{"id":15435,"date":"2009-06-17T16:54:00","date_gmt":"2009-06-17T16:54:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=15435"},"modified":"2009-06-17T16:54:00","modified_gmt":"2009-06-17T16:54:00","slug":"fazer-se-ao-mar-sem-medo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/fazer-se-ao-mar-sem-medo\/","title":{"rendered":"Fazer-se ao mar sem medo"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra <!--more--> DOMINGO XII DO TEMPO COMUM \u2013 ANO B<\/p>\n<p>Job 38,1.8-11; Sal 106(107); 2 Cor 5,14-17; Mc 4,35-41.<\/p>\n<p>O mar, na simbologia sem\u00edtica, representa com frequ\u00eancia as for\u00e7as do mal. Simboliza o caos, a norte, as trevas, a inseguran\u00e7a e tudo aquilo que \u00e9 hostil ao ser humano. Comenta um autor que, na simbologia israelita, as ondas do mar s\u00e3o \u201ccomo a boca aberta das profundidades, sempre disposta a engolir quanto nela cair\u201d. \u00c9 por isso que a B\u00edblia utiliza este simbolismo para manifestar a ac\u00e7\u00e3o libertadora de Deus, e o seu poder sobre o mal. S\u00f3 Deus pode fechar as portas do mar e travar a sua expans\u00e3o (cf. Job 8,10). S\u00f3 Ele tem dominio e poder sobre a tempestade que se levanta no meio do mar \u2013 assim ouvimos no salmo deste Domingo: \u201cEle transformou o temporal em brisa suave e as ondas do mar amainaram\u201d (Sal 106, 29).<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m no Evangelho deste Domingo aparece o s\u00edmbolo da tempestade no mar. Uma barca muito fr\u00e1gil, imagem da Igreja, \u00e9 sacudida por uma forte tormenta, s\u00edmbolo das persegui\u00e7\u00f5es que a Igreja sofria e tamb\u00e9m da luta de cada crist\u00e3o perante as dificuldades e as tenta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Jesus convida os seus disc\u00edpulos a passar para a outra margem (cf. Mc 4,35), e a Igreja, entusiasmada, faz-se ao mar. Os disc\u00edpulos desejam p\u00f4r a render os seus talentos, viver a sua vida a partir do Evangelho, dar o que receberam da parte do Senhor, anunciar o Reino como o seu Mestre. Por\u00e9m, \u201csoprou um vento de tempestade, que fez encapelar as ondas: subiam at\u00e9 aos c\u00e9us, desciam at\u00e9 ao abismo, lutavam entre a vida e a morte\u201d (Sal 106, 25-26). Por isso, sentiram medo e a sua f\u00e9 fr\u00e1gil come\u00e7ou a vacilar.<\/p>\n<p>Connosco acontece o mesmo. Os crist\u00e3os de hoje tamb\u00e9m cr\u00eaem na mensagem do Evangelho, mas sentem medos que abafam a f\u00e9. Medo de situa\u00e7\u00f5es pessoas perante as quais se sentem impotentes. Medo dos tempos que correm. E medo, tamb\u00e9m, porque n\u00e3o diz\u00ea-lo, da radicalidade que exige o Evangelho.<\/p>\n<p>Mas a partir do medo e da falta de d\u00e9, os disc\u00edpulos gritam: \u201cMestre, n\u00e3o Te importas que pere\u00e7amos?\u201d (Mc 4, 38). Os ventos contr\u00e1rios \u00e0 f\u00e9 tornam-se assim uma oportunidade para se voltarem para o Senhor e para poderem gritar pela sua presen\u00e7a salvadora. Precisamos de que Ele nos salve na mediocridade com a qual vivemos a nossa f\u00e9. Precisamos de que Ele nos ajude a fazer uma leitura de f\u00e9 de tudo aquilo que vivemos, tanto a n\u00edvel pessoal como na comunidade, em Igreja. Precisamos de encontrar na vida de f\u00e9 um sentido para todas as nossas experi\u00eancias, sobretudo para aquelas que s\u00e3o como uma tempestade que nos abana e faz sentir o peso e o poder do mal. Experimentaremos ent\u00e3o que os que confiaram e acreditaram no Senhor e \u201cse fizeram ao mar em seus navios, a fim de labutar na imensid\u00e3o das \u00e1guas, esses viram os prod\u00edgios do Senhor e as suas maravilhas no alto mar\u201d (Sal 106, 23-24).<\/p>\n<p>Estrella Rodr\u00edguez FMVD<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-15435","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espiritualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15435","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15435"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15435\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15435"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15435"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15435"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}