{"id":15548,"date":"2009-07-02T15:00:00","date_gmt":"2009-07-02T15:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=15548"},"modified":"2009-07-02T15:00:00","modified_gmt":"2009-07-02T15:00:00","slug":"igreja-apela-a-mobilizacao-contra-a-crise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/igreja-apela-a-mobilizacao-contra-a-crise\/","title":{"rendered":"Igreja apela \u00e0 mobiliza\u00e7\u00e3o contra a crise"},"content":{"rendered":"<p>Bispos desafiam cat\u00f3licos a promover alternativas \u00e0 pobreza, sem depender do Estado<\/p>\n<p>A Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa (CEP) pediu aos cat\u00f3licos que se mobilizem contra a crise, promovendo alternativas \u00e0 pobreza sem estarem dependentes do Estado.<\/p>\n<p>Os Bispos de Portugal estiveram reunidos, de 15 a 18 de Junho de 2009, em F\u00e1tima, para participar nas Jornadas Pastorais do Episcopado, este ano sobre \u201cPastoral s\u00f3cio-caritativa: Novos problemas, novos caminhos de ac\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>As conclus\u00f5es da iniciativa foram apresentadas aos jornalistas por D. Carlos Azevedo. O presidente da Comiss\u00e3o Episcopal da Pastoral Social considera que \u201co fundamental \u00e9 mobilizar todos\u201d. \u201cTodos t\u00eam de ser res-pons\u00e1veis. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o governo que pode resolver este problema da crise, t\u00eam de ser todos os cidad\u00e3os, para que possa haver uma atitude de verdadeira mudan\u00e7a\u201d, indicou.<\/p>\n<p>As mudan\u00e7as passam por quest\u00f5es como a ecologia, a partilha do emprego ou do pr\u00f3prio dinheiro. \u201cN\u00e3o se trata s\u00f3 de ter institui\u00e7\u00f5es ou de ac\u00e7\u00f5es sociais, mas de mudar a mentalidade\u201d, apontou. Este respons\u00e1vel deixou cr\u00edticas aos que \u201cest\u00e3o \u00e0 espera que a crise passe, para voltar ao que era antes\u201d, bem como aos que \u201cpensam que ficar\u00e3o imunes\u201d. O Bispo Auxiliar de Lisboa defendeu que a mudan\u00e7a deve passar por dentro das comunidades crist\u00e3s. Nesse contexto, deu como exemplo a habitual partilha nas Eucaristias, frisando que para muitos esse gesto mais n\u00e3o \u00e9 do que \u201cdesembara\u00e7ar-se de uns trocados que t\u00eam nos bolsos\u201d.<\/p>\n<p>Crist\u00e3os em cargos n\u00e3o podem ser iguais<\/p>\n<p>O presidente da Comiss\u00e3o Episcopal da Pastoral Social assinalou que os crist\u00e3os que est\u00e3o presentes na pol\u00edtica, na cultura, na economia \u201cn\u00e3o podem ser iguais\u201d e pediu \u00e0s institui\u00e7\u00f5es cat\u00f3licas que n\u00e3o sejam \u201ct\u00e3o dependentes do Estado\u201d e criem \u201cmais autonomia\u201d. D. Carlos Azevedo admitiu que \u00e9 necess\u00e1rio ir al\u00e9m da ajuda de emerg\u00eancia, encontrando\u201d meios mais eficazes para a erradica\u00e7\u00e3o de pobreza\u201d. O prelado lamentou ainda a exist\u00eancia de uma mentalidade que estigmatiza os pobres.<\/p>\n<p>Em tempos de crise, aumentam as solicita\u00e7\u00f5es \u00e0 Igreja, que nem sempre tem meios para lhes responder. O Bispo Auxiliar de Lisboa considera que a solu\u00e7\u00e3o passa tamb\u00e9m por pressionar quem \u201ctem de resolver o problema\u201d e \u201cpuxar por quem deve resolver os problemas e est\u00e1 instalado no seu lugar\u201d. A Igreja, considerou, deve \u201cajudar as pessoas a bater \u00e0s portas certas\u201d, \u201cencaminh\u00e1-las para quem deve resolver os problemas\u201d.<\/p>\n<p>As Jornadas Pastorais, em que estiveram presentes delegados de cada uma das dioceses de Portugal, tiveram lugar na sequ\u00eancia da mesma tem\u00e1tica do recente Simp\u00f3sio, realizado em Lisboa, no m\u00eas de Maio: \u00abReinventar a solidariedade, em tempo de crise\u00bb, no qual participaram mais de mil pessoas, e ter\u00e1 continuidade na Semana Social, a realizar em Aveiro, de 20 a 22 de Novembro, subordinada ao tema: \u00abConstru\u00e7\u00e3o do bem comum &#8211; Responsabilidade da pessoa, da Igreja e do Estado\u00bb.<\/p>\n<p>Criatividade e pedagogia social precisam-se<\/p>\n<p>No documento das conclus\u00f5es das Jornadas, a CEP admite que a actual situa\u00e7\u00e3o exige \u201cinova\u00e7\u00e3o e criatividade\u201d, lembrando aos cat\u00f3licos que a ac\u00e7\u00e3o social da Igreja \u201cn\u00e3o \u00e9 mero suplemento das car\u00eancias das pol\u00edticas sociais do Estado\u201d.<\/p>\n<p>A Igreja admite envolver mais os leigos com a cria\u00e7\u00e3o de minist\u00e9rios \u201cvoltados para a caridade\u201d e apela a uma maior coordena\u00e7\u00e3o no trabalho realizado aos v\u00e1rios n\u00edveis, nacional, diocesano e paroquial. Sublinha, por outro lado, a import\u00e2ncia da coopera\u00e7\u00e3o com o Estado \u201cem campos como a educa\u00e7\u00e3o, a sa\u00fade, o apoio \u00e0 fam\u00edlia, sobretudo os mais carenciados\u201d. Uma palavra especial \u00e9 deixada aos estabelecimentos de acolhimento de jovens em risco, \u201cdada a especial dificuldades dos casos\u201d. Os Bispos defendem a \u201ctarefa urgente de um movimento de pedagogia social\u201d, que procura apresentar \u201cum novo paradigma de vida\u201d e fomentar \u201ca comunh\u00e3o e a partilha entre pessoas e institui\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>A Igreja quer \u201catender a situa\u00e7\u00f5es mais extremadas\u201d, como os sem-abrigo, as pessoas com defici\u00eancias, toxicodependentes, crian\u00e7as abandonadas pela fam\u00edlia, os idosos, as fam\u00edlias com pessoas \u201cgravemente doentes\u201d, a pobreza envergonhada, a precariedade e a mendicidade. Para a CEP, \u00e9 necess\u00e1rio \u201corientar para estilos de vida simples\u201d e \u201csensibilizar para decis\u00f5es que preservem a ecologia e incrementem os valores do ambiente e do clima\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bispos desafiam cat\u00f3licos a promover alternativas \u00e0 pobreza, sem depender do Estado A Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa (CEP) pediu aos cat\u00f3licos que se mobilizem contra a crise, promovendo alternativas \u00e0 pobreza sem estarem dependentes do Estado. 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