{"id":15756,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=15756"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"orgao-restaurado-passa-a-ser-uma-referencia-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/orgao-restaurado-passa-a-ser-uma-referencia-nacional\/","title":{"rendered":"\u00d3rg\u00e3o restaurado passa a ser uma refer\u00eancia nacional"},"content":{"rendered":"<p>Miseric\u00f3rdia de Aveiro valoriza patrim\u00f3nio art\u00edstico <!--more--> No Dia de Todos os Santos, 1 de Novembro, tamb\u00e9m Dia da Irmandade que \u00e9 a Santa Casa da Miseric\u00f3rdia de Aveiro, foi apresentada \u00e0 cidade uma valiosa pe\u00e7a hist\u00f3rica de estilo barroco, restaurada, um \u00f3rg\u00e3o setecentista. O provedor Amaro Neves,  sublinhou mesmo, na cerim\u00f3nia da b\u00ean\u00e7\u00e3o presidida pelo nosso Bispo, D. Ant\u00f3nio Marcelino, que este instrumento passa a ser uma \u201crefer\u00eancia nacional\u201d, tal \u00e9 o seu valor art\u00edstico e cultural.<\/p>\n<p>Para D. Ant\u00f3nio Marcelino, um \u00f3rg\u00e3o deste valor n\u00e3o \t\u00e9 um luxo, \u201cporque Deus tudo merece\u201d, embora \u201co melhor que temos para dar ao Senhor seja o que sai do nosso cora\u00e7\u00e3o\u201d. Recordando que a igreja da Miseric\u00f3rdia foi a primeira Catedral de Aveiro no s\u00e9culo XVIII, o nosso Bispo citou, na circunst\u00e2ncia, uma frase b\u00edblica, para recordar  que \u201cao som dos \u00f3rg\u00e3os se louva o Senhor\u201d. Disse ainda que os povos anglo-sax\u00f3nicos sempre mantiveram este instrumento musical nas suas liturgias, enquanto os latinos, \u201cmenos cultos\u201d, o foram esquecendo. Felizmente, a Diocese de Aveiro, que tem tido poucos \u00f3rg\u00e3os art\u00edsticos, come\u00e7ou a valoriz\u00e1-los depois do Vaticano II, havendo j\u00e1 diversas comunidades que est\u00e3o a apostar neles.<\/p>\n<p>Alberto Souto, presidente da C\u00e2mara Municipal, sublinhou que a Santa Casa \u00e9 deposit\u00e1ria de um patrim\u00f3nio que faz parte da nossa identidade, que tem sabido preservar e restaurar. \u201c\u00c9 importante que a nossa gera\u00e7\u00e3o possa dar continuidade ao legado das gera\u00e7\u00f5es que nos precederam\u201d, afirmou o autarca aveirense, acrescentando que \u201ca m\u00fasica de \u00f3rg\u00e3o nos faz mergulhar no mais \u00edntimo de n\u00f3s mesmos\u201d. <\/p>\n<p>A ideia do restauro do \u00f3rg\u00e3o de tubos nasceu com a tomada de posse da actual Mesa da Santa Casa da Miseric\u00f3rdia de Aveiro, em 1998. No mesmo ano, com o protocolo celebrado entre aquela Irmandade, a C\u00e2mara Municipal e o Instituto Portugu\u00eas do Patrim\u00f3nio Arquitect\u00f3nico, deu-se in\u00edcio ao processo que culminou nesta cerim\u00f3nia de b\u00ean\u00e7\u00e3o e de apresenta\u00e7\u00e3o p\u00fablica, que incluiu um concerto, no mesmo dia, \u00e0 noite. Posteriormente, associaram-se ao projecto a Universidade de Aveiro e o Banco Portugu\u00eas de Investimento, colaborando ainda a Associa\u00e7\u00e3o Pro-Organo.<\/p>\n<p>A primeira not\u00edcia deste \u00f3rg\u00e3o remonta a 1610, tendo sido adquirido em Lisboa a Sebasti\u00e3o de Figueiredo. Depois, ao longo dos s\u00e9culos, passou por diversas altera\u00e7\u00f5es e repara\u00e7\u00f5es. Estava h\u00e1 muito tempo inactivo at\u00e9 que surgiu agora a oportunidade de o restaurar com todo o rigor art\u00edstico, hist\u00f3rico e cient\u00edfico.<\/p>\n<p>A tarefa coube ao Mestre Organeiro Dinarte Machado, no Atelier Portugu\u00eas de Organaria, de Ponta Delgada, que respeitou os rigorosos par\u00e2metros actualmente em vigor para estes instrumentos. Todo o projecto de restauro exigiu uma despesa global de 125 mil euros.<\/p>\n<p>No concerto, que teve lugar na igreja da Miseric\u00f3rdia, na noite do dia 1 de Novembro, actuaram Antoine Sibertin-Blanc (organista), Maria Ana Fleming (soprano) e Jo\u00e3o Pereira Coutinho (flautista).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Miseric\u00f3rdia de Aveiro valoriza patrim\u00f3nio art\u00edstico<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[66],"tags":[],"class_list":["post-15756","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15756","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15756"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15756\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15756"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15756"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15756"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}