{"id":15272,"date":"2009-05-28T10:20:00","date_gmt":"2009-05-28T10:20:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=15272"},"modified":"2009-05-28T10:20:00","modified_gmt":"2009-05-28T10:20:00","slug":"abriram-se-as-portas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/abriram-se-as-portas\/","title":{"rendered":"Abriram-se as portas"},"content":{"rendered":"<p>Domingo de Pentecostes<\/p>\n<p>Leituras: Act 2, 1-11; Sal 103; 1 Cor 12, 3b-7. 12-13; Jo 20, 19-23<\/p>\n<p>\u201cQuando chegou o dia de Pentecostes, os Ap\u00f3stolos estavam todos reunidos no mesmo lugar\u201d (Act 2, 1). Tamb\u00e9m a Igreja hoje se re\u00fane no mesmo lugar para celebrar a presen\u00e7a do Esp\u00edrito Santo que a enche de Vida (cf. Act 2,2). Esse lugar \u00e9 o espa\u00e7o \u00fanico e especial, \u00e0 volta do altar, onde se actualiza a entrega de Jesus por cada um de n\u00f3s e por todos, pelo Esp\u00edrito Santo. <\/p>\n<p>S. Jo\u00e3o, no Evangelho, fala-nos de que Jesus comunica o Esp\u00edrito Santo aos Ap\u00f3stolos, sob a forma de um sopro, no mesmo dia da Ressurrei\u00e7\u00e3o. Que pode significar isto? <\/p>\n<p>Para os disc\u00edpulos n\u00e3o foi f\u00e1cil nem instant\u00e2neo compreender o Mist\u00e9rio da Morte e Ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus. Certamente foi um processo lento de reflex\u00e3o e de despertar para a f\u00e9 n\u2019Aquele que se apresentava vivo no meio deles. \u00c9 neste processo que o Esp\u00edrito Santo tem um papel central. Sem Ele, nem os disc\u00edpulos, nem n\u00f3s poder\u00edamos reconhecer que Jesus \u00e9 o Senhor, como diz S. Paulo na segunda leitura (cf. 1 Cor 12,3). <\/p>\n<p>O sofrimento e a morte de Jesus tinha deixado os disc\u00edpulos sem perspectiva e fechados naqueles acontecimentos que n\u00e3o podiam entender. Ficaram paralisados pelo medo do que lhes podia acontecer, sendo eles os que tinham seguido Jesus durante a sua vida p\u00fablica. S\u00f3 o Esp\u00edrito Santo foi capaz de abrir aquelas \u201cportas\u201d e faz\u00ea-los perder o medo para anunciar que nem a morte nem o sofrimento acabam com o Amor. Tamb\u00e9m n\u00f3s, quando nos encontramos fechados por acontecimentos que n\u00e3o podemos entender ou paralisados pelo medo do que nos pode acontecer, precisamos de deixar que o Esp\u00edrito entre e encha a \u201ccasa\u201d do nosso cora\u00e7\u00e3o, que lhe abra as portas e mostre novas perspectivas.  <\/p>\n<p>O sopro que na Escritura, faz do homem formado do p\u00f3 da terra, um ser vivo, agora \u00e9 o que o transforma num ser vivo para Deus. Isto \u00e9, o Esp\u00edrito comunicado por Jesus \u00e9 quem nos faz viver como Jesus viveu. De nada nos serviria saber o que Jesus fez e disse, se agora o Seu Esp\u00edrito n\u00e3o estivesse vivo em n\u00f3s, para nos fazer capazes de segui-Lo e viver como Ele viveu.<\/p>\n<p>Com o dom do Esp\u00edrito, Jesus tamb\u00e9m confia aos Ap\u00f3stolos o dom da miss\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 qualquer miss\u00e3o. \u00c9 a Sua mesma miss\u00e3o, aquela que o Pai lhe tinha confiado. \u201cAssim como o Pai Me enviou, tamb\u00e9m Eu vos envio a v\u00f3s\u201d (Jo 20,21). Esta \u00e9 tamb\u00e9m a nossa miss\u00e3o, a miss\u00e3o da Igreja que hoje o Esp\u00edrito continua a animar, para que todos possam chegar a receber o mesmo alento de vida abundante que vem do nosso Deus.  <\/p>\n<p>Filipa Amaro, FMVD<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Domingo de Pentecostes Leituras: Act 2, 1-11; Sal 103; 1 Cor 12, 3b-7. 12-13; Jo 20, 19-23 \u201cQuando chegou o dia de Pentecostes, os Ap\u00f3stolos estavam todos reunidos no mesmo lugar\u201d (Act 2, 1). 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