{"id":15246,"date":"2009-05-21T12:10:00","date_gmt":"2009-05-21T12:10:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=15246"},"modified":"2009-05-21T12:10:00","modified_gmt":"2009-05-21T12:10:00","slug":"novas-tecnologias-novas-relacoes-promover-uma-cultura-de-respeito-de-diaologo-de-amizade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/novas-tecnologias-novas-relacoes-promover-uma-cultura-de-respeito-de-diaologo-de-amizade\/","title":{"rendered":"Novas tecnologias, novas rela\u00e7\u00f5es. Promover uma cultura de respeito, de di\u00e1ologo, de amizade"},"content":{"rendered":"<p>Mensagem do Papa Bento XVI para o 43.\u00ba Dia Mundial das Comunica\u00e7\u00f5es Socais, que se celebra no pr\u00f3ximo Domingo<\/p>\n<p>As novas tecnologias digitais est\u00e3o a provocar mudan\u00e7as fundamentais nos modelos de comunica\u00e7\u00e3o e nas rela\u00e7\u00f5es humanas. Estas mudan\u00e7as s\u00e3o particularmente evidentes entre os jovens que cresceram em estreito contacto com estas novas t\u00e9cnicas de comunica\u00e7\u00e3o e, consequentemente, sentem-se \u00e0 vontade num mundo digital que entretanto para n\u00f3s, adultos que tivemos de aprender a compreender e apreciar as oportunidades por ele oferecidas \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o, muitas vezes parece estranho. Por isso, na mensagem deste ano, o meu pensamento dirige-se de modo particular a quem faz parte da chamada gera\u00e7\u00e3o digital: com eles quero partilhar algumas ideias sobre o potencial extraordin\u00e1rio das novas tecnologias, quando usadas para favorecerem a compreens\u00e3o e a solidariedade humana. Estas tecnologias s\u00e3o um verdadeiro dom para a humanidade: por isso devemos fazer com que as vantagens que oferecem sejam postas ao servi\u00e7o de todos os seres humanos e de todas as comunidades, sobretudo de quem est\u00e1 necessitado e \u00e9 vulner\u00e1vel.<\/p>\n<p>A facilidade de acesso a telem\u00f3veis e computadores juntamente com o alcance global e a omnipresen\u00e7a da Internet criou uma multiplicidade de vias atrav\u00e9s das quais \u00e9 poss\u00edvel enviar, instantaneamente, palavras e imagens aos cantos mais distantes e isolados do mundo: trata-se claramente duma possibilidade que era impens\u00e1vel para as gera\u00e7\u00f5es anteriores. De modo especial os jovens deram-se conta do enorme potencial que t\u00eam os novos \u00abmedia\u00bb para favorecer a liga\u00e7\u00e3o, a comunica\u00e7\u00e3o e a compreens\u00e3o entre indiv\u00edduos e comunidade, e usam-nos para comunicar com os seus amigos, encontrar novos, criar comunidades e redes, procurar informa\u00e7\u00f5es e not\u00edcias, partilhar as pr\u00f3prias ideias e opini\u00f5es. Desta nova cultura da comunica\u00e7\u00e3o derivam muitos benef\u00edcios: as fam\u00edlias podem permanecer em contacto apesar de separadas por enormes dist\u00e2ncias, os estudantes e os investigadores t\u00eam um acesso mais f\u00e1cil e imediato aos documentos, \u00e0s fontes e \u00e0s descobertas cient\u00edficas e podem por conseguinte trabalhar em equipa a partir de lugares diversos; al\u00e9m disso a natureza interactiva dos novos \u00abmedia\u00bb facilita formas mais din\u00e2micas de aprendizagem e comunica\u00e7\u00e3o que contribuem para o progresso social.