{"id":15261,"date":"2009-05-28T09:56:00","date_gmt":"2009-05-28T09:56:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=15261"},"modified":"2009-05-28T09:56:00","modified_gmt":"2009-05-28T09:56:00","slug":"como-reinventar-a-solidariedade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/como-reinventar-a-solidariedade\/","title":{"rendered":"Como reinventar a solidariedade?"},"content":{"rendered":"<p>Os bispos portugueses promoveram no dia 15 de Maio o simp\u00f3sio \u201cReinventar a Solidariedade (em tempo de crise)\u201d. Pretendeu-se \u201cdebater premissas, ideias e iniciativas que possam contribuir para um modelo de desenvolvimento mais humano e solid\u00e1rio\u201d. O Correio do Vouga leu atentamente as not\u00edcias que sa\u00edram do simp\u00f3sio na Ag\u00eancia Ecclesia e na imprensa di\u00e1ria (poucas) e apresenta as principais ideias. O simp\u00f3sio queria \u201creconhecer, inspirar, mobilizar\u201d. Conseguiu?<\/p>\n<p>Valoriza\u00e7\u00e3o das pessoas \u201cdesocupadas, promovendo os recursos humanos dispon\u00edveis\u201d, sem esquecer \u201co saber dos reformados\u201d. Recuperar a sobriedade, \u201clargando o que n\u00e3o \u00e9 essencial\u201d, permite prestar aten\u00e7\u00e3o aos mais necessitados e estimular rela\u00e7\u00f5es de proximidade. Promover a entreajuda na vizinhan\u00e7a, sintoma do quanto \u201cas pessoas querem combater o isolacionismo\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA crise \u00e9 tamb\u00e9m pol\u00edtica, civilizacional e espiritual\u201d. \u201cProcuremos solu\u00e7\u00f5es estruturais para problemas estruturais\u201d, disse Joana Rigato, vice-presidente da CNJP. A \u201csolidariedade n\u00e3o pode ser assistencialista\u201d e deve ter em conta a dimens\u00e3o da sustentabilidade, nas suas v\u00e1rias dimens\u00f5es \u2013 econ\u00f3mica social, ambiental e cultural.<\/p>\n<p>Para o futuro, o Arcebispo de Braga indica o projecto de elaborar um \u201celenco daquilo que \u00e9 poss\u00edvel\u201d fazer, naquilo que diz respeito \u00e0 Igreja, em particular nas suas comunidades e associa\u00e7\u00f5es. D. Jorge Ortiga afirma que \u00e9 importante que os grupos paroquiais tenham \u201cmaior consist\u00eancia e capacidade de resposta\u201d, at\u00e9 porque a palavra \u201cpar\u00f3quia\u201d tem origem na ideia de proximidade. <\/p>\n<p>A revaloriza\u00e7\u00e3o do terreno agr\u00edcola vai ao encontro da preocupa\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias pessoas. \u201cRevalorizar a agricultura, propondo uma din\u00e2mica escolar ou catequ\u00e9tica para uma \u201csementeira pr\u00e1tica\u201d.<\/p>\n<p>Sugest\u00f5es de Teresa Paiva Couceiro, presidente da Funda\u00e7\u00e3o Gon\u00e7alo da Silveira: \u201cUsar apenas o essencial e com o resto, organizar vendas solid\u00e1rias, cujo fundo reverte para os moradores do meu condom\u00ednio que t\u00eam dificuldade em pagar renda, a escola dos filhos e material escolar\u201d; as fam\u00edlias com maior disponibilidade \u201cpodem adoptar a pobreza de outra fam\u00edlia com menos possibilidades\u201d e \u201cdar um subs\u00eddio mensal aos mais desfavorecidos\u201d; rentabilizar os funcion\u00e1rios nas empresas \u201cpara que possam ajudar em institui\u00e7\u00f5es sociais e estimularem o voluntariado\u201d; de forma a combater o descr\u00e9dito nos projectos de solidariedade \u201ccriar campanhas, atrav\u00e9s de vales, de medicamentos, por exemplo, para ter a certeza que as ajudas chegam ao local certo\u201d; criar parcerias entre empresas e Estado para \u201ccriar quiosques que podem promover Portugal e estimular o com\u00e9rcio tradicional\u201d.<\/p>\n<p>D. Carlos Azevedo, presidente da Comiss\u00e3o Episcopal da Pastoral Social, pediu que haja um grupo em cada comunidade crist\u00e3 que \u201cdinamize a dimens\u00e3o social\u201d. O problema n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 do governo e do mercado, mas tamb\u00e9m da sociedade civil. \u201cAs pessoas devem pensar nos interesses nacionais e \u00e9 altura do amor \u00e0 p\u00e1tria se concretizar em op\u00e7\u00f5es de coes\u00e3o social\u201d. <\/p>\n<p>\u201cChamar \u00e0 responsabilidade aqueles que faltaram aos compromissos\u201d; \u201cfomentar a participa\u00e7\u00e3o das pessoas\u201d e \u201cpermitir o acesso\u201d \u00e0s v\u00e1rias oportunidades. \u201cA responsabilidade \u00e9 de todos\u201d, afirma Pedro Krupenski, director executivo da Amnistia Internacional Portugal.<\/p>\n<p>Aumentar os gastos com as despesas sociais \u201cem programas espec\u00edficos\u201d e melhorar a efici\u00eancia dos gastos nessas mesmas despesas sociais porque \u201co dinheiro \u00e9 gasto mas n\u00e3o tem impacto\u201d, referiu Marina Costa Lobo, polit\u00f3loga. A sociedade civil \u201cdeve ajudar o Estado a aumentar os gastos socais e a ser mais eficiente\u201d, participando activamente na formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas. \u201cA Igreja deve ser mais activa na defini\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas sociais e aumentar a responsabiliza\u00e7\u00e3o do Governo neste dom\u00ednio\u201d. <\/p>\n<p>\u201cQueremos resolver a \u00abcrise\u00bb ou queremos tamb\u00e9m \u00abescutar\u00bb a crise? \u00c9 que do fundo do seu drama pode estar a surgir a voz que desafia todos, pessoas e estruturas, a porem-se a caminho, mudando em favor do homem, renovando-se em nome da fam\u00edlia humana\u201d, afirms o Cardeal-patriarca de Lisboa.<\/p>\n<p>Feiras solid\u00e1rias com material doado e reciclado. Projectos do Banco do tempo e dos bens usados s\u00e3o o refor\u00e7o \u00e0 participa\u00e7\u00e3o solid\u00e1ria a potenciar.<\/p>\n<p>O Simp\u00f3sio prop\u00f4s-se seleccionar algumas ideias e dirigi-las aos \u00f3rg\u00e3os de soberania, nomeando uma equipa para elaborar peti\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os bispos portugueses promoveram no dia 15 de Maio o simp\u00f3sio \u201cReinventar a Solidariedade (em tempo de crise)\u201d. Pretendeu-se \u201cdebater premissas, ideias e iniciativas que possam contribuir para um modelo de desenvolvimento mais humano e solid\u00e1rio\u201d. 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