{"id":15589,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=15589"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"xxvii-domingo-do-tempo-comum-ano-b","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/xxvii-domingo-do-tempo-comum-ano-b\/","title":{"rendered":"XXVII Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano B"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra <!--more--> O projecto ideal de Deus para o homem e para a mulher \u00e9 o tema central da Palavra deste domingo. Este projecto pode resumir-se assim: Deus Trindade, que \u00e9 comunh\u00e3o, quer que o seu amor se reflicta na humanidade, sobretudo atrav\u00e9s da comunidade de amor, firme e indestrut\u00edvel, de um homem e de uma mulher, vivido na m\u00fatua doa\u00e7\u00e3o e entrega. Esta \u00e9 a meta do amor humano e, consequentemente, o caminho de realiza\u00e7\u00e3o e de felicidade. <\/p>\n<p>Encontramos este tema na primeira e na terceira leitura. A per\u00edcopa do livro do G\u00e9nesis, que hoje lemos, apresenta-nos uma segunda narrativa da cria\u00e7\u00e3o do homem e da mulher. \u00c9 como que uma catequese, onde o autor javista nos quer inculcar a ideia de que o ser humano s\u00f3 se realiza na rela\u00e7\u00e3o com outro ser humano, declarada na palavra do Senhor Deus: \u201cn\u00e3o \u00e9 bom que o homem esteja s\u00f3\u201d. Quem teima em ficar s\u00f3 e recusa o di\u00e1logo e a comunh\u00e3o com os que o\/a rodeiam, definha e morre na sua infelicidade. O amor \u00e9 a voca\u00e7\u00e3o natural do ser humano. E n\u00e3o h\u00e1 amor sem partilha e autodoa\u00e7\u00e3o, quer a n\u00edvel de bens espirituais quer materiais. Por isso, Deus fez cair o homem num grande \u00eaxtase, o \u00eaxtase do amor, e colocou a seu lado a mulher. O homem, ent\u00e3o, exclamou: \u201cEsta \u00e9 realmente osso dos meus ossos e carne da minha carne\u201d, o que significa que o homem e a mulher s\u00e3o radicalmente iguais em dignidade, ambos participantes do projecto divino. Esta afirma\u00e7\u00e3o exclui, portanto, toda a tenta\u00e7\u00e3o de dom\u00ednio, de escravid\u00e3o e de prepot\u00eancia de um sobre o outro. Se ambos s\u00e3o iguais diante de Deus, tamb\u00e9m o h\u00e3o-de ser diante da comunidade humana e crist\u00e3. <\/p>\n<p>O evangelista Marcos apresenta-nos Jesus diante de uma prova a que os judeus o pretendem sujeitar: \u201cPode um homem repudiar a sua mulher? Jesus responde, por fim: \u201cDeus f\u00ea-los homem e mulher. Por isso, o homem deixar\u00e1 pai e m\u00e3e para se unir \u00e0 sua esposa, e os dois ser\u00e3o uma s\u00f3 carne\u201d. Como acima afirm\u00e1mos, este \u00e9 o projecto ideal de Deus para o homem e para a mulher que se amam: viverem um amor firme e indestrut\u00edvel, capaz de sobreviver a todas as tens\u00f5es, fraquezas e dificuldades, apesar da fragilidade do amor humano. Este s\u00f3 tem a garantia de ser duradoiro e fiel, de ambas as partes, quando \u00e9 apoiado na for\u00e7a de Deus que \u00e9 AMOR. A sociedade contempor\u00e2nea dificulta a fidelidade dos esposos, pelos modelos que apresenta na comunica\u00e7\u00e3o social e na pr\u00f3pria vida real das pessoas p\u00fablicas. \u00c0 menor dificuldade resolve-se o problema pela separa\u00e7\u00e3o dos esposos, ou, mais frequentemente, o homem e a mulher unem-se sem contrair nenhum v\u00ednculo, para ficarem mais livres para uma eventual separa\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Por\u00e9m, por vezes, h\u00e1 dificuldades reais e pessoas incompat\u00edveis na rela\u00e7\u00e3o interpessoal. Estas como que se sentem obrigadas a separar-se para um maior bem pessoal e dos filhos. A estes havemos de respeitar e ajudar a encontrar a sua plena realiza\u00e7\u00e3o, segundo o projecto de Deus. N\u00e3o se deve marginalizar ningu\u00e9m, mas dar testemunho da bondade e da miseric\u00f3rdia de Deus, que l\u00ea no mais fundo dos cora\u00e7\u00f5es e ama cada pessoa no interior da sua condi\u00e7\u00e3o existencial. Na segunda leitura, tirada da carta aos Hebreus, o autor apresenta-nos Jesus assumindo a condi\u00e7\u00e3o de debilidade dos homens e mulheres e morrendo na cruz, para nos revelar o grande amor de Deus. Como n\u00e3o havemos n\u00f3s, tamb\u00e9m, de manifestar este amor uns para com os outros?<\/p>\n<p>Leituras do XXVII Leituras do XXVI Domingo Comum &#8211; Ano B<\/p>\n<p>Gn 2,18-24; Sl 127 (128); Heb 2,9-11; Mc 10,2-16<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[70],"tags":[],"class_list":["post-15589","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-diocese"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15589","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15589"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15589\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15589"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15589"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15589"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}