{"id":15566,"date":"2009-07-02T15:40:00","date_gmt":"2009-07-02T15:40:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=15566"},"modified":"2009-07-02T15:40:00","modified_gmt":"2009-07-02T15:40:00","slug":"renovados-na-caridade-somos-esperanca-no-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/renovados-na-caridade-somos-esperanca-no-mundo\/","title":{"rendered":"&#8220;Renovados na caridade, somos esperan\u00e7a no mundo&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Dia da Igreja Diocesana <!--more--> Leigos, consagrados e clero, com os dois Bispos de Aveiro, celebraram em Vagos o dia da comunidade diocesana<\/p>\n<p>O mundo precisa de ver na Igreja e nos crist\u00e3os \u201co rosto do amor de Deus\u201d, a \u201cesperan\u00e7a tornada compromisso\u201d e o \u201chumanismo talhado em caridade\u201d, afirmou D. Ant\u00f3nio Francisco, na Eucaristia que concluiu o Dia da Igreja Diocesana, celebrado no Santu\u00e1rio de Santa Maria de Vagos, no \u00faltimo Domingo de Junho.<\/p>\n<p>O dia foi vivido sob o lema \u201crenovados na caridade, somos esperan\u00e7a no mundo\u201d. Retomando a reflex\u00e3o da manh\u00e3, em que cerca de uma centena de pessoas reflectiu sobre os servi\u00e7os s\u00f3cio-caritativos, o Bispo de Aveiro sublinhou que o Plano para a Pastoral Social, que est\u00e1 em fase de conclus\u00e3o, ser\u00e1 \u201cum passo importante para tornar a caridade mais vis\u00edvel nas pessoas, movimentos e estruturas\u201d. \u201cQueremos ser igreja renovada na caridade, capazes de criar dinamismos para que todos os crist\u00e3os adquiram consci\u00eancia de que a caridade \u00e9 o maior sinal da vida crist\u00e3 das comunidades\u201d, disse.<\/p>\n<p>Trabalho caritativo em quest\u00e3o<\/p>\n<p>Durante a manh\u00e3, crist\u00e3os, quase todos ligados a servi\u00e7os de Igreja como IPSS (institui\u00e7\u00f5es particulares de solidariedade social), vicentinos, C\u00e1ritas e visitadores dos doentes, reflectiram em grupo sobre as novas necessidades sociais ou a rela\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os com a comunidade crist\u00e3. Pretendia-se que a reflex\u00e3o desse achegas para Plano de Pastoral Social que est\u00e1 em fase de conclus\u00e3o. Os trabalhos foram orientados pelo P.e Jo\u00e3o Gon\u00e7alves. Estava previsto que fossem dinamizados pelo novo vig\u00e1rio da Pastoral, o P.e Francisco Melo, que preparou o dia na generalidade, mas um problema de sa\u00fade impossibilitou a participa\u00e7\u00e3o deste sacerdote.<\/p>\n<p>O Correio do Vouga esteve no plen\u00e1rio e d\u00e1 conta dos principais contributos. O tom geral foi de que n\u00e3o h\u00e1 necessidade de novos grupos, mas \u00e9 necess\u00e1rio valorizar os que existem. Sugeriu-se, no entanto, tr\u00eas novos servi\u00e7os, um de acompanhamento de pessoas em luto, outro para ajudar as fam\u00edlias na adop\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e outro de visita aos lares, que \u201cdifunda a esperan\u00e7a\u201d. Ainda no cap\u00edtulo do voluntariado, sugeriu-se a cria\u00e7\u00e3o do dia paroquial do voluntariado, porque, disse um volunt\u00e1rio, \u201ctodos devemos estar ao servi\u00e7o, mas todos gostamos de ver o nosso servi\u00e7o reconhecido\u201d.<\/p>\n<p>Insistiu-se na forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3 dos recursos humanos, principalmente nas IPSS, e na rela\u00e7\u00e3o destas organiza\u00e7\u00f5es com a comunidade crist\u00e3. As IPSS da Igreja fazem caridade e servi\u00e7o social em nome da comunidade crist\u00e3, mas nem sempre isso \u00e9 reconhecido, seja pela comunidade envolvente, seja pelos pr\u00f3prios funcion\u00e1rios das IPSS.