{"id":15444,"date":"2009-06-17T17:24:00","date_gmt":"2009-06-17T17:24:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=15444"},"modified":"2009-06-17T17:24:00","modified_gmt":"2009-06-17T17:24:00","slug":"intuicoes-e-caminhos-do-movimento-dos-cursilhos-de-cristandade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/intuicoes-e-caminhos-do-movimento-dos-cursilhos-de-cristandade\/","title":{"rendered":"Intui\u00e7\u00f5es e caminhos do Movimento dos Cursilhos de Cristandade"},"content":{"rendered":"<p>Ecos da jornada de reflex\u00e3o realizada em Avanca, nos 50 anos do Movimento dos Cursilhos de Cristandade (MCC) em Portugal<\/p>\n<p>O Secretariado Diocesano do MCC de Aveiro, em conjunto com o Secretariado Diocesano do Porto, organizou no dia 6 Junho, na par\u00f3quia de Avanca, uma jornada de reflex\u00e3o do n\u00facleo das dioceses do Norte de Portugal, integrada nas comemora\u00e7\u00f5es do 50.\u00ba anivers\u00e1rio do movimento em Portugal. Estiveram presentes cerca de de 550 cursilhistas.<\/p>\n<p>Foram dados os seguintes temas: \u201cIgreja e o MCC no Mundo de Hoje\u201d, por D. Ant\u00f3nio Francisco, bispo da Diocese; \u201cA igreja e o MCC no Mundo do Trabalho\u201d, por Margarida Gomes, da Diocese de Lamego; \u201cIgreja e o MCC no Ambiente S\u00f3cio-Pol\u00edtico\u201d, por Joaquim Andrade, da Diocese do Porto.<\/p>\n<p>Margarida Gomes fez uma explana\u00e7\u00e3o exaustiva de uma forma realista e fria dos seguintes aspectos:<\/p>\n<p>a) Os que t\u00eam emprego;<\/p>\n<p>b) Os que o n\u00e3o t\u00eam (desemprego);<\/p>\n<p>c) Os que n\u00e3o t\u00eam emprego porque o n\u00e3o querem (que \u00e9 a maioria);<\/p>\n<p>d) Os que n\u00e3o t\u00eam emprego, apesar de o procurarem.<\/p>\n<p>Joaquim de Andrade, fundamentado nos documentos actualizados da Igreja, deu-nos amplamente e de uma forma precisa o seu testemunho como crist\u00e3o inserido no ambiente pol\u00edtico das autarquias.<\/p>\n<p>Abordou o ser humano como um cooperador de Deus, como um ser pol\u00edtico, e real\u00e7ou a actividade pol\u00edtica entendida como dever de todos os crist\u00e3os. Encarou-a ainda como forma de voluntariado, um acto de caridade e um meio nobre de servir. Referiu, na mesma linha, valores indispens\u00e1veis no desempenho da actividade pol\u00edtica sobretudo o Bem Comum e a Justi\u00e7a Social.<\/p>\n<p>D. Ant\u00f3nio Francisco, na sua reflex\u00e3o s\u00e1bia, culta e profunda, fez uma resenha hist\u00f3rica do Movimento dos Cursilhos de Cristandade, a partir do seu in\u00edcio no singular contexto social, pol\u00edtico e religioso de Espanha, na d\u00e9cada de 40, na Diocese de Maiorca. Focou o esp\u00edrito renovador e a ac\u00e7\u00e3o mobilizadora dos Cursilhos em Espanha, Portugal e no mundo inteiro, e real\u00e7ou que o cunho vivencial, testemunhal, simples, honesto e transparente delineou o m\u00e9todo kerigm\u00e1tico dos Cursilhos, que tem promovido a convers\u00e3o de tantas pessoas, a par do eixo doutrin\u00e1rio da teologia da Gra\u00e7a.<\/p>\n<p>Muitas das caracter\u00edsticas espec\u00edficas do Movimento, bem como a fidelidade e a perseveran\u00e7a dos cursilhistas, se devem na origem, em grande parte. ao Bispo Diocesano de Maiorca, D. Juan Herv\u00e1s, apoiado por sacerdotes qualificados que intu\u00edram o segredo e os sonhos de Deus para cada momento e para cada lugar.<\/p>\n<p>Lembrou e considerou imprescind\u00edvel ouvir a palavra do Papa Jo\u00e3o Paulo II, na sua homilia na Ultreia Jubilar em Roma, em 29 de Julho de 2000. O Santo Padre apela para a experi\u00eancia de Cristo que os cursilhistas devem manter, centrando-se n\u2019Ele e s\u00f3 assim \u00e9 que \u00e9 poss\u00edvel a Miss\u00e3o. Que a urg\u00eancia da Miss\u00e3o \u00e9 hoje maior que nunca, sobretudo na Europa. Que importa refazer o tecido crist\u00e3o da sociedade nova, onde se encontram homens e mulheres novos transformados com Cristo. Manda-lhes ser fermento, sal da terra, luz do mundo, convidando-os ao servi\u00e7o da Comunidade, ao servi\u00e7o da Verdade e \u00e0 for\u00e7a da Comunh\u00e3o, para dar testemunho de irm\u00e3os e irm\u00e3s.