{"id":15365,"date":"2009-06-04T12:03:00","date_gmt":"2009-06-04T12:03:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=15365"},"modified":"2009-06-04T12:03:00","modified_gmt":"2009-06-04T12:03:00","slug":"accao-social-em-circuito-fechado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/accao-social-em-circuito-fechado\/","title":{"rendered":"Ac\u00e7\u00e3o social, em circuito fechado?"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> A \u00abcrise global\u00bb em que vivemos tornou mais patente a ac\u00e7\u00e3o social da Igreja. Para isso tamb\u00e9m contribu\u00edram as interven\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de res-pons\u00e1veis crist\u00e3os e as v\u00e1rias iniciativas que v\u00eam sendo tomadas. No reverso da meda-lha, est\u00e1 a vir ao cima uma tend\u00eancia difusa, dentro e fora da Igreja, pouco favor\u00e1vel ao cumprimento da sua miss\u00e3o. Real\u00e7am-se, nessa tend\u00eancia, duas ideias-for\u00e7a. Segundo uma delas, a Igreja pode constituir uma alternativa ao Estado, no dom\u00ednio social. Segundo a outra, importa instituir uma hierarquiza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os sociais na Igreja, an\u00e1loga \u00e0s do Estado; nesta hierquiza\u00e7\u00e3o, os servi\u00e7os das par\u00f3quias seriam de primeira linha e os das C\u00e1ritas diocesanas e nacional (ou de outras institui\u00e7\u00f5es semelhantes) seriam de n\u00edvel superior. <\/p>\n<p>Para o desej\u00e1vel discernimento, imp\u00f5e-se ter em conta que: os meios de resposta dessas institui\u00e7\u00f5es s\u00e3o limitad\u00edssimos; e, por outro lado, a miss\u00e3o da Igreja, no dom\u00ednio social, n\u00e3o consiste em reproduzir o modelo estatal, mas sim em estar com as  pessoas necessitadas na procura das respostas, que s\u00f3 em parte se encontram no \u00e2mbito eclesial (cf. a enc\u00edclica de Bento XVI, \u00abDeus Caritas Est\u00bb, especialmente nos n\u00bas. 28-b), 31, 1\u00ba. par\u00e1grafo, e 34). Por isso, em vez do trabalho em circuito fechado, parece altamente recomend\u00e1vel a actua\u00e7\u00e3o com plena abertura, assente em tr\u00eas pilares: par\u00f3quia; meio  envolvente; e Estado.<\/p>\n<p>O esfor\u00e7o da par\u00f3quia implica a interac\u00e7\u00e3o com as autarquias locais, servi\u00e7os de seguran\u00e7a social e outras entidades que possam contribuir para a solu\u00e7\u00e3o dos problemas sociais. Neste entendimento, a C\u00e1ritas e outras institui\u00e7\u00f5es de \u00e2mbito diocesano ou nacional acham-se interligadas com as par\u00f3quias, tendo a miss\u00e3o de cooperar com elas na forma\u00e7\u00e3o de colaboradores da ac\u00e7\u00e3o social, bem como no apoio t\u00e9cnico-pastoral, na facilita\u00e7\u00e3o de contactos e na aprecia\u00e7\u00e3o geral de problemas, em ordem \u00e0 procura de solu\u00e7\u00f5es e \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o de propostas a outras entidades (cf. a \u00abNota Pastoral\u00bb da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa sobre \u00abToda a Prioridade \u00e0s Crian\u00e7as\u00bb, n\u00bas. 6-7) . Nada obsta a que seja encaminhado para essas institui\u00e7\u00f5es um ou outro caso mais grave e, bem assim, um ou outro pedido de ajuda financeira. Isso, por\u00e9m, deveria ser feito a t\u00edtulo excepcional, por tr\u00eas ordens de raz\u00f5es: a referida insufici\u00eancia de recursos; a relev\u00e2ncia da ac\u00e7\u00e3o de proximidade; e a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da subsidiariedade; em vez de as par\u00f3quias encaminharem casos sociais para as institui\u00e7\u00f5es diocesanas ou  nacionais, \u00e9 desej\u00e1vel que sejam estas a aproximar-se das par\u00f3quias, em aten\u00e7\u00e3o a esses casos e para outros tipos de coopera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-15365","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15365","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15365"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15365\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15365"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15365"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15365"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}