{"id":15623,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=15623"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"fornacao-profissional-exemplos-desprezados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/fornacao-profissional-exemplos-desprezados\/","title":{"rendered":"Forna\u00e7\u00e3o profissional &#8211; exemplos desprezados"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> 1. As discuss\u00f5es sobre a forma\u00e7\u00e3o profissional esquecem e at\u00e9 desprezam uma parte significativa da realidade formativa. Precisamente a realidade vivida por quem n\u00e3o beneficiou de cursos e onde se observam exemplos dignos de registo.<\/p>\n<p>Registam-se aqui tr\u00eas desses exemplos: um \u00e9 tipicamente profissional; o segundo \u00e9 equipar\u00e1vel \u00e0 vida profissional, embora n\u00e3o seja reconhecido como tal; e o terceiro respeita apenas \u00e0 vida corrente, mas relaciona-se claramente com a esfera profissional.<\/p>\n<p>2. O primeiro exemplo \u00e9 o de largos milhares de trabalhadores e empres\u00e1rios que obtiveram elevados graus de saber no pr\u00f3prio trabalho. A\u00ed assimilaram conhecimentos e experi\u00eancias vindos de gera\u00e7\u00f5es anteriores. Tamb\u00e9m souberam adaptar-se a novas tecnologias, a novas modalidades de organiza\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o, a rela\u00e7\u00f5es comerciais de grande exig\u00eancia incluindo as de \u00e2mbito internacional&#8230;<\/p>\n<p>Normalmente, estes conhecimentos e experi\u00eancias foram adquiridos com base na intui\u00e7\u00e3o pessoal, nos contributos de colegas, nos desafios de cada dia, nos ensinamentos provenientes de fornecedores, de clientes e de v\u00e1rias outras entidades. Todo este potencial de aquisi\u00e7\u00e3o de saber tem sido menosprezados pela forma\u00e7\u00e3o oficial (apesar de algum esfor\u00e7o de reconhecimento observado nos \u00faltimos anos). E, quanto ao futuro, subsistem ainda muitas sombras&#8230;<\/p>\n<p>3. Um outro exemplo frisante de forma\u00e7\u00e3o \u00e9 o do trabalho dom\u00e9stico. Ao longo dos s\u00e9culos, as casas de fam\u00edlia foram sempre escolas extraordin\u00e1rias de aprendizagens tradicionais diversas, sobretudo para as mulhares. Por\u00e9m, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, ocorreram avan\u00e7os qualitativos extraordin\u00e1rios, sem qualquer contributo da forma\u00e7\u00e3o oficial.<\/p>\n<p>A adapta\u00e7\u00e3o aos electrodom\u00e9sticos, a utiliza\u00e7\u00e3o de equipamentos sofisticados, o aumento substancial da produtividade, uma s\u00e1bia concilia\u00e7\u00e3o entre a vida familiar e a profissional, tudo isso aconteceu a partir da intui\u00e7\u00e3o, da experimenta\u00e7\u00e3o, de rela\u00e7\u00f5es e contactos diversos, num esfor\u00e7o permanente de auto-aprendizagem.<\/p>\n<p>4. O terceiro exemplo de forma\u00e7\u00e3o desprezada respeita \u00e0 difus\u00e3o e interioriza\u00e7\u00e3o das novas tecnologias na vida corrente, inclusivamente a partir da inf\u00e2ncia. A utiliza\u00e7\u00e3o dos telem\u00f3veis e dos cart\u00f5es de cr\u00e9dito, a realiza\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es diversas nas caixas multibanco, o dom\u00ednio de equipamentos de som e de v\u00eddeo, a pr\u00e1tica de jogos electr\u00f3nicos e tantas outras destrezas adquiridas quase por instinto (como se a intelig\u00eancia estivesse nas pontas dos dedos e nos sentidos) revelam a enorme capacidade de aprendizagem dispersa pela generalidade das pessoas.<\/p>\n<p>Trata-se de uma verdadeira criatividade aprendente, largamente difundida na popula\u00e7\u00e3o, constituindo uma base promissora de desenvolvimento.<\/p>\n<p>5. Face a estas realidades, pede-se \u00e0 forma\u00e7\u00e3o formal (oficial ou particular) que saiba reconhec\u00ea-las, basear-se nelas e que \u2014 em vez de as atrofiar e desprezar \u2014 contribua para a sua racionaliza\u00e7\u00e3o, melhoria e crescimento.<\/p>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o profissional do futuro n\u00e3o pode consistir na substitui\u00e7\u00e3o da vida pela escola (ou centro de forma\u00e7\u00e3o). \u00c9 indispens\u00e1vel que seja a vida enriquecida pela escola, e vice-versa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[61],"tags":[],"class_list":["post-15623","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-actualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15623","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15623"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15623\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15623"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15623"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15623"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}