<\/p>\n<p>O desejo de comunica\u00e7\u00e3o vem-nos do Criador<\/p>\n<p>Embora seja motivo de maravilha a velocidade com que as novas tecnologias evolu\u00edram em termos de seguran\u00e7a e efici\u00eancia, n\u00e3o deveria surpreender-nos a sua popularidade entre os utentes porque elas respondem ao desejo fundamental que t\u00eam as pessoas de se relacionar umas com as outras. Este desejo de comunica\u00e7\u00e3o e amizade est\u00e1 radicado na nossa pr\u00f3pria natureza de seres humanos, n\u00e3o se podendo compreender adequadamente s\u00f3 como resposta \u00e0s inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas. \u00c0 luz da mensagem b\u00edblica, aquele deve antes ser lido como reflexo da nossa participa\u00e7\u00e3o no amor comunicativo e unificante de Deus, que quer fazer da humanidade inteira uma \u00fanica fam\u00edlia. Quando sentimos a necessidade de nos aproximar das outras pessoas, quando queremos conhec\u00ea-las melhor e dar-nos a conhecer, estamos a responder \u00e0 voca\u00e7\u00e3o de Deus &#8211; uma voca\u00e7\u00e3o que est\u00e1 gravada na nossa natureza de seres criados \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a de Deus, o Deus da comunica\u00e7\u00e3o e da comunh\u00e3o.<\/p>\n<p>O desejo de interliga\u00e7\u00e3o e o instinto de comunica\u00e7\u00e3o, que se revelam t\u00e3o naturais na cultura contempor\u00e2nea, na verdade s\u00e3o apenas manifesta\u00e7\u00f5es modernas daquela propens\u00e3o fundamental e constante que t\u00eam os seres humanos para se ultrapassarem a si mesmos entrando em rela\u00e7\u00e3o com os outros. Na realidade, quando nos abrimos aos outros, damos satisfa\u00e7\u00e3o \u00e0s nossas car\u00eancias mais profundas e tornamo-nos de forma mais plena humanos. De facto amar \u00e9 aquilo para que fomos projectados pelo Criador. Naturalmente n\u00e3o falo de rela\u00e7\u00f5es passageiras, superficiais; falo do verdadeiro amor, que constitui o centro da doutrina moral de Jesus: \u00abAmar\u00e1s o Senhor, teu Deus, com todo o teu cora\u00e7\u00e3o, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas for\u00e7as\u00bb e \u00abamar\u00e1s o teu pr\u00f3ximo como a ti mesmo\u00bb (cf. Mc 12, 30-31). Reflectindo, \u00e0 luz disto, sobre o significado das novas tecnologias, \u00e9 importante considerar n\u00e3o s\u00f3 a sua indubit\u00e1vel capacidade de favorecer o contacto entre as pessoas, mas tamb\u00e9m a qualidade dos conte\u00fados que aquelas s\u00e3o chamadas a p\u00f4r em circula\u00e7\u00e3o. Desejo encorajar todas as pessoas de boa vontade, activas no mundo emergente da comunica\u00e7\u00e3o digital, a que se empenhem na promo\u00e7\u00e3o de uma cultura do respeito, do di\u00e1logo, da amizade.<\/p>\n<p>Assim, aqueles que operam no sector da produ\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o de conte\u00fados dos novos \u00abmedia\u00bb n\u00e3o podem deixar de sentir-se obrigados ao respeito da dignidade e do valor da pessoa humana. Se as novas tecnologias devem servir o bem dos indiv\u00edduos e da sociedade, ent\u00e3o aqueles que as usam devem evitar a partilha de palavras e imagens degradantes para o ser humano e, consequentemente, excluir aquilo que alimenta o \u00f3dio e a intoler\u00e2ncia, envilece a beleza e a intimidade da sexualidade humana, explora os d\u00e9beis e os inermes.<\/p>\n<p>Ciberespa\u00e7o, lugar de encontro<\/p>\n<p>As novas tecnologias abriram tamb\u00e9m a estrada para o di\u00e1logo entre pessoas de diferentes pa\u00edses, culturas e religi\u00f5es. A nova arena digital, o chamado ciberespa\u00e7o, permite encontrar-se e conhecer os valores e as tradi\u00e7\u00f5es alheias. Contudo, tais encontros, para ser fecundos, requerem formas honestas e correctas de express\u00e3o juntamente com uma escuta atenciosa e respeitadora. O di\u00e1logo deve estar radicado numa busca sincera e rec\u00edproca da verdade, para realizar a promo\u00e7\u00e3o do desenvolvimento na compreens\u00e3o e na toler\u00e2ncia. A vida n\u00e3o \u00e9 uma mera sucess\u00e3o de factos e experi\u00eancias: \u00e9 antes a busca da verdade, do bem e do belo. \u00c9 precisamente com tal finalidade que realizamos as nossas op\u00e7\u00f5es, exercitamos a nossa liberdade e nisso &#8211; isto \u00e9, na verdade, no bem e no belo &#8211; encontramos felicidade e alegria. \u00c9 preciso n\u00e3o se deixar enganar por aqueles que andam simplesmente \u00e0 procura de consumidores num mercado de possibilidades indiscriminadas, onde a escolha em si mesma se torna o bem, a novidade se contrabandeia por beleza, a experi\u00eancia subjectiva sobrep\u00f5em-se \u00e0 verdade.