{"id":15229,"date":"2009-05-21T11:47:00","date_gmt":"2009-05-21T11:47:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=15229"},"modified":"2009-05-21T11:47:00","modified_gmt":"2009-05-21T11:47:00","slug":"vivia-da-esperanca-e-difundia-a-entre-os-que-encontrava","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/vivia-da-esperanca-e-difundia-a-entre-os-que-encontrava\/","title":{"rendered":"Vivia da esperan\u00e7a e difundia-a entre os que encontrava"},"content":{"rendered":"<p>Vidas que marcam <!--more--> Francisco Xavier Nguyen Van Thuan foi bispo de Nhatrang, de 1967 a 1975, e arcebispo-coadjutor de Saig\u00e3o a partir de 1975. Nesse mesmo ano, no dia 15 de Agosto, foi preso e detido, pelos comunistas, sucessivamente, nas pris\u00f5es de Saig\u00e3o, Nhatrang, Saig\u00e3o, Haipong, Vi\u00f1h Ph\u00fa e Han\u00f3i. Foi libertado a 21 de Novembro de 1988. Nomeado vice-presidente e mais tarde presidente do Conselho Pontif\u00edcio Justi\u00e7a e Paz, morreria em Roma, no dia 16 de Setembro de 2002, com 74 anos. O seu processo de beatifica\u00e7\u00e3o est\u00e1 em curso.<\/p>\n<p>\u00c9 um m\u00e1rtir dos tempos modernos, embora o seu sangue n\u00e3o tenha sido derramado fisicamente. Os tempos de pris\u00e3o e as palavras que de l\u00e1 conseguiu fazer sair s\u00e3o exemplo arrastador das viv\u00eancias mais profundas da f\u00e9 crist\u00e3.<\/p>\n<p>Bento XVI disse dele que \u201cera um homem de esperan\u00e7a, vivia de esperan\u00e7a e a difundia entre todos os que encontrava. Gra\u00e7as a esta energia espiritual resistiu a todas as dificuldades f\u00edsicas e morais. A esperan\u00e7a sustentou-o como bispo isolado durante treze anos da sua comunidade diocesana; a esperan\u00e7a ajudou-o a perceber o absurdo dos eventos que lhe sucederam &#8211; nunca foi julgado durante sua longa deten\u00e7\u00e3o &#8211; um des\u00edgnio providencial de Deus\u201d.<\/p>\n<p>Francisco Van Thuan relata as suas viv\u00eancias da pris\u00e3o num livrinho que acaba de ser publicado em portugu\u00eas: \u201cCinco p\u00e3es e dois peixes\u201d (Ed. Paulinas) \u2013 um extraordin\u00e1rio testemunho de f\u00e9, dirigido aos jovens, mas de leitura sem d\u00favida proveitosa para qualquer pessoa, em qualquer idade. O bispo conta como conseguiu comunicar com os seus diocesanos, atrav\u00e9s de 1001 folhas de calend\u00e1rio (lembrado as hist\u00f3rias das 1001 noites), como, sem B\u00edblia, apontou em pequenos bocados de papel as 300 frases do Evangelho de que se lembrava, em suma, como sobreviveu a 13 anos, nove deles em isolamento total. Anos \u201cterrivelmente longos\u201d. Ele pr\u00f3prio lembra que h\u00e1 um ditado vietnamita que diz que um dia na pris\u00e3o \u00e9 como mil Outonos fora.<\/p>\n<p>Os cinco p\u00e3es de que fala no livro s\u00e3o a esperan\u00e7a, a f\u00e9, a ora\u00e7\u00e3o, o p\u00e3o eucar\u00edstico, e o p\u00e3o do amor. Os dois peixes s\u00e3o amor filial a Maria e o seguimento de Jesus. O testemunho do bispo vietnamita inspira-se no relato do cap. 6 do Evangelho de S. Jo\u00e3o, quando um jovem d\u00e1 a Jesus cinco p\u00e3es e dois peixes que servem para alimentar a multid\u00e3o. Francisco Van Thuan \u201coferece tudo o que tem para que, atrav\u00e9s dele, o Senhor possa operar maravilhas\u201d, escreve-se no pref\u00e1cio. Hoje, podemos saborear do mesmo P\u00e3o atrav\u00e9s do testemunho deste \u201chomem da esperan\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>J.P.F.<\/p>\n<p>Cruz peitoral<\/p>\n<p>\u00abNa montanha de Vi\u00f1h Ph\u00fa, num dia de chuva, tive de cortar lenha. Perguntei ao guarda:<\/p>\n<p>&#8211; Posso perdir-lhe um favor?<\/p>\n<p>&#8211; O que \u00e9? Eu ajud\u00e1-lo-ei.<\/p>\n<p>&#8211; Queria cortar um peda\u00e7o de madeira em forma de cruz.<\/p>\n<p>&#8211; Voc\u00ea n\u00e3o sabe que \u00e9 severamente proibido ter qualquer s\u00edmbolo religioso?<\/p>\n<p>&#8211; Eu sei. Mas somos amigos, e prometo escond\u00ea-la.<\/p>\n<p>&#8211; Seria extremamente perigoso para n\u00f3s os dois.<\/p>\n<p>&#8211; Feche os olhos, farei agora e serei muito cauteloso. V\u00e1 andando e deixe-me s\u00f3.<\/p>\n<p>Talhei a cruz e conservei-a escondida num peda\u00e7o de sab\u00e3o at\u00e9 \u00e0 minha liberta\u00e7\u00e3o. Com uma moldura de metal, esse peda\u00e7o de madeira tornou-se a minha cruz peitoral\u00bb.<\/p>\n<p>Francisco Van Thuan <\/p>\n<p>in \u201cCinco p\u00e3es e dois peixes\u201d, <\/p>\n<p>Ed. Paulinas, p\u00e1g. 55-56<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vidas que marcam<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-15229","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espiritualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15229","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15229"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15229\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15229"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15229"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15229"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}