{"id":15491,"date":"2009-06-24T16:21:00","date_gmt":"2009-06-24T16:21:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=15491"},"modified":"2009-06-24T16:21:00","modified_gmt":"2009-06-24T16:21:00","slug":"uma-questao-de-vida-ou-morte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/uma-questao-de-vida-ou-morte\/","title":{"rendered":"Uma quest\u00e3o de vida ou morte"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra <!--more--> Domingo XIII do Tempo Comum \u2013 ano B<\/p>\n<p>Sb 1,13-15; 2,23-24 ; Sl 29 (30); 2Cor 8,7.9.13-15; Mc 5,21-43<\/p>\n<p>Na liturgia deste Domingo, Deus revela-se como o Deus da Vida e n\u00e3o se alegra com a perdi\u00e7\u00e3o dos vivos, como refere a primeira leitura. Por isso, todo o ser humano, marcado pela morte, est\u00e1 chamado a aproximar-se do Seu Criador, do Se-nhor que d\u00e1 a Vida. O contacto com este Deus em Jesus \u00e9 para cada crist\u00e3o uma quest\u00e3o de vida ou morte. Certamente que n\u00e3o falamos de vida ou morte f\u00edsica, mas sim espiritual, ou seja, da vida ou morte que experimentamos no nosso interior e que expressamos com o nosso corpo, palavras, gestos\u2026<\/p>\n<p>\u201cDeus criou o homem para ser incorrupt\u00edvel e f\u00ea-lo \u00e0 imagem da sua pr\u00f3pria natureza\u201d (Sb 1,23). Estamos chamados \u00e0 Vida, a algo que n\u00e3o se corrompe nem corrompe, a algo que n\u00e3o acaba nunca. Por isso, n\u00e3o \u00e9 indiferente para o ser humano estar perto ou estar longe d\u2019Aquele que \u00e9 a fonte e origem da Vida. Todos sentimos o desejo de viver intensamente e viver com qualidade, quer no \u00e2mbito da vida familiar, social, laboral\u2026 <\/p>\n<p>No entanto, tamb\u00e9m experimentamos a morte. Experimentamos que sobrevivemos em vez de viver, que o ego\u00edsmo e o egocentrismo pr\u00f3prio e dos outros destr\u00f3i, que a n\u00e3o aceita\u00e7\u00e3o da vida como \u00e9 cria revolta e faz sofrer\u2026 \u00c9 preciso fazer-se consciente das \u201cdoen\u00e7as\u201d e das \u201cmortes\u201d que amea\u00e7am a nossa vida, que nos impedem de viver plenamente e com sentido. \u00c9 preciso n\u00e3o resignar-se nem conformar-se. \u00c9 preciso procurar solu\u00e7\u00f5es que n\u00e3o nos deixem pior mas que respondam verdadeiramente \u00e0 nossa sede de viver para al\u00e9m das coisas, de n\u00f3s mesmos, dos outros e das situa\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p>O Evangelho destaca a f\u00e9 de duas pessoas que sentindo na pele a doen\u00e7a e a morte, se aproximam de Jesus com a confian\u00e7a de que Ele tem o poder de curar. Jairo cai aos p\u00e9s de Jesus e \u201csuplica-Lhe com insist\u00eancia: \u00abA minha filha est\u00e1 a morrer. Vem impor-lhe as m\u00e3os, para que se salve e viva.\u00bb\u201d (Mc 5,23). Esta \u00e9 a atitude de quem humildemente reconhece que a vida n\u00e3o depende de si pr\u00f3prio, nem dos seus m\u00e9ritos, nem das suas for\u00e7as. \u00c9 a\u00ed que nos fazemos conscientes e experimentamos que n\u00e3o somos os donos da vida, mas o Senhor. \u00c9 Ele quem, no meio da confus\u00e3o e da multid\u00e3o, nos anima e nos diz como a Jairo: \u00abN\u00e3o temas; basta que tenhas f\u00e9\u00bb (Mc 5,36).<\/p>\n<p>A mulher doente h\u00e1 doze anos cr\u00ea profundamente que se tocar apenas o manto de Jes\u00fas fica curada. Por isso arrisca a meter-se no meio da multid\u00e3o, sai do seu isolamento, toca nas vestes de Jesus e fica curada. Tamb\u00e9m ela se prostra diante de Jesus e diz-lhe a verdade. A verdade de que era fr\u00e1gil, pobre e n\u00e3o tinha qualidade de vida por causa daquela doen\u00e7a que a mantinha afastada dos outros e de Deus. Quando algu\u00e9m se p\u00f5e diante de Deus como \u00e9 e como est\u00e1, Ele s\u00f3 pode devolver-lhe a Vida, o sentido e a for\u00e7a para seguir em frente.  <\/p>\n<p>Somos assim convidados a questionar-nos sobre o significado de Jesus Cristo na nossa vida. Para cada um de n\u00f3s, o contacto com Ele \u00e9 uma quest\u00e3o de vida ou morte? Como nos aproximamos da Sua Palavra, dos sacramentos, da ora\u00e7\u00e3o\u2026 onde Ele est\u00e1 presente e prolonga os seus gestos para estar perto de n\u00f3s hoje e dar-nos Vida? <\/p>\n<p>Filipa Amaro, FMVD<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-15491","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15491","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15491"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15491\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15491"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15491"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15491"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}