<\/p>\n<p>O conceito de amizade logrou um renovado lan\u00e7amento no vocabul\u00e1rio das redes sociais digitais que surgiram nos \u00faltimos anos. (&#8230;) A verdadeira amizade \u00e9 uma das maiores riquezas de que pode dispor o ser humano. Por este motivo, \u00e9 preciso prestar aten\u00e7\u00e3o a n\u00e3o banalizar o conceito e a experi\u00eancia da amizade. Seria triste se o nosso desejo de sustentar e desenvolver on-line as amizades fosse realizado \u00e0 custa da nossa disponibilidade para a fam\u00edlia, para os vizinhos e para aqueles que encontramos na realidade do dia-a-dia, no lugar de trabalho, na escola, nos tempos livres. De facto, quando o desejo de liga\u00e7\u00e3o virtual se torna obsessivo, a consequ\u00eancia \u00e9 que a pessoa se isola, interrompendo a interac\u00e7\u00e3o social real. Isto acaba por perturbar tamb\u00e9m as formas de repouso, de sil\u00eancio e de reflex\u00e3o necess\u00e1rias para um s\u00e3o desenvolvimento humano.<\/p>\n<p>Os amigos devem sustentar-se e encorajar-se reciprocamente no desenvolvimento dos seus dons e talentos e na sua coloca\u00e7\u00e3o ao servi\u00e7o da comunidade humana. Neste contexto, \u00e9 gratificante ver a apari\u00e7\u00e3o de novas redes digitais que procuram promover a solidariedade humana, a paz e a justi\u00e7a, os direitos humanos e o respeito pela vida e o bem da cria\u00e7\u00e3o. Estas redes podem facilitar formas de coopera\u00e7\u00e3o entre povos de diversos contextos geogr\u00e1ficos e culturais, consentindo-lhes de aprofundar a comum humanidade e o sentido de corresponsabilidade pelo bem de todos. Todavia devemo-nos preocupar por fazer com que o mundo digital, onde tais redes podem ser constitu\u00eddas, seja um mundo verdadeiramente acess\u00edvel a todos. Seria um grave dano para o futuro da humanidade, se os novos instrumentos da comunica\u00e7\u00e3o, que permitem partilhar saber e informa\u00e7\u00f5es de maneira mais r\u00e1pida e eficaz, n\u00e3o fossem tornados acess\u00edveis \u00e0queles que j\u00e1 s\u00e3o econ\u00f3mica e socialmente marginalizados ou se contribu\u00edssem apenas para incrementar o desn\u00edvel que separa os pobres das novas redes que se est\u00e3o a desenvolver ao servi\u00e7o da informa\u00e7\u00e3o e da socializa\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p>O que o Papa diz <\/p>\n<p>das novas tecnologias<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o dom para a humanidade\u201d<\/p>\n<p>* Comunica\u00e7\u00e3o com qualquer parte do mundo<\/p>\n<p>* Novas comunidades e redes<\/p>\n<p>* Fam\u00edlias sempre em contacto<\/p>\n<p>* Acesso f\u00e1cil a documentos e novos modos de aprender<\/p>\n<p>* Di\u00e1logo de culturas<\/p>\n<p>* Redes que promovem a solidariedade, a paz, a justi\u00e7a, os direitos humanos, o respeito pela vida e pela cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Perigos e limites<\/p>\n<p>* Inadapta\u00e7\u00e3o dos mais velhos<\/p>\n<p>* Partilha de palavras e imagens degradantes<\/p>\n<p>* Mensagens que alimentam o \u00f3dio e a intoler\u00e2ncia e exploram os d\u00e9beis<\/p>\n<p>* Consumismo<\/p>\n<p>* Experi\u00eancias subjectivas versus verdade<\/p>\n<p>* Banaliza\u00e7\u00e3o da amizade<\/p>\n<p>* Empenho no on-line \u00e0 custa da fam\u00edlia<\/p>\n<p>* Perturba\u00e7\u00e3o do repouso, do sil\u00eancio e da reflex\u00e3o.