{"id":15516,"date":"2009-06-24T16:51:00","date_gmt":"2009-06-24T16:51:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=15516"},"modified":"2009-06-24T16:51:00","modified_gmt":"2009-06-24T16:51:00","slug":"grandes-investimentos-graves-irresponsabilidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/grandes-investimentos-graves-irresponsabilidades\/","title":{"rendered":"&#8220;Grandes investimentos&#8221; &#8211; graves irresponsabilidades?"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> Debaixo do fogo das lutas partid\u00e1rias, o tema \u00abgrandes investimentos\u00bb acha-se t\u00e3o desfocado que se torna quase imposs\u00edvel abord\u00e1-lo com um m\u00ednimo de clarivid\u00eancia. O Governo parece agir irresponsavelmente ao mant\u00ea-los na fase final do seu mandato. As oposi\u00e7\u00f5es parecem cair na irresponsabilidade de esquecer que eles foram objecto de consenso no passado, j\u00e1 implicaram despesas vultosas e remontam a datas muito recuadas: o \u00abaeroporto de Lisboa\u00bb (Ota, inicialmente, e agora Alcochete) j\u00e1 se encontrava previsto antes de 1974; e o TGV inscreve-se nos grandes projectos lan\u00e7ados, h\u00e1 mais de vinte anos, pelo Comiss\u00e3o Europeia presidida por Jacques Delors. O Governo poder\u00e1 n\u00e3o ser suficientemente respons\u00e1vel ao sacrificar, eventualmente, alguns investimentos de menor dimens\u00e3o e de mais dispers\u00e3o pelo pa\u00eds, como por exemplo a melhoria da rede escolar e a reabilita\u00e7\u00e3o urbana. Mas as oposi\u00e7\u00f5es n\u00e3o lhe ficam atr\u00e1s, na medida em que menosprezam o facto e n\u00e3o haver incompatibilidade  entre eles e os tais \u00abgrandes\u00bb; para al\u00e9m disso, esquece que o co-financiamento europeu est\u00e1 quase garantido para estes, e que seria bastante morosa e incerta a transfer\u00eancia para outros. <\/p>\n<p>Parece evidente que as actuais dificuldades econ\u00f3mico-financeiras e o termo do mandato governamental aconselham alguma prud\u00eancia na prossecu\u00e7\u00e3o dos \u00abgrandes investimentos\u00bb. Mas parece igualmente aconselh\u00e1vel que n\u00e3o se aproveitem estas duas condicionantes para p\u00f4r em causa orienta\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas antigas, sem se medirem as consequ\u00eancias e sem se examinar a coer\u00eancia com posi\u00e7\u00f5es anteriores. Tamb\u00e9m parece aconselh\u00e1vel n\u00e3o utilizar abusivamente o argumento dos encargos financeiros transferidos para gera\u00e7\u00f5es futuras; na verdade, n\u00e3o existe informa\u00e7\u00e3o consistente sobre o assunto e, por outro lado, as futuras gera\u00e7\u00f5es tanto podem criticar as actuais pelas suas d\u00edvidas como pela sua falta de coragem estrat\u00e9gica. <\/p>\n<p>A orienta\u00e7\u00e3o recomend\u00e1vel, e j\u00e1 aceite em parte, nesta mat\u00e9ria parece exigir uma postura \u00e9tica b\u00e1sica, em todas as for\u00e7as pol\u00edticas e nos cidad\u00e3os em geral. Essa postura implica, especialmente, que as posi\u00e7\u00f5es sobre os \u00abgrandes investimentos\u00bb n\u00e3o sejam tomadas com base nos crit\u00e9rios da luta partid\u00e1ria; mas sim \u00e0 luz de compromissos e despesas anteriores, bem como da an\u00e1lise custo-benef\u00edcio e dos imperativos do bem comum. Respeitando estes crit\u00e9rios, talvez seja vi\u00e1vel um consenso tendente a: honrar compromissos anteriores; n\u00e3o desperdi\u00e7ar os recursos j\u00e1 despendidos, por governos diferentes; reduzir o n\u00famero ou volume de projectos; e desacelerar, durante algum tempo, o ritmo dos que persistirem&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-15516","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15516","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15516"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15516\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15516"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15516"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15516"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}