<\/p>\n<p>Alerta-os para o facto de ser rica a experi\u00eancia do MCC, o que constitui um grande tesouro, mas n\u00e3o para ser enterrado na terra.<\/p>\n<p>O D. Ant\u00f3nio Francisco voltando-se para os cursilhistas da Diocese de Aveiro disse: \u201cSejamos farol a iluminar tempos novos e \u00e2ncora da esperan\u00e7a para o mundo que se anuncia\u201d.<\/p>\n<p>D. Ant\u00f3nio Francisco apresentou algumas das suas intui\u00e7\u00f5es (propostas) para o Movimento dos Cursilhos de Cristandade:<\/p>\n<p>1.\u00aa Intui\u00e7\u00e3o \u2013 A import\u00e2ncia da experi\u00eancia do testemunho e o car\u00e1cter vivencial do exemplo. \u00c9 preciso viver e testemunhar.<\/p>\n<p>2.\u00aa Intui\u00e7\u00e3o \u2013 \u00c9 o caminho da convers\u00e3o e do amor apaixonado por Cristo, seguindo o exemplo de S. Paulo.<\/p>\n<p>3.\u00aa Intui\u00e7\u00e3o \u2013 Dar primazia \u00e0 Gra\u00e7a de Deus: Gra\u00e7a consciente, crescente e \u201c\u00e0 press\u00e3o\u201d. O primado da Gra\u00e7a acima de tudo.<\/p>\n<p>4.\u00aa Intui\u00e7\u00e3o \u2013 Necessidade de se continuar a valorizar o m\u00e9todo e o carisma do MCC: o valor do Grupo, das Ultreias, das Visitas ao Sacr\u00e1rio, Direc\u00e7\u00e3o Espiritual, Leitura da Palavra, Eucaristia, Sacramento da Reconcilia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>5.\u00aa Intui\u00e7\u00e3o \u2013 Os sacerdotes de todas as idades t\u00eam no MCC o seu lugar e miss\u00e3o, tornando-se eles caminheiros junto dos leigos, ap\u00f3s terem feito tamb\u00e9m o seu cursilho. Dever\u00e1 haver da parte deles disponibilidade para ajuda ao crescimento espiritual dos leigos.<\/p>\n<p>6.\u00aa Intui\u00e7\u00e3o \u2013 Dar prioridade \u00e0 nova evangeliza\u00e7\u00e3o. Temos que viver em forma\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o.<\/p>\n<p>7.\u00aa Intui\u00e7\u00e3o \u2013 Necessidade da maturidade da F\u00e9 e for\u00e7a da Comunh\u00e3o. Que n\u00e3o se deixem desgastar com coisas ef\u00e9meras, sendo adultos na F\u00e9 e enviados com a for\u00e7a da comunh\u00e3o aos grupos, Ultreias, \u00e0s fam\u00edlias, ao Mundo e \u00e0 Igreja Diocesana.<\/p>\n<p>8\u00aa Intui\u00e7\u00e3o \u2013 Urge recrutar cursilhistas nos grupos et\u00e1rios mais novos. Estender o Pr\u00e9-Cursilho aos casais novos que muito precisam da sua inser\u00e7\u00e3o em Movimentos da Igreja.<\/p>\n<p>9\u00aa Intui\u00e7\u00e3o \u2013 Que os cursilhistas se sintam sempre abertos a todos os outros Movimentos da Igreja: complementaridade na diversidade de dons e carismas.<\/p>\n<p>10\u00aa Intui\u00e7\u00e3o \u2013 Todos s\u00e3o protagonistas do Pentecostes, quando come\u00e7ou a Igreja, em que Maria estava presente com os disc\u00edpulos t\u00edmidos e vencidos pela orfandade. Foi o Esp\u00edrito que lhes deu a for\u00e7a e lhes abriu as portas da Miss\u00e3o.<\/p>\n<p>D. Ant\u00f3nio Francisco terminou com uma refer\u00eancia a Nossa Senhora. Outros Pentecostes aconteceram na hist\u00f3ria da Igreja e, com os Cursilhistas em particular, num Cursilho de Cristandade. Mas n\u00e3o houve Pentecostes sem Maria.<\/p>\n<p>A M\u00e3e de Jesus esteve sempre presente. Ela \u00e9 o Ber\u00e7o que embala estas intui\u00e7\u00f5es. Ela \u00e9 a M\u00e3e que conduzir\u00e1 estes caminhos.                                                         <\/p>\n<p>M.C.C.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ecos da jornada de reflex\u00e3o realizada em Avanca, nos 50 anos do Movimento dos Cursilhos de Cristandade (MCC) em Portugal O Secretariado Diocesano do MCC de Aveiro, em conjunto com o Secretariado Diocesano do Porto, organizou no dia 6 Junho, na par\u00f3quia de Avanca, uma jornada de reflex\u00e3o do n\u00facleo das dioceses do Norte de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-15444","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15444","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15444"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15444\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15444"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15444"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15444"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}