<\/p>\n<p>Desafios para as pessoas de boa vontade<\/p>\n<p>* Promover uma cultura do respeito, do di\u00e1logo, da amizade<\/p>\n<p>* Elabora\u00e7\u00e3o de conte\u00fados que respeitem a dignidade e o valor da pessoa humana<\/p>\n<p>* Tornar o digital acess\u00edvel a todos <\/p>\n<p>* Evangelizar o \u00abcontinente digital\u00bb.<\/p>\n<p>Jovens, compete-vos evangelizar o \u201ccontinente digital\u201d<\/p>\n<p>Quero concluir esta mensagem dirigindo-me especialmente aos jovens cat\u00f3licos, para os exortar a levarem para o mundo digital o testemunho da sua f\u00e9. Car\u00edssimos, senti-vos comprometidos a introduzir na cultura deste novo ambiente comunicador e informativo os valores sobre os quais assenta a vossa vida. Nos primeiros tempos da Igreja, os Ap\u00f3stolos e os seus disc\u00edpulos levaram a Boa Nova de Jesus ao mundo greco-romano: como ent\u00e3o a evangeliza\u00e7\u00e3o, para ser frutuosa, requereu uma atenta compreens\u00e3o da cultura e dos costumes daqueles povos pag\u00e3os com o intuito de tocar as suas mentes e cora\u00e7\u00f5es, assim agora o an\u00fancio de Cristo no mundo das novas tecnologias sup\u00f5e um conhecimento profundo das mesmas para se chegar a uma sua conveniente utiliza\u00e7\u00e3o. A v\u00f3s, jovens, que vos encontrais quase espontaneamente em sintonia com estes novos meios de comunica\u00e7\u00e3o, compete de modo particular a tarefa da evangeliza\u00e7\u00e3o deste \u00abcontinente digital\u00bb. Sabei assumir com entusiasmo o an\u00fancio do Evangelho aos vossos coet\u00e2neos! Conheceis os seus medos e as suas esperan\u00e7as, os seus entusiasmos e as suas desilus\u00f5es: o dom mais precioso que lhes podeis oferecer \u00e9 partilhar com eles a \u00abboa nova\u00bb de um Deus que Se fez homem, sofreu, morreu e ressuscitou para salvar a humanidade. O cora\u00e7\u00e3o humano anseia por um mundo onde reine o amor, onde os dons sejam compartilhados, onde se construa a unidade, onde a liberdade encontre o seu significado na verdade e onde a identidade de cada um se realize numa respeitosa comunh\u00e3o. A estas expectativas pode dar resposta a f\u00e9: sede os seus arautos! Sabei que o Papa vos acompanha com a sua ora\u00e7\u00e3o e a sua b\u00ean\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>OPINI\u00c3O: O que dizem os que trabalham na \u00e1rea<\/p>\n<p>N\u00e3o devemos esperar milagres <\/p>\n<p>\u201cPass\u00e1mos da paleotelevis\u00e3o [paleo = antiga], em que havia um canal a preto e branco e se julgava que tinha como fun\u00e7\u00e3o informar e formar, para a neotelevis\u00e3o [neo = nova]: v\u00e1rios canais, a cores, e em que o entretenimento tem o maior espa\u00e7o. Alguns j\u00e1 falam na p\u00f3s-televis\u00e3o, a \u00abtelevis\u00e3o de intimidade\u00bb. <\/p>\n<p>N\u00e3o devemos esperar milagres dos meios. Quando apareceu a r\u00e1dio dizia-se o homem deixaria de frequentar a taberna, chegaria a casa mais cedo e n\u00e3o bateria na mulher\u2026\u201d<\/p>\n<p>Rog\u00e9rio Santos, estudioso da comunica\u00e7\u00e3o social<\/p>\n<p>Altares, cemit\u00e9rios e homilias virtuais<\/p>\n<p>\u201cSe algu\u00e9m inventou a Internet, foi Deus, para fazer passar melhor a sua mensagem. Somos bombardeados, em m\u00e9dia, por 3000 mensagens por dia. Damos aten\u00e7\u00e3o a 1%. A Igreja tem de estar nesse 1%, tem de fazer altares virtuais, cemit\u00e9rios virtuais, homilias virtuais, estar nas redes sociais. Tudo on-line. J\u00e1 deu alguns passos, mas ficou em 2003, porque hoje a principal caracter\u00edstica da Internet \u00e9 a mobilidade. As possibilidades s\u00e3o infinitas. A Igreja em vez de ser arrastada, tem de ir \u00e0 frente.