{"id":15331,"date":"2009-06-03T18:27:00","date_gmt":"2009-06-03T18:27:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=15331"},"modified":"2009-06-03T18:27:00","modified_gmt":"2009-06-03T18:27:00","slug":"medita-em-teu-coracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/medita-em-teu-coracao\/","title":{"rendered":"&#8220;Medita em teu cora\u00e7\u00e3o&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra <!--more--> SANT\u00cdSSIMA TRINDADE<\/p>\n<p>Deut 4, 32-34.39-40, Salmo 32 (33), Rom 8, 14-17, Mt 28, 16-20<\/p>\n<p>Celebramos no pr\u00f3ximo Domingo a festa da Sant\u00edssima Trindade. No Evangelho, escutaremos como Jesus envia os seus disc\u00edpulos a baptizar em nome do Pai, do Filho e do Esp\u00edrito Santo (Mt 28, 19). N\u00f3s j\u00e1 fomos baptizados, isto \u00e9, j\u00e1 fomos introduzidos na vida de Deus. A liturgia desafia a capacidade da nossa raz\u00e3o e faz-nos uma proposta: medita hoje no teu cora\u00e7\u00e3o quem \u00e9 Deus, este Deus em nome de quem foste baptizado (cf Deut 4).<\/p>\n<p>\u201cMedita em teu cora\u00e7\u00e3o\u201d (Deut 4,39), porque com a tua raz\u00e3o n\u00e3o vais chegar ao fundo do Mist\u00e9rio. No entanto, o teu cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 preparado para receber intui\u00e7\u00f5es daquilo que n\u00e3o vemos, mas que existe, que \u00e9 e que tem for\u00e7a sobre a nossa vida. O cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 preparado, por exemplo, para captar o amor, para reconhecer onde ele est\u00e1, para receb\u00ea-lo, para deixar que cause efeito na nossa vida e que nos transforme radicalmente. A raz\u00e3o, frente a certas realidades, fica bloqueada e dificilmente sabe explic\u00e1-las. <\/p>\n<p>\u201cConsidera hoje e medita em teu cora\u00e7\u00e3o\u201d quem \u00e9 esse Deus no qual dizes crer. Deixemos que a sua Palavra nos fale, nos guie, toque o nosso cora\u00e7\u00e3o e nos fa\u00e7a reconhecer a realidade de Deus. Ele \u00e9 o nosso Criador, \u00e9 portanto o dador de vida, o Senhor da vida, fonte cont\u00ednua da nossa vida de cada dia (Cf. Sal 32 (33) 6-7). Se assim \u00e9, n\u00e3o podemos viver longe dele. Como a planta seca longe das fontes de \u00e1gua, assim se secaria a nossa vida. E, tal como, da planta seca resta o seu esqueleto escuro, sem vitalidade nenhuma, da nossa realidade fica apenas a apar\u00eancia, se vivemos longe de Deus. Deus \u00e9 Pai Criador da Vida. <\/p>\n<p>Estar\u00edamos perdidos se, tendo a vida, n\u00e3o conhec\u00eassemos a nossa identidade. Quem sou? De onde venho? Para onde vou? Quando nos fazemos essa pergunta com verdadeira fome de encontrar resposta, podemos experimentar uma for\u00e7a que, nascendo dentro de n\u00f3s mesmos, nos arranca do nosso centro e nos abre a Algu\u00e9m mais, e faz-nos exclamar: \u201cAb\u00e1 Pai\u201d (Rom 8,15). Ent\u00e3o, brilha a Luz de Deus no nosso interior, uma Luz que nos deixa ver quem somos, que nos revela a nossa verdadeira identidade: \u00e9s filho de Deus Criador. Deus \u00e9 Esp\u00edrito revelador. <\/p>\n<p>Continuar\u00edamos desorientados se, ao mesmo tempo que se nos revela quem somos, n\u00e3o se nos revele tamb\u00e9m como realizar aquilo que somos. Somos filhos de Deus, mas n\u00e3o anjos. Somos seres t\u00e3o grandes como fr\u00e1geis, que vivem criando a sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria e a da humanidade. Procuramos sem cessar a nossa realiza\u00e7\u00e3o, mas como saber qual \u00e9 o caminho? De novo, Deus sai ao nosso encontro, encarna-se, faz-se homem entre os homens. Vivendo como um de n\u00f3s, abre-nos o caminho concreto que leva \u00e0 Vida aut\u00eantica, \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o desejada. Encontrar-nos com Jesus \u00e9 encontrar o molde a partir do qual fomos criados. Ele estar\u00e1 sempre connosco para que nunca mais andemos perdidos (Mt 28,20), e para que com Ele e como Ele construamos a hist\u00f3ria positiva da humanidade. Deus \u00e9 Filho, caminho, vida, verdade. <\/p>\n<p>Estrella Rodr\u00edguez, FMVD<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-15331","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espiritualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15331","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15331"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15331\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15331"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15331"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15331"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}