{"id":15392,"date":"2009-06-08T17:33:00","date_gmt":"2009-06-08T17:33:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=15392"},"modified":"2009-06-08T17:33:00","modified_gmt":"2009-06-08T17:33:00","slug":"aveiro-teve-paisagem-tropical-ha-70-milhoes-de-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/aveiro-teve-paisagem-tropical-ha-70-milhoes-de-anos\/","title":{"rendered":"Aveiro teve paisagem tropical h\u00e1\u2026 70 milh\u00f5es de anos"},"content":{"rendered":"<p>Galopim de Carvalho defende Barreiro de Aveiro, junto ao Centro Cultural e de Congressos. \u00c9 o \u00fanico testemunho geol\u00f3gico, na regi\u00e3o, de um tempo habitado por dinossauros e crocodilos<\/p>\n<p>Galopim de Carvalho, ge\u00f3logo que ficou conhecido pelo estudo, defesa e valoriza\u00e7\u00e3o dos f\u00f3sseis e outros vest\u00edgios de dinossauros em Portugal, \u00e9, desde h\u00e1 muito, um ac\u00e9rrimo defensor da preserva\u00e7\u00e3o do \u201cBarreiro de Aveiro\u201d, situado junto ao Centro Cultural e de Congresso de Aveiro, defesa que uma vez mais voltou a fazer no Congresso Internacional de Hist\u00f3ria e Patrim\u00f3nio \u2013 Aveiro 250 Anos.<\/p>\n<p>Este professor catedr\u00e1tico jubilado e antigo director do Museu Nacional de Hist\u00f3ria Natural sublinhou que \u201cAveiro, a cidade da ria e dos moliceiros, tem no seu centro urbano um belo exemplo de conjuga\u00e7\u00e3o de dois bens patrimoniais importantes na sua hist\u00f3ria. Um deles, constru\u00eddo, \u00e9 a antiga f\u00e1brica de cer\u00e2mica de Jer\u00f3nimo Pereira Campos, uma p\u00e9rola da arquitectura industrial, em barro vermelho, do primeiro quartel do s\u00e9culo XX. De grande relev\u00e2ncia na hist\u00f3ria da economia local, esta grande e desactivada unidade fabril foi inteligentemente adaptada, em 1995, a Centro Cultural e de Congressos. O outro bem patrimonial, natural, \u00e9 o barreiro anexo, do qual se extraiu, durante d\u00e9cadas, a mat\u00e9ria-prima, ou seja, a argila ali trabalhada na produ\u00e7\u00e3o de telhas e tijolos\u201d.<\/p>\n<p>As argilas retiradas daquele barreiro s\u00e3o, de acordo com Galopim de Carvalho, \u201csedimentos muito finos trazidos por via fluvial e acumulados numa \u00e1rea plana, pr\u00f3xima do mar, que caracterizou toda esta regi\u00e3o, no final da Era dos R\u00e9pteis, mais precisamente, no topo do Cret\u00e1cico, h\u00e1 cerca de 65 a 70 milh\u00f5es de anos. No seio destas argilas foram encontrados f\u00f3sseis animais e vegetais que nos permitem reconstituir uma paisagem tropical, alagadi\u00e7a, onde, entre outros, viveram dinoss\u00e1urios, crocodilos, tartarugas e peixes de grandes dimens\u00f5es. O barreiro em causa \u00e9 o \u00fanico testemunho, na regi\u00e3o, desse tempo antigo, imediatamente anterior \u00e0 grande extin\u00e7\u00e3o que marcou o fim da Era Mesoz\u00f3ica e o come\u00e7o dos tempos modernos, com grandes mudan\u00e7as no clima, na flora e na fauna\u201d.<\/p>\n<p>\u201cPorque estes dois tipos de patrim\u00f3nio \u2013 o industrial e arquitect\u00f3nico (a antiga f\u00e1brica), por um lado, e o natural (o que resta do barreiro), por outro \u2013 se complementam e valorizam mutuamente\u201d, Galopim de Carvalho afirma: \u201cTenho vindo, vai para uma d\u00e9cada, a desenvolver, junto da autarquia e na comunica\u00e7\u00e3o social, dilig\u00eancias no sentido da salvaguarda e valoriza\u00e7\u00e3o do referido barreiro\u201d. O \u201cpai\u201d da paleontologia dos dinossauros em Portugal considera obrigat\u00f3rio preservar o local.                               <\/p>\n<p>Cardoso  Ferreira<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Galopim de Carvalho defende Barreiro de Aveiro, junto ao Centro Cultural e de Congressos. \u00c9 o \u00fanico testemunho geol\u00f3gico, na regi\u00e3o, de um tempo habitado por dinossauros e crocodilos Galopim de Carvalho, ge\u00f3logo que ficou conhecido pelo estudo, defesa e valoriza\u00e7\u00e3o dos f\u00f3sseis e outros vest\u00edgios de dinossauros em Portugal, \u00e9, desde h\u00e1 muito, um [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[61],"tags":[],"class_list":["post-15392","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-actualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15392","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15392"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15392\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15392"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15392"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15392"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}