\u201d<\/p>\n<p>Pedro Janela, empres\u00e1rio das novas tecnologias<\/p>\n<p>Paulo teria comunidades na Internet<\/p>\n<p> \u201cS\u00e3o Paulo teria hoje muitas comunidades crist\u00e3s na Internet. Encontraria l\u00e1 muitos \u00abTim\u00f3teos\u00bb a quem escreveria muitas cartas. N\u00e3o prolongar a presen\u00e7a crist\u00e3 na Internet \u00e9 erro grave por omiss\u00e3o. <\/p>\n<p>Na internet h\u00e1 falta de regula\u00e7\u00e3o. Nos sites religiosos n\u00e3o h\u00e1 garantias de rigor. Precisamos de \u201cservidores do Evangelho\u201d que fa\u00e7am a conex\u00e3o entre os muitos sites, que ajudem a encontrar o que queremos no meio de tantas inutilidades. Precisamos de um Google da f\u00e9 em Jesus Cristo\u201d.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Santos, jornalista da Lusa<\/p>\n<p>Nada substitui o encontro pessoal<\/p>\n<p>\u201cUm site de futebol n\u00e3o ensina a jogar futebol. Um site cat\u00f3lico n\u00e3o tem de ensinar a ser cat\u00f3lico. N\u00e3o serve para isso. Nada substitui o encontro pessoal. Tamb\u00e9m n\u00e3o tem de ser apolog\u00e9tico. Mas n\u00e3o podemos ser uma Igreja parada na Internet. Temos de ter uma linguagem simples, directa, pr\u00f3xima, e que fale para al\u00e9m dos crentes.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei se o lugar da Igreja \u00e9 na primeira carruagem ou no meio ou na \u00faltima. Sei \u00e9 que n\u00e3o pode estar parada. Tem de estar no comboio\u201d.<\/p>\n<p>Oct\u00e1vio Carmo, jornalista da Ag\u00eancia Ecclesia<\/p>\n<p>A tecnologia, por si, \u00e9 cega<\/p>\n<p>\u201cA Internet \u00e9 a nova palavra m\u00e1gica. Mas \u00e9 tamb\u00e9m a fonte de riscos para crian\u00e7as, velhos e jovens. \u00c9 blogue her\u00e9tico, v\u00eddeo violento, site pornogr\u00e1fico, interior captado por telem\u00f3vel, obra de arte copiada, terror propagandeado\u2026 Do sublime ao aviltante. Mar sem limites, de navega\u00e7\u00e3o \u00e0 vista, com rochas sem farol\u2026 \u00c9 o ve\u00edculo do relativismo, o maior sintoma da deriva em que anda parte do nosso tempo. A tecnologia, por si, \u00e9 cega. Se procur\u00e1ssemos uns mandamentos para a net, ter\u00edamos milh\u00f5es de respostas\u201d.<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Rego, director do Secretariado Nacional das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais<\/p>\n<p>Precisamos de \u201csites\u201d com qualidade<\/p>\n<p>\u201cEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Internet ainda somos muito lentos a queixarmo-nos. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil policiar a Internet. Mas dev\u00edamos desenhar c\u00f3digos de procedimento e de \u00e9tica. Sem imp\u00f4-los, procuremos convidar quem alimenta os diferentes canais. Porque n\u00e3o podermos sinalizar os bons sites, como alguns j\u00e1 permitem sinalizar o conte\u00fado impr\u00f3prio? Chamemos os homens de boa vontade para colaborar. Que os meus netos encontrem sites com indicadores de qualidade\u2026\u201d<\/p>\n<p>Jorge Wemans, Director da RTP2<\/p>\n<p>Depoimentos recolhidos por J.P.F. nas jornadas da comunica\u00e7\u00e3o social de inspira\u00e7\u00e3o crist\u00e3 que decorreram em F\u00e1tima, em Setembro de 2008.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem do Papa Bento XVI para o 43.\u00ba Dia Mundial das Comunica\u00e7\u00f5es Socais, que se celebra no pr\u00f3ximo Domingo As novas tecnologias digitais est\u00e3o a provocar mudan\u00e7as fundamentais nos modelos de comunica\u00e7\u00e3o e nas rela\u00e7\u00f5es humanas. 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