{"id":1572,"date":"2010-05-19T15:55:00","date_gmt":"2010-05-19T15:55:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=1572"},"modified":"2010-05-19T15:55:00","modified_gmt":"2010-05-19T15:55:00","slug":"nas-festas-da-cidade-ave-aveirenses-ilustres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/nas-festas-da-cidade-ave-aveirenses-ilustres\/","title":{"rendered":"Nas Festas da cidade: Ave, aveirenses ilustres!"},"content":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos Leitores <!--more--> Mais do que nunca, hoje, Aveiro orgulha-se do seu passado, vive intensamente o seu presente e olha com confian\u00e7a o seu futuro. E se Aveiro tem hist\u00f3ria milen\u00e1ria, \u00e9 de justi\u00e7a recordar aqui e agora algu\u00e9m, entre muitos, a quem a cidade deve a sua coroa de gl\u00f3ria \u2013 a cidade digna, bela, e progressiva que \u00e9 hoje, no ano 2010.<\/p>\n<p>Santa Joana Princesa, a menina bonita que ao trocar as honras da corte pelo conventinho de Aveiro conquistou o cora\u00e7\u00e3o de Deus e de todos os aveirenses. A hist\u00f3ria de Aveiro n\u00e3o se faz sem evocar Santa Joana, padroeira da cidade e da diocese.<\/p>\n<p>Infante D. Pedro, h\u00e1 s\u00e9culos (s\u00e9culo XV) o maior defensor da cidade. Para ele, Aveiro era a sua pequena Lisboa. O senhor de Aveiro para todo o sempre.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Est\u00eav\u00e3o, o grande tribuno aveirense. Ai se Jos\u00e9 Est\u00eav\u00e3o pudesse voltar \u00e0 Assembleia da Rep\u00fablica, punha tudo em sentido. S\u00f3 lhe faltou trazer a capital de Portugal para Aveiro.<\/p>\n<p>Dr. Homem Cristo, paladino da instru\u00e7\u00e3o popular, o orador ex\u00edmio, o escritor espectacular, jornalista com pena bem afiada. A defesa de Aveiro acima de tudo. Grande Aveirense!<\/p>\n<p>D. Jo\u00e3o Evangelista, que grande doutor da Igreja! O homem que, depois de percorrer as sete partidas do mundo, qual S. Paulo do nosso tempo, morreu com apenas dois amores \u2013 Deus e Aveiro.<\/p>\n<p>Dr. Louren\u00e7o Peixinho, m\u00e9dico exemplar, autarca com uma vis\u00e3o rasgada do futuro. Revolucionou a cidade.<\/p>\n<p>Jaime de Magalh\u00e3es Lima, o pensador, o romancista, o cr\u00edtico, a eloqu\u00eancia na express\u00e3o, o profeta da fraternidade, o Tolstoi portugu\u00eas.<\/p>\n<p>Dr. M\u00e1rio Sacramento, o inconformado, o m\u00e9dico que fazia da sua profiss\u00e3o um aut\u00eantico sacerd\u00f3cio. \u201cFa\u00e7am um mundo melhor, ouviram?\u201d Que grande aveirense!<\/p>\n<p>Dr. Alberto Souto, uma das figuras que Aveiro n\u00e3o esquece. Homem simples e de grande cultura. Quando falava arrebatava multid\u00f5es. A Ria, a Barra, o Museu; \u201cEu sou crist\u00e3o. Quero uma cruz na minha sepultura\u201d. Muito bem!<\/p>\n<p>Dr. Francisco Vale Guimar\u00e3es.  Aveiro n\u00e3o pode esquecer o seu Governador Civil, por excel\u00eancia. Homem terra-a-terra, estava sempre em cima do acontecimento. Defensor ac\u00e9rrimo da liberdade e da Democracia, Aveiro jamais o esquecer\u00e1, pelo seu arreigado aveirismo. Um grande amigo.<\/p>\n<p>Dr. Orlando de Oliveira. Magn\u00edfico reitor. O grande fundador da Universidade de Aveiro, a quem, com muito entusiasmo e orgulho, eu acompanhei nessa gloriosa tarefa, que honra todos os demais que trabalharam connosco para que o sonho se tornasse realidade. Aconteceu em 11 de Agosto de 1973 \u2013 Decreto 402\/73. A universidade \u00e9 a coroa de gl\u00f3ria de Aveiro do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>Dr. Gir\u00e3o Pereira, um presidente de C\u00e2mara \u00e0 altura dos pergaminhos da cidade de Aveiro. Conhecedor profundo da verdadeira realidade aveirense, levou a cidade e o concelho at\u00e9 onde quis e p\u00f4de. Todo ele pureza de sentimentos, todo ele \u201chumano\u201d, deixou um rasto , como homem e como autarca que jamais se apagar\u00e1 do ch\u00e3o sagrado da nossa cidade. Ainda h\u00e1 muito a esperar dele.<\/p>\n<p>Monsenhor Jo\u00e3o Gon\u00e7alves Gaspar. Toda a vida do Monsenhor, como padre, como homem, escritor e historiador, tem sido um aut\u00eantico hino cantado \u00e0s gentes de Aveiro, e \u00e0 sua cidade, acompanhado por m\u00fasica, fanfarra, foguetes e tudo. O que seria de Aveiro, da nossa Diocese, do nosso distrito, se n\u00e3o tivesse surgido na nossa terra um Monsenhor Jo\u00e3o Gon\u00e7alves Gaspar? O homem sem sono que dia e noite tem procurado ir \u00e0s ra\u00edzes mais profundas da hist\u00f3ria milen\u00e1ria de Aveiro e n\u00e3o s\u00f3, na \u00e2nsia sobre-humana de as transmitir \u00e0s gera\u00e7\u00f5es vindouras. Se h\u00e1 algu\u00e9m que na hist\u00f3ria da literatura portuguesa merece ser laureado com o pr\u00e9mio Nobel da Literatura, o Monsenhor \u00e9 um deles.<\/p>\n<p>Nele e com ele a quietude e a limpidez cristalina das gentes da Ria. Para ele a mais fagueira das mensagens na profunda admira\u00e7\u00e3o pelo homem bom e ilustre escritor que \u00e9.<\/p>\n<p>Aveiro n\u00e3o pode esquecer a pl\u00eaiade destes e doutros homens insignes que a dignificaram e engrandeceram, que lhe tra\u00e7aram caminhos de futuro. Pena tenho de n\u00e3o lembrar aqui muitos outros que tamb\u00e9m o merecem.<\/p>\n<p>Ave, aveirenses ilustres!<\/p>\n<p>Bas\u00edlio de Oliveira<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos Leitores<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-1572","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espaco-comum"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1572","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1572"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1572\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1572"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1572"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1572"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}