<\/p>\n<p>Chamou-se a aten\u00e7\u00e3o para a organiza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os, com bases de dados, recursos inform\u00e1ticos ou outros meios, como forma de evitar algum abuso por parte de pessoas necessitadas e sublinhou-se a necessidade de atacar as causas (falta de emprego e de forma\u00e7\u00e3o, na maioria dos casos) para al\u00e9m das consequ\u00eancias da pobreza (a priva\u00e7\u00e3o involunt\u00e1ria dos bens essenciais). <\/p>\n<p>Suspeitou-se que h\u00e1 institui\u00e7\u00f5es que recusam utentes que n\u00e3o podem pagar pelo menos parte do servi\u00e7o. \u201cPenso que isto n\u00e3o existe nas institui\u00e7\u00f5es crist\u00e3s \u2013 disse o porta-voz do grupo. Se existe, deve fazer-nos reflectir. Se n\u00e3o estamos marcados pelo esp\u00edrito fortemente crist\u00e3o, n\u00e3o podemos existir ligados \u00e0 Igreja\u201d.<\/p>\n<p>Alertou-se para a necessidade de comunica\u00e7\u00e3o e coordena\u00e7\u00e3o entre servi\u00e7os ligados a uma mesma par\u00f3quia ou mesmo a n\u00edvel arciprestal. Isto poder\u00e1 ser feito por um grupo coordenador, o que ter\u00e1 pelo menos tr\u00eas consequ\u00eancias positivas: evita perdas de tempo, aumenta a efic\u00e1cia do dinheiro gasto, gera-se capacidade para estar atento \u00e0s novas necessidades.<\/p>\n<p>Duas notas muito humanas, e de alguma forma provando que para al\u00e9m da caridade organizada ser\u00e1 sempre necess\u00e1ria a caridade que parte do cora\u00e7\u00e3o de cada pessoa, marcaram a reflex\u00e3o dos grupos e obtiveram ecos no plen\u00e1rio, apesar da humildade das protagonistas, an\u00f3nimas na assembleia. Uma senhora da Murtosa, perante o grande n\u00famero de idosos acamados, bateu a diversas portas e apresentou-se ao p\u00e1roco com um grupo de 15 volunt\u00e1rios que se prontificou a fazer a visita semanal aos 60 doentes. Uma necessidade sentida, uma solu\u00e7\u00e3o encontrada.<\/p>\n<p>\u201cPreciso que me cortem as unhas dos p\u00e9s\u201d<\/p>\n<p>Outro caso revela como por vezes se corre o risco de oferecer uma resposta quando a pergunta \u00e9 outra. Perante a insist\u00eancia das visitadoras, \u201cPrecisa de mais alguma coisa?\u201d, a doente nunca dizia nada. At\u00e9 que a certa altura disse mesmo: \u201cPreciso que me cortem as unhas dos p\u00e9s\u201d. Esta era uma necessidade escondida, talvez por vergonha, mas real. E foi cortando as unhas dos p\u00e9s que as visitadoras refor\u00e7aram os la\u00e7os com a doente. <\/p>\n<p>No recinto do Santu\u00e1rio, durante todo o dia, alguns grupos, movimentos e institui\u00e7\u00f5es de solidariedade social ligados \u00e0 Igreja mostraram os seus projectos mais recentes. P\u00f4de-se apreciar, entre outros, os projectos da Casa Sacerdotal, do novo lar da Gafanha da Nazar\u00e9 ou do centro de Actividades Ocupacionais da Palha\u00e7a. Avanca preferiu entregar na m\u00e3o de cada participante um folheto sobre o lar de cuidados continuados que vai construir nos pr\u00f3ximos anos. <\/p>\n<p>Jorge Pires Ferreira<\/p>\n<p>Padre e jovens em miss\u00e3o<\/p>\n<p>Na celebra\u00e7\u00e3o, D. Ant\u00f3nio Francisco enviou jovens e o P.e Filipe Coelho, que durante o Ver\u00e3o v\u00e3o fazer uma experi\u00eancia mission\u00e1ria em Angola ou no Brasil. Pediu-lhes para levarem com eles toda a Igreja de Aveiro e para trazerem o testemunho das outras igrejas. \u201cSenti que estamos convosco em todos os dias da vossa miss\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n<p>Ordena\u00e7\u00f5es no dia 12 de Julho<\/p>\n<p>O Bispo de Aveiro informou que ser\u00e3o ordenados seis di\u00e1conos permanentes e um presb\u00edtero, no dia 12 de Julho, \u00e0s 16h, na S\u00e9 de Aveiro, e pediu \u00e0s comunidades crist\u00e3s que \u201cpreparem este dia nas par\u00f3quias\u201d. Informou ainda que durante o Ver\u00e3o estar\u00e1 nas \u201ccomunidade com mais emigrantes em tempo de f\u00e9rias\u201d.