{"id":15632,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=15632"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"a-festa-5","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-festa-5\/","title":{"rendered":"A Festa (5)"},"content":{"rendered":"<p>Notas Lit\u00fargicas <!--more--> F) A P\u00e1scoa, chave da festa crist\u00e3<\/p>\n<p>Se h\u00e1 algu\u00e9m que tem motivos para fazer festa \u00e9 a comunidade crist\u00e3. Todos os valores que se podem pensar como apetec\u00edveis s\u00e3o precisamente o objecto da nossa f\u00e9 e da nossa celebra\u00e7\u00e3o: a alian\u00e7a com Deus, a salva\u00e7\u00e3o e a felicidade que Ele nos d\u00e1, a verdadeira liberta\u00e7\u00e3o de toda a escravid\u00e3o, a vit\u00f3ria de Cristo contra o mal e a morte, a vis\u00e3o positiva da cria\u00e7\u00e3o c\u00f3smica e da pessoa humana, a perspectiva de felicidade escatol\u00f3gica&#8230;.<\/p>\n<p>Mas, sobretudo, a chave da festa crist\u00e3 \u00e9 a P\u00e1scoa de Jesus, o Senhor. Os crist\u00e3os centram todo o calend\u00e1rio das suas celebra\u00e7\u00f5es no mist\u00e9rio da entrega pascal de Cristo na cruz, o acontecimento b\u00e1sico e constituinte da sua identidade, no qual se realizaram de uma vez para sempre a liberta\u00e7\u00e3o, a reconcilia\u00e7\u00e3o, a nova alian\u00e7a, a gra\u00e7a e a vit\u00f3ria da vida&#8230; Se toda a festa \u00e9 um \u00absim\u00bb \u00e0 vida, a P\u00e1scoa \u00e9 a concentra\u00e7\u00e3o mais densa da vida. \u00abOnde est\u00e1, \u00f3 morte, a tua vit\u00f3ria?\u00bb \u00e9 o grito, entre ir\u00f3nico e triunfal, de Paulo, que a comunidade crist\u00e3 faz seu. O crist\u00e3o v\u00ea tudo \u2013 desde o cosmos at\u00e9 \u00e0 sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria pessoal e colectiva \u2013 como um descolar da P\u00e1scoa de Cristo. Tomando a ideia de S.to Atan\u00e1sio, a ideia-for\u00e7a de Taiz\u00e9 foi, muitas vezes: \u00abJesus ressuscitado faz da vida humana uma festa cont\u00ednua.\u00bb E, dentro desta vis\u00e3o global, cada uma das celebra\u00e7\u00f5es que chamamos festas as entendemos em chave pascal: n\u00e3o s\u00f3 a P\u00e1scoa, ou Ascens\u00e3o, ou Pentecostes, mas tamb\u00e9m o Natal, a Epifania e cada um dos sacramentos; desde o domingo semanal at\u00e9 \u00e0s pr\u00f3prias festas da Virgem Maria e dos Santos, momentos privilegiados que marcam toda uma vida compreendida como dom e gra\u00e7a. Os antigos falavam de risus paschalis, o riso pascal: este poderia ser considerado como o contexto global de toda a festa crist\u00e3.<\/p>\n<p>Se toda a festa \u00e9 actualiza\u00e7\u00e3o de um acontecimento passado essa \u00e9 precisamente a dimens\u00e3o essencial da festa crist\u00e3 ou da celebra\u00e7\u00e3o de todo o sacramento: o acontecimento \u00fanico e irrepet\u00edvel, a P\u00e1scoa, torna-se presente e acess\u00edvel para que o crist\u00e3o participe nela. A festa da Ascens\u00e3o \u00e9 festa de Cristo mas tamb\u00e9m nossa. O baptismo \u00e9 entendido por Paulo como uma celebra\u00e7\u00e3o na qual todos os crist\u00e3os foram con-crucificados, con-sepultados, con-ressuscitados e con-sentados \u00e0 direita de Deus com Cristo. A sua P\u00e1scoa no-la comunica pelo seu Esp\u00edrito precisamente na celebra\u00e7\u00e3o festiva, sacramental ou do ano lit\u00fargico. E assim se cumpre a din\u00e2mica entre o in illo tempore (naquele tempo) e o hodie (hoje) da festa celebrada. Com isso se regenera continuamente a nossa identidade como comunidade crist\u00e3. Como dizia S. Le\u00e3o Magno, na festa do Natal: \u00abcelebramos o natal de Nosso Senhor: celebramos as nossas pr\u00f3prias origens.\u00bb<\/p>\n<p>Por isso, \u00e9 explic\u00e1vel a centralidade da eucaristia em cada festa crist\u00e3: ela \u00e9 a concentra\u00e7\u00e3o mais expressiva do acontecimento pascal \u2013 o Cristo \u00abentregue por n\u00f3s\u00bb \u2013, a celebra\u00e7\u00e3o do presente \u2013 uma comunidade que acolhe a palavra, que canta e louva, que celebra, come e bebe, entrando em comunh\u00e3o de vida com o seu Senhor \u2013 e se projecta para o futuro com esperan\u00e7a comprometida \u2013 \u00abat\u00e9 que venha\u00bb. A festa crist\u00e3 encontra a sua melhor express\u00e3o na aclama\u00e7\u00e3o: \u00abAnunciamos, Senhor, a vossa morte, proclamamos a vossa ressurrei\u00e7\u00e3o. Vinde, Senhor Jesus.\u00bb<\/p>\n<p>SDPL<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Notas Lit\u00fargicas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[70],"tags":[],"class_list":["post-15632","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-diocese"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15632","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15632"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15632\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15632"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15632"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15632"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}