{"id":15578,"date":"2009-07-02T16:25:00","date_gmt":"2009-07-02T16:25:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=15578"},"modified":"2009-07-02T16:25:00","modified_gmt":"2009-07-02T16:25:00","slug":"quem-tem-a-chave-destas-portas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/quem-tem-a-chave-destas-portas\/","title":{"rendered":"Quem tem a chave destas portas?"},"content":{"rendered":"<p>Uma pedrada por semana <!--more--> Portas que se abrem e se fecham, a partir da festa da Comunh\u00e3o Solene e do Crisma, para muitos que nesta festa foram protagonistas principais. Cada ano, com a dor de muitos p\u00e1rocos, a indiferen\u00e7a de muitas fam\u00edlias, a tenta\u00e7\u00e3o de des\u00e2nimo de muitos catequistas, o ar cr\u00edtico, mais ou menos sens\u00edvel, de muitas comunidades, a interroga\u00e7\u00e3o e a perplexidade de muitos bispos, o rosto de alegria e entusiasmo dos que ficam e o encolher de ombros dos que partem a dizer \u201cj\u00e1 chega\u201d.<\/p>\n<p>O problema p\u00f5e-se sobretudo com os crismados. J\u00e1 anda por a\u00ed, em revistas e jornais, com o desabafo de pastores e a interroga\u00e7\u00e3o persistente de crist\u00e3os mais conscientes.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 problema sem solu\u00e7\u00e3o? Bastar\u00e1 dizer que \u201csempre fica alguma coisa\u201d? Mudar idades e tempos de prepara\u00e7\u00e3o, fazer propostas aliciantes, juntar iniciativas com mais exig\u00eancia, chegar\u00e1? Tudo isto se faz e os resultados continuam poucos e passageiros.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a interior \u00e9 fruto do conhecimento e da compreens\u00e3o do que est\u00e1 em causa. S\u00f3 ela move vontades. Opera-se por um lento processo que se chama \u201cinicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3\u201d, indispens\u00e1vel, e que a maioria nunca fez ou seja. A pedagogia de Cristo que deu motivos para se viver como homens novos, e n\u00e3o fez serm\u00f5es para se decorarem.<\/p>\n<p>O iniciado na f\u00e9, com caminhada feita por caminho adequado, embora sempre em crescimento e amadurecimento, \u00e9 um baptizado, que com a ajuda de um crist\u00e3o adulto, foi desenvolvendo em si as energias baptismais, saboreando o sentir-se amado de Deus, aberto \u00e0 compreens\u00e3o do mist\u00e9rio de Deus Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo, na comunh\u00e3o da Igreja,  e disposto a assumir activamente a sua parte na miss\u00e3o no mundo. Tenta viver com liberdade e convic\u00e7\u00e3o no caminho iniciado, dar o que recebeu de outros, alicer\u00e7ar no aprofundamento da f\u00e9 os motivos pessoais para estar, agir e continuar na Igreja\u2026Conheceu o caminho, entrou e tem agora condi\u00e7\u00f5es para caminhar por seu p\u00e9.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que a catequese que, generosamente, se ministra ao longo de dez anos \u2013 caso \u00fanico na Europa! \u2013, \u00e9 um ensinamento para a vida e faz crist\u00e3os alegres e conscientes?<\/p>\n<p>A chave est\u00e1 nas m\u00e3os da Igreja, dos respons\u00e1veis e das comunidades. Digo-o com a convic\u00e7\u00e3o de algu\u00e9m que est\u00e1 dentro e abriu caminhos. <\/p>\n<p>A pedagogia do catecumenado \u00e9 conhecida. Catequistas formados, comunidades acordadas, m\u00e3os respons\u00e1veis a orientar o arado. Mais do que estar sempre a \u201cmudar fechaduras\u201d, mostre-se aos jovens a seriedade crist\u00e3 de quem se empenha na causa do Evangelho, que entrou e persiste no caminho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pedrada por semana<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-15578","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15578","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15578"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15578\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15578"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15578"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15578"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}