{"id":15386,"date":"2009-06-08T17:26:00","date_gmt":"2009-06-08T17:26:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=15386"},"modified":"2009-06-08T17:26:00","modified_gmt":"2009-06-08T17:26:00","slug":"semente-de-um-mundo-novo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/semente-de-um-mundo-novo\/","title":{"rendered":"Semente de um mundo novo"},"content":{"rendered":"<p>XI Domingo do Tempo Comum<\/p>\n<p>Leituras: Ez 17,22-24; Sl 91 (92); 2 Cor 5,6-10; Mc 4,26-34<\/p>\n<p>Depois de termos contemplado o nosso Deus nas festas da Sant\u00edssima Trindade e do Corpo de Deus, somos convidados, neste Domingo, a contemplar a realidade que surge quando Ele entra em contacto com a hist\u00f3ria dos homens e estes confiam e esperam no seu dinamismo de Vida e de Amor. \u00c9 a realidade do Reino de Deus de que Jesus fala no Evangelho atrav\u00e9s de duas par\u00e1bolas: a da semente lan\u00e7ada \u00e0 terra que cresce dia e noite sem o semeador saber como, e a do pequeno gr\u00e3o de mostarda que quando cresce torna-se a maior de todas as plantas da horta. <\/p>\n<p>Jesus, a Palavra do Pai, \u00e9 a semente lan\u00e7ada \u00e0 terra que, de uma forma especial e \u00fanica entrou em contacto com a humanidade. Esta humanidade, quando cr\u00ea na for\u00e7a do Seu Amor, torna-se numa \u00e1rvore capaz de abrigar a todos \u00e0 sua sombra (cf. Mc 4,32). Este sonho de um mundo novo, de um mundo onde possam conviver em paz ra\u00e7as e culturas diferentes, onde o valor de cada pessoa \u00e9 reconhecido, onde n\u00e3o existem guerra nem dor\u2026, est\u00e1 inscrito no nosso cora\u00e7\u00e3o. Deus d\u00e1-nos a garantia de que esse sonho, n\u2019Ele, j\u00e1 \u00e9 uma realidade. Por isso, o Reino de que Jesus fala, responde aos desejos mais profundos do nosso cora\u00e7\u00e3o e isso enche-nos de esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>A vida que a semente encerra tem for\u00e7a para chegar a ser uma grande \u00e1rvore, ou seja a Vida que Deus nos d\u00e1 em Jesus, quando O acolhemos e vivemos como Ele, tem for\u00e7a para nos fazer capazes de acolher e de ser acolhidos, de dar sentido e descobrir o valor da vida de cada pessoa. Essa Vida em n\u00f3s tem for\u00e7a para que criemos fraternidade e construamos rela\u00e7\u00f5es saud\u00e1veis, onde cada um \u00e9 respeitado e cresce ao seu ritmo. A for\u00e7a que a Palavra de Deus teve e continua a ter na vida de pessoas concretas e nas nossas pr\u00f3prias vidas \u00e9 sinal de esperan\u00e7a, \u00e9 sinal de que esta pode chegar a transformar ambientes e cora\u00e7\u00f5es onde o conformismo e a desesperan\u00e7a ainda prevalecem. Assim, a esperan\u00e7a crist\u00e3 n\u00e3o nos aliena, nem desresponsabiliza, mas faz-nos lutar para que venha o Seu Reino, como rezamos no Pai-nosso. <\/p>\n<p>A primeira par\u00e1bola do Evangelho, \u00e9 um convite \u00e0 confian\u00e7a. Se por um lado vemos sinais de esperan\u00e7a, por outro, pode parecer que aos nossos olhos n\u00e3o acontece nada. \u00c9 a\u00ed que somos chamados a confiar que \u00e9 Deus quem faz crescer a semente, sem que n\u00f3s saibamos como (cf. Mc 4,27). Muitas vezes, a nossa limita\u00e7\u00e3o n\u00e3o nos deixa ver, mas \u00e9 com confian\u00e7a que podemos abandonar-nos nas m\u00e3os d\u2019Aquele que conhece a for\u00e7a da Sua Palavra e do Seu Amor.<\/p>\n<p>Na segunda leitura, S. Paulo tamb\u00e9m afirma: \u201c N\u00f3s estamos sempre cheios de confian\u00e7a, sabendo que enquanto habitarmos neste corpo, vivemos como exilados, longe do Senhor, pois caminhamos \u00e0 luz da f\u00e9 e n\u00e3o da vis\u00e3o clara\u201d. Vivemos longe do Senhor, n\u00e3o porque Ele esteja longe, mas porque ainda n\u00e3o vemos com toda a claridade esse Reino que Ele preparou para n\u00f3s. Caminhamos \u00e0 luz da f\u00e9 at\u00e9 que um dia, cara a cara com Ele, veremos claramente, saberemos e saborearemos em plenitude o que \u00e9 o Reino de Deus. Deixemos que Ele nos encha de confian\u00e7a para viver e saborear desde j\u00e1 os frutos do Seu Reino que v\u00e3o crescendo \u00e0 nossa volta.<\/p>\n<p>Filipa Amaro, FMVD<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>XI Domingo do Tempo Comum Leituras: Ez 17,22-24; Sl 91 (92); 2 Cor 5,6-10; Mc 4,26-34 Depois de termos contemplado o nosso Deus nas festas da Sant\u00edssima Trindade e do Corpo de Deus, somos convidados, neste Domingo, a contemplar a realidade que surge quando Ele entra em contacto com a hist\u00f3ria dos homens e estes [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-15386","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espiritualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15386","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15386"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15386\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15386"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15386"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15386"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}