{"id":15689,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=15689"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"xxxi-domingo-do-tempo-comum-ano-b-comemoracao-dos-fieis-defuntos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/xxxi-domingo-do-tempo-comum-ano-b-comemoracao-dos-fieis-defuntos\/","title":{"rendered":"XXXI Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano B, Comemora\u00e7\u00e3o dos Fi\u00e9is Defuntos"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra <!--more--> Dada a import\u00e2ncia que a Igreja d\u00e1 \u00e0 vida para al\u00e9m desta vida, \u00e0 vida eterna, a Liturgia do XXXI domingo \u00e9 substitu\u00edda pela da Comemora\u00e7\u00e3o dos Fi\u00e9is Defuntos. O culto dos defuntos \u00e9 t\u00e3o antigo como as mais antigas civiliza\u00e7\u00f5es. Embora com cren\u00e7as muito diversificadas, muita gente acredita que a vida humana tem em si um g\u00e9rmen de eternidade, que n\u00e3o a deixa acabar para sempre com a morte pessoal. A certeza desta intui\u00e7\u00e3o foi-nos dada pela experi\u00eancia de Jesus Cristo, que morreu e voltou \u00e0 vida pela Sua ressurrei\u00e7\u00e3o. Muitos O viram e n&#8217; Ele acreditaram. E este testemunho cont\u00e9m em si uma for\u00e7a t\u00e3o poderosa, que os s\u00e9culos v\u00e3o passando e cada vez h\u00e1 mais crentes na vida para al\u00e9m da vida. Estudos cient\u00edficos acompanhados de depoimentos pessoais nos v\u00e3o informando de que a vida humana, uma vez iniciada, n\u00e3o tem fim. Isto corresponde \u00e0 aspira\u00e7\u00e3o de cada pessoa, embora algumas correntes de pensamento nos apresentem a vida como um absurdo incontorn\u00e1vel ou como uma simples mat\u00e9ria desagreg\u00e1vel.<\/p>\n<p>A Palavra deste domingo pode iluminar-nos nesta perspectiva. Deus tem um projecto de vida para o ser humano e, no horizonte final da sua carreira terrestre, est\u00e1 uma vida de comunh\u00e3o com Deus, com a humanidade e com o cosmos, uma vida sem fim, plenamente realizada e feliz. Esta ideia aparece na primeira leitura, tirada do livro de Isa\u00edas, sob a imagem de um \u201cbanquete\u201d. O pr\u00f3prio Senhor prepara, para todos, \u201cum banquete de manjares suculentos\u201d. A\u00ed n\u00e3o haver\u00e1 mais morte, nem l\u00e1grimas, nem dor. Por este facto havemos de nos encher de esperan\u00e7a e de serenidade, porque os nossos medos e fragilidades n\u00e3o s\u00e3o a \u00faltima palavra da nossa exist\u00eancia. Antes, por\u00e9m, todos caminhamos ao encontro da festa definitiva que Deus prepara para todos os que aceitam este Seu convite. Paulo, na segunda leitura, exorta os crist\u00e3os a n\u00e3o viverem na ignor\u00e2ncia relativamente aos defuntos, de modo a que n\u00e3o andem abatidos e tristes, como os que n\u00e3o t\u00eam f\u00e9 nem esperan\u00e7a. \u201cSe acreditamos que Jesus morreu e ressuscitou, do mesmo modo, Deus levar\u00e1 com Jesus os que em Jesus tiverem morrido. Assim estaremos sempre com o Senhor. Consolai-vos uns aos outros com estas palavras\u201d. A certeza da felicidade eterna h\u00e1-de encher a nossa exist\u00eancia quotidiana da busca de vida e de felicidade e h\u00e1-de empenhar-nos na luta pela paz e pela justi\u00e7a, na certeza de que \u00e9 no aqui e agora, com gestos concretos, que come\u00e7amos a construir o mundo novo e a anunciar a ressurrei\u00e7\u00e3o plena das pessoas e de todo o mundo criado. O evangelho segundo Jo\u00e3o apresenta-nos Jesus a fazer o Seu dis-curso sobre \u201cO p\u00e3o da vida\u201d. Jesus afirma: \u201cEu sou o p\u00e3o vivo. Quem comer deste p\u00e3o viver\u00e1 eternamente\u201d. Esta \u00e9 a maravilha do amor de Deus, que enviou Jesus ao mundo (o p\u00e3o da vida) para que n\u00f3s pud\u00e9ssemos chegar \u00e0 vida eterna. Comer este p\u00e3o significa, antes de mais, acolher e interiorizar a proposta de vida de Jesus, colocar a nossa vida ao servi\u00e7o do projecto de vida de Deus e fazer da nossa vida um dom de amor aos  outros. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida que a eucaristia \u00e9 o momento privilegiado do encontro com Jesus Cristo, o p\u00e3o da vida, e do compromisso com a vida nova e eterna que Ele incessan-temente nos oferece. Deste modo, a comunh\u00e3o sacramental h\u00e1-de refor\u00e7ar a nossa comunh\u00e3o fraterna e, no mesmo movimento, banir do seio das nossas comunidades tudo o que \u00e9 divis\u00e3o, conflito, ci\u00fame e indiferen\u00e7a face \u00e0s dores e necessidades dos irm\u00e3os. Alimentados pelo p\u00e3o eucar\u00edstico, havemos de ser um grito do novo mundo de fraternidade, de paz e de justi\u00e7a, que nos espera, de modo definitivo, na vida para al\u00e9m desta vida terrena. <\/p>\n<p>\u201cFelizes os convidados para a Ceia do Senhor\u201d, \u00e9-nos dito em cada celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica antes do momento da comunh\u00e3o do \u201cCorpo de Cristo\u201d. Como crente, assumo a din\u00e2mica do compromisso com Jesus e sou testemunha de um mundo novo que se encaminha desde j\u00e1 para o definitivo e eterno? <\/p>\n<p>Leituras do XXXI Domingo Comum &#8211; Ano B<\/p>\n<p>Comemora\u00e7\u00e3o dos Fieis Defuntos<\/p>\n<p>Is 25,6a.7-9; Sl 22 (23); Tes 4,13-18; Jo 6,51-58<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[61],"tags":[],"class_list":["post-15689","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-actualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15689","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15689"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15689\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15689"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15689"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15689"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}