{"id":1548,"date":"2010-05-05T10:37:00","date_gmt":"2010-05-05T10:37:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=1548"},"modified":"2010-05-05T10:37:00","modified_gmt":"2010-05-05T10:37:00","slug":"bento-xvi-mercado-estado-e-sociedade-civil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/bento-xvi-mercado-estado-e-sociedade-civil\/","title":{"rendered":"Bento XVI: mercado, estado e sociedade civil"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> Em complemento de artigos anteriores sobre enc\u00edclicas de Bento XVI, e a prop\u00f3sito da sua visita a Portagal, justifica-se abordar aqui alguns temas de especial interesse para n\u00f3s. Come\u00e7o pelo tema \u00abmercado, Estado e \u00absociedade civil\u00bb, j\u00e1 abordado por outras correntes de pensamento; remeto, a t\u00edtulo exemplificativo, para o livro do Prof. Boaventura Sousa Santos, \u00abPela M\u00e3o de Alice &#8211; O Social e o Pol\u00edtico na P\u00f3s-Modernidade\u00bb, Edi\u00e7\u00f5es Afrontamento, Porto, 2\u00aa. edi\u00e7\u00e3o, 1994. <\/p>\n<p>A enc\u00edclica \u00abCaritas in Veritate\u00bb, em confromidade com Jo\u00e3o Paulo II,  reconhece a exist\u00eancia de \u00abtr\u00eas sujeitos\u00bb, no dom\u00ednio econ\u00f3mico e social. S\u00e3o eles: \u00abo mercado, o Estado e sociedade civil\u00bb (n\u00ba. 38). Os tr\u00eas \u00absujeitos\u00bb fazem parte do mesmo \u00absistema\u00bb e, em todos eles, \u00abdeve estar presente, embora com medida diversa e com modalidades espec\u00edficas, o aspecto da reciprocidade fraterna\u00bb (n\u00ba. 38; cf. o n\u00ba. 41). Neste entendimento, a sociedade civil \u00e9 \u00abo \u00e2mbito mais apropriado para uma economia da gratuidade e da fraternidade, mas sem  pretender neg\u00e1-la nos outros dois \u00e2mbitos\u00bb (n\u00ba. 38). Em simult\u00e2neo, a enc\u00edclica reconhece, no mesmo n\u00ba. 38, que as organiza\u00e7\u00f5es sem fins lucrativos tamb\u00e9m podem dedicar-se a actividades produtivas (cf. n\u00ba. 41). <\/p>\n<p>Esta orienta\u00e7\u00e3o do magist\u00e9rio pontif\u00edcio deixa patente a interliga\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel dos referidos \u00abtr\u00eas sujeitos\u00bb (cf. n\u00ba. 36), at\u00e9 porque, na base de todos, se encontram as mesmas pessoas, fam\u00edlias e outros agregados, com suas identidades, potencialidades, deveres e direitos. Assim, o mercado, o Estado e a sociedade civil podem, e devem, realizar actividades produtivas e ac\u00e7\u00e3o solid\u00e1ria; imp\u00f5e-se, de certo modo, uma refunda\u00e7\u00e3o ou uma \u00abciviliza\u00e7\u00e3o da economia\u00bb (n\u00ba. 38). Nesta \u00abciviliza\u00e7\u00e3o\u00bb, as empresas privadas (com fins lucrativos) s\u00e3o convidadas a optimizar as suas potencialidades de justi\u00e7a e solidariedade, e as entidades privadas sem fins lucrativos s\u00e3o convidadas a desenvolver actividades produtivas, a bem da sua autonomia e do cumprimento da sua miss\u00e3o. Ao Estado incumbe, nomeadamente (mas n\u00e3o s\u00f3), \u00abbuscar a justi\u00e7a atrav\u00e9s da redistribui\u00e7\u00e3o\u00bb (n\u00ba. 36). Fica aberto, diante de todos n\u00f3s, um vasto horizonte de ac\u00e7\u00e3o em que se real\u00e7am: A efic\u00e1cia, a justi\u00e7a e o humanismo nas empresas e em todas as outras organiza\u00e7\u00f5es; o conhecimento de novas hip\u00f3teses de actividades  produtivas; a comercializa\u00e7\u00e3o de produtos (cf. os n\u00bas. 58 e 66); a partilha do poder pol\u00edtico, na \u00abunidade da fam\u00edlia humana\u00bb (n\u00ba. 42); o \u00abgovernar a globaliza\u00e7\u00e3o e orient\u00e1-la para um verdadeiro desenvolvimento humano\u00bb (n\u00ba. 57; cf. n\u00ba. 67)&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-1548","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1548","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1548"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1548\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1548"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1548"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1548"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}