticos, desde que a dignidade humana seja devidamente respeitada. Como \u00e9 \u201cperita em humanidade\u201d e cumprindo a sua miss\u00e3o de evangelizar, a Igreja quer contribuir para a \u201csolu\u00e7\u00e3o do urgente problema do desenvolvimento quando proclama a verdade acerca de Cristo, de si mesma e do ser humano\u201d.<\/p>\n<p>A doutrina social \u00e9 um instrumento de den\u00fancia e de an\u00fancio. Este \u00e9 mais importante do que aquela, porque \u201clhe d\u00e1 a verdadeira solidez e a forma da motiva\u00e7\u00e3o mais alta\u201d. A doutrina social assume-se como dimens\u00e3o prof\u00e9tica da Igreja (41)<\/p>\n<p>J.P.F.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enc\u00edclicas Sociais: Sollicitudo Rei Socialis (2)<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-15225","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15225","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15225"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15225\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15225"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15225"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15225"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}