{"id":15665,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=15665"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"a-festa-6","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-festa-6\/","title":{"rendered":"A Festa (6)"},"content":{"rendered":"<p>Notas Lit\u00fargicas <!--more--> G) O domingo, a festa primordial<\/p>\n<p>O dia de festa por excel\u00eancia para a comunidade crist\u00e3 \u00e9 o domingo, a \u00abfesta primordial\u00bb. \u00c9 algo mais, muito mais que um dia em que n\u00e3o se trabalha. Os nomes, que as primeiras comunidades de crist\u00e3os lhe deram, indicam j\u00e1 expressivamente toda a carga teol\u00f3gica que viam neste dia de festa. <\/p>\n<p>O domingo \u00e9 o dia primeiro e, ao mesmo tempo, o dia oitavo. O dia primeiro, porque nos recorda a cria\u00e7\u00e3o, quando Deus come\u00e7ou e concluiu a sua obra criadora. O dia primeiro, porque nele sucedeu o grande acontecimento da nova cria\u00e7\u00e3o, a ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus, o primog\u00e9nito de toda a cria\u00e7\u00e3o. Mas, por sua vez, os Padres da Igreja gostavam de chamar ao domingo o \u00abdia oitavo\u00bb: ou seja, o dia que sucede \u00e0 semana completa, o que volta a come\u00e7ar, o que projecta o tempo para a frente, para a plenitude esperada, inaugurando a nova cria\u00e7\u00e3o. Por isso, o domingo \u00e9, ao mesmo tempo, a grande mem\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o j\u00e1 cumprida e a grande profecia da sua total realiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O domingo \u00e9 o dia do Senhor por antonom\u00e1sia. Do Senhor Jesus, na sua nova exist\u00eancia de Ressuscitado. Os crist\u00e3os re\u00fanem-se no domingo: \u00e9 o dia da comunidade, da assembleia eucar\u00edstica, na qual celebram a Palavra, que Deus lhes dirige, e a frac\u00e7\u00e3o do P\u00e3o, que Cristo lhes oferece. Numa s\u00edntese harm\u00f3nica sucede que, no \u00abdia do Senhor\u00bb (o domingo), se re\u00fane a \u00abcomunidade do Senhor\u00bb (a Igreja), para celebrar a \u00abCeia do Senhor\u00bb (a Eucaristia).<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o domingo \u00e9 tamb\u00e9m o dia de descanso e da liberdade. \u00c9 como um voltar semanal \u00e0 natureza como obra de Deus, celebrando o poder criador de Deus e a tarefa colaboradora encomendada ao homem. Gozar da natureza faz parte da festividade dominical para muitas fam\u00edlias. <\/p>\n<p>O descanso dominical n\u00e3o tem um sentido negativo \u2013o n\u00e3o trabalhar \u2013 mas claramente positivo: participar do descanso do Criador e da nova liberdade de Cristo glorioso. Um descanso n\u00e3o s\u00f3 funcional \u2013 recuperar for\u00e7as para trabalhar mais no dia seguinte \u2013 mas cultual, participando da b\u00ean\u00e7\u00e3o do dia do Senhor, com um dia de tr\u00e9gua na afanosa correria da subsist\u00eancia, e de gesto prof\u00e9tico de liberta\u00e7\u00e3o das m\u00e1quinas e da produtividade. <\/p>\n<p>E, ao mesmo tempo, o domingo deveria ser o dia da comunica\u00e7\u00e3o humana, cumprindo assim tamb\u00e9m outra das caracter\u00edsticas da festa. \u00c9 o dia que torna pobres e ricos  iguais no descanso, visto que a festa \u00e9 uma vida mais informal e gratuita. O dia que deveria servir-nos para nos reencontrarmos a n\u00f3s mesmos na nossa pr\u00f3pria identidade de pessoas livres e de crist\u00e3os, convencidos da vit\u00f3ria libertadora de Cristo; e tamb\u00e9m para reencontrar os outros num clima mais humano e amistoso. Um dia de paz entre os homens e a natureza, entre homem e mulher, entre homem e Deus.<\/p>\n<p>Mem\u00f3ria, profecia, celebra\u00e7\u00e3o. O domingo \u00e9 um dia em que nos torna mais humanos e que reaviva a nossa identidade de crist\u00e3os: que nos recorda e projecta, enquanto \u00abreis da cria\u00e7\u00e3o\u00bb, chamados a colaborar com o Criador; que nos recorda e projecta na nossa condi\u00e7\u00e3o de crentes no Ressuscitado e de membros de uma comunidade crist\u00e3, nascida no baptismo e continuamente renovada na Eucaristia.<\/p>\n<p>SDPL<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Notas Lit\u00fargicas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[70],"tags":[],"class_list":["post-15665","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-diocese"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15665","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15665"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15665\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15665"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15665"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15665"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}