{"id":15583,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=15583"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"a-semana-5","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-semana-5\/","title":{"rendered":"A Semana"},"content":{"rendered":"<p>A norma seguida por muitos \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o social de que s\u00f3 s\u00e3o not\u00edcias hist\u00f3rias como a do homem que mordeu o c\u00e3o continua a marcar o quotidiano de alguns jornalistas, decerto em muitos casos a isso obrigados. E com a vida da Igreja Cat\u00f3lica, esse princ\u00edpio \u00e9 seguido rigorosamente no dia-a-dia. Atente-se no que aconteceu a prop\u00f3sito de um pseudodocumento que iria proibir palmas e dan\u00e7as e at\u00e9 a participa\u00e7\u00e3o de mulheres como ac\u00f3litas nas Eucaristias (Ver p\u00e1gina 4).<\/p>\n<p>Que saibamos, todos os grande jornais, r\u00e1dios ou televis\u00f5es dedicaram amplos espa\u00e7os ao assunto, mesmo sem consultarem, a maior parte das vezes, os respons\u00e1veis eclesiais mais pr\u00f3ximos. Era tema, pelos vistos, que atrairia mais leitores, mais ouvintes e mais telespectadores. S\u00f3 porque era pol\u00e9mico.<\/p>\n<p>No entanto, as not\u00edcias das viagens do Papa, os seus documentos e interven\u00e7\u00f5es, bem como  dos bispos, as grandes jornadas e semin\u00e1rios promovidos pela Igreja Cat\u00f3lica para debate de quest\u00f5es pertinentes para a vida da pessoas e comunidades, quase sempre merecem apenas curtas notas de rodap\u00e9, tal como o muito bom que se faz a n\u00edvel social. Mas se um bispo, um padre ou um qualquer crist\u00e3o leigo t\u00eam um simples deslize, logo surgem reportagem com grandes parangonas. O negativo, afinal, \u00e9 que importa. A informa\u00e7\u00e3o objectiva e pela positiva, a forma\u00e7\u00e3o para os valores essenciais a uma vida digna, a abertura \u00e0 cultura e a promo\u00e7\u00e3o da solidariedade est\u00e3o mesmo pelas ruas da amargura em muita comunica\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>\u00c0s vezes temos a sensa\u00e7\u00e3o de que h\u00e1 temas que gozam de alguns privil\u00e9gios entre n\u00f3s. A comunica\u00e7\u00e3o social d\u00e1-lhes relevo e a aten\u00e7\u00e3o das pessoas logo se volta para eles com gestos de solidariedade e campanhas de sensibiliza\u00e7\u00e3o para responder aos problemas e desafios que s\u00e3o suscitados. Foi assim com a sida, com a pneumonia at\u00edpica e com a droga, por exemplo. No entanto, outras doen\u00e7as, com capacidade para destruir seres humanos e suas fam\u00edlias, permanecem ignoradas pela nossa quase generalizada indiferen\u00e7a. <\/p>\n<p>Neste n\u00famero do Correio do Vouga, levantamos o v\u00e9u de uma dessas doen\u00e7as que afectam centenas de milhares de portugueses, directa ou indirectamente. Referimo-nos ao alcoolismo que n\u00e3o tem cura, mas que pode ser bloqueado para que o doente consiga levar uma vida digna e perfeitamente normal.<\/p>\n<p>Visit\u00e1mos o Centro de Alco\u00f3licos Recuperados do Distrito de Aveiro, dirigido com paix\u00e3o por um doente que consegue acorrentar o v\u00edcio que o dominou durante muito tempo. Hoje ajuda quem estiver interessado em imit\u00e1-lo. <\/p>\n<p>Neste espa\u00e7o de reflex\u00e3o, queremos denunciar, contudo, as dificuldades que o Centro tem enfrentado. As ajudas estatais s\u00e3o pouqu\u00edssimas e a indiferen\u00e7a das popula\u00e7\u00f5es \u00e9 enorme. E Portugal continua com centenas de milhares de doentes e suas fam\u00edlias a sofrerem os dramas que o \u00e1lcool alimenta, quantas vezes \u00e0 vista de tantos de n\u00f3s.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A norma seguida por muitos \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o social de que s\u00f3 s\u00e3o not\u00edcias hist\u00f3rias como a do homem que mordeu o c\u00e3o continua a marcar o quotidiano de alguns jornalistas, decerto em muitos casos a isso obrigados. E com a vida da Igreja Cat\u00f3lica, esse princ\u00edpio \u00e9 seguido rigorosamente no dia-a-dia. 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