<\/p>\n<p>Dois momentos com muitos jovens<\/p>\n<p>Durante as f\u00e9rias, dois eventos v\u00e3o congregar muito jovens. O primeiro acontece de 24 a 26 de Julho, em S\u00e3o Jacinto: o Festival Jota. Trata-se de um festival de m\u00fasica pop\/rock de inspira\u00e7\u00e3o crist\u00e3, com momentos de ora\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o. O segundo \u00e9 o acampamento dos escuteiros de Aveiro, de 31 de Julho a 6 de Agosto na Vagueira.<\/p>\n<p>Impress\u00f5es no Santu\u00e1rio de Vagos<\/p>\n<p>Manuel Calafate, Cacia<\/p>\n<p>\u00c9 importante, como crist\u00e3o, estar na presen\u00e7a do Sr. Bispo, com os presb\u00edteros, di\u00e1conos e crist\u00e3os de Aveiro. Sinto-me em comunh\u00e3o com a Diocese. Vim apenas da parte da tarde, para a Eucaristia, por ter responsabilidades na minha par\u00f3quia, de manh\u00e3. Foi a primeira vez que participei num Dia da Igreja Diocesana, com a minha mulher.<\/p>\n<p>Rosa Irene e H\u00e9lder Figueiredo, Trofa (\u00c1gueda)<\/p>\n<p>Interrog\u00e1mo-nos se n\u00e3o ter\u00e1 de haver mudan\u00e7as para que o dia seja mais participado. Pareceu-nos que o dia j\u00e1 foi mais participado noutros anos. Era o que est\u00e1vamos, precisamente, a comentar um com o outro. O nosso p\u00e1roco apelou \u00e0 participa\u00e7\u00e3o, lembrou que a Igreja n\u00e3o se encerra na par\u00f3quia, mas s\u00e3o poucos os que saltam para fora dos muros da par\u00f3quia, para viver esta dimens\u00e3o diocesana da Igreja. Talvez precisemos de outra dinamiza\u00e7\u00e3o. Costum\u00e1mos participar, mas este ano tivemos mais um motivo, para al\u00e9m do encontro e da partilha. A nossa filha vai como volunt\u00e1ria mission\u00e1ria para Benguela, Angola.<\/p>\n<p>Jovens volunt\u00e1rios<\/p>\n<p>Sara Santana, 21 anos, Estudante de Medicina, \u00cdlhavo<\/p>\n<p>Vou como volunt\u00e1ria, durante o m\u00eas de Agosto, para Lwena, Angola. N\u00e3o quero ter muitas expectativas, mas quero estar preparada para desenvolver algum trabalho, na dimens\u00e3o humana e crist\u00e3, ainda que o tempo seja pouco. Espero aprofundar a voca\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria. O meu \u00fanico medo \u00e9 n\u00e3o cumprir o que se espera de mim. <\/p>\n<p>Lu\u00eds Reigota, 21 anos, Carpinteiro, Vagos<\/p>\n<p>Vou trabalhar durante duas semanas numa Casa do Gaiato &#8211; acabei de saber h\u00e1 minutos. Espero poder ser \u00fatil. Este voluntariado fora da zona de resid\u00eancia \u00e9 uma primeira etapa para que no pr\u00f3ximo ano possa trabalhar numa miss\u00e3o. Espero ser capaz de ajudar e de dar bom testemunho crist\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia da Igreja Diocesana<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-15566","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15566","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15566"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15566\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15566"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15566"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15566"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}