{"id":15412,"date":"2009-06-17T16:12:00","date_gmt":"2009-06-17T16:12:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=15412"},"modified":"2009-06-17T16:12:00","modified_gmt":"2009-06-17T16:12:00","slug":"e-uma-vergonha-e-um-escandalo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/e-uma-vergonha-e-um-escandalo\/","title":{"rendered":"\u00c9 uma vergonha e um esc\u00e2ndalo!"},"content":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos Leitores <!--more--> Tranquilos. N\u00e3o vou falar no epifen\u00f3meno, CR7. Este \u00e9 um dado adquirido e globalizado. N\u00e3o tem rem\u00e9dio \u00e0 vista, e a solu\u00e7\u00e3o parece-me, a m\u00e9dio prazo, muito frustrante para o referido indiv\u00edduo que est\u00e1 a ser desgastado na sua imagem e n\u00e3o s\u00f3&#8230;<\/p>\n<p>O que eu considero uma vergonha, um esc\u00e2ndalo \u00e9 o que se passa com o trabalho infantil. Dedica-se um dia do ano ao assunto e os restantes dias a abusar das crian\u00e7as, empregando-as em trabalhos muito pesados. <\/p>\n<p>Vi, com emo\u00e7\u00e3o e revolta, imagens transmitidas no dia 12 de Junho, Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil, em que crian\u00e7as de 2 anos (n\u00e3o h\u00e1 engano \u2013 \u00e9 mesmo 2 anos!), aparecem a partir pedras com um martelo, para ajudar as m\u00e3es empregues no mesmo trabalho. Estou certa que devem ter sido mais as pancadas nos pequenos deditos do que nas pedras. A seguir outras transportavam tijolos com evidente esfor\u00e7o das m\u00e3os que deviam segurar uma boneca, uma bola ou qualquer outro brinquedo!<\/p>\n<p>As imagens que referi n\u00e3o dizem respeito ao nosso pa\u00eds, o que n\u00e3o quer dizer que estejamos imunes a tal flagelo. <\/p>\n<p>Em 1990, o trabalho infantil era ainda uma chaga social, mas a fiscaliza\u00e7\u00e3o e o aumento da escolaridade obrigat\u00f3ria, diminu\u00edram um pouco o seu impacto na sociedade. <\/p>\n<p>A escolaridade obrigat\u00f3ria ainda \u00e9 em muitos lugares uma quimera e quanto \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 fraca por falta de meios humanos e vontade pol\u00edtica e as pr\u00f3prias crian\u00e7as envolvidas s\u00e3o industriadas para fugir dos locais de trabalho quando se anuncia a presen\u00e7a dos inspectores. <\/p>\n<p>Se muitos dos que recorrem ao trabalho infantil na pessoa dos filhos, o fazem por necessidade de aumentar o sal\u00e1rio familiar, tamb\u00e9m h\u00e1 pais que fomentam e se orgulham do \u00abtrabalho\u00bb dos filhos. Estou a referir-me ao trabalho dito art\u00edstico. Para spots publicit\u00e1rios e telenovelas empurram os filhos para as luzes da ribalta. A\u00ed, n\u00e3o s\u00f3 lhes roubam tempo para descansar ou brincar, mas envolvem-nos em ambientes morais que deixam muito a desejar. <\/p>\n<p>Muito do trabalho infantil \u00e9 um trampolim para o abismo moral e n\u00e3o sou eu que o digo, mas algu\u00e9m que \u00e9 especialista \u2013 Catarina Tomaz, da Universidade do Minho. \u201cNo caso portugu\u00eas, verificamos, nos \u00faltimos anos, uma passagem da explora\u00e7\u00e3o directa \u2013 atrav\u00e9s das f\u00e1bricas e dos ateliers de confec\u00e7\u00e3o e cal\u00e7ado \u2013 para as piores formas, que s\u00e3o o tr\u00e1fico de menores, nomeadamente a prostitui\u00e7\u00e3o infantil\u201d. <\/p>\n<p>O observador permanente da Santa S\u00e9 na ONU em Genebra, D. Silvano Maria Tomasi, durante os trabalhos do 98\u00ba Encontro Anual da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT), que se realizou em Genebra, na Su\u00ed\u00e7a, pediu que fosse assegurada a dignidade dos trabalhadores. Com certeza que na sua mente estavam os trabalhadores jovens e adultos. O que diria D. Tomasi, se se referisse ao trabalho infantil?<\/p>\n<p>A\u00ed, al\u00e9m do atentado \u00e0 dignidade da crian\u00e7a, h\u00e1 uma viola\u00e7\u00e3o dos seus direitos e um hipotecar do seu futuro, quer em rela\u00e7\u00e3o ao desenvolvimento f\u00edsico, quer psicol\u00f3gico e mental.<\/p>\n<p>Maria Fernanda Barroca<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos Leitores<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-15412","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espaco-comum"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15412","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15412"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15412\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15412"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15412"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15412"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}