{"id":15789,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=15789"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"como-e-possivel-viver-com-pensoes-de-miseria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/como-e-possivel-viver-com-pensoes-de-miseria\/","title":{"rendered":"Como \u00e9 poss\u00edvel viver com pens\u00f5es de mis\u00e9ria?"},"content":{"rendered":"<p>Somos dos que t\u00eam a no\u00e7\u00e3o de que Portugal \u00e9 um Pa\u00eds pobre. Sempre o foi, apesar dos neg\u00f3cios dos descobrimentos que deram fortuna a alguns. N\u00e3o \u00e9 por acaso, por isso, que estamos na cauda da UE, n\u00e3o obstante os muitos apoios que temos recebido e que n\u00e3o soubemos aproveitar convenientemente, criando riqueza que chegasse a todos e n\u00e3o apenas a uns tantos que foram enchendo os bolsos \u00e0 custa da incapacidade governativa para fiscalizar com rigor os milh\u00f5es de contos que entraram em Portugal.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m ignora que, por todos os cantos, h\u00e1 portugueses que vivem no limiar da pobreza. Em casebres sem condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas, perdidos na solid\u00e3o de uma sociedade cheia de contrastes, muitos dos nossos concidad\u00e3os sobrevivem \u00e0 custa de pens\u00f5es baix\u00edssimas e do amanho de hortas que n\u00e3o pagam decentemente a despesa. E o Estado sem dinheiro em caixa para os socorrer.<\/p>\n<p>Os \u00faltimos aumentos para os pensionistas correspondem a um grande esfor\u00e7o do Governo, que ningu\u00e9m de bom senso ignora, e traduzem, por paradoxal que pare\u00e7a, uma ofensa grave de uma sociedade injusta, onde campeiam riquezas que ningu\u00e9m sabe de onde vieram. <\/p>\n<p>As empresas, na sua maioria, continuam sem pagar impostos, a fuga ao fisco \u00e9 esc\u00e2ndalo imperdo\u00e1vel, os ordenados astron\u00f3micos s\u00e3o ofensas \u00e0 dignidade humana, a ostenta\u00e7\u00e3o de grandes lucros \u00e9 marca de injusti\u00e7as evidentes. E a pergunta, para todos reflectirmos, \u00e9 esta: como \u00e9 poss\u00edvel algu\u00e9m sobreviver com pens\u00f5es t\u00e3o miser\u00e1veis?<\/p>\n<p>F.M.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Somos dos que t\u00eam a no\u00e7\u00e3o de que Portugal \u00e9 um Pa\u00eds pobre. Sempre o foi, apesar dos neg\u00f3cios dos descobrimentos que deram fortuna a alguns. N\u00e3o \u00e9 por acaso, por isso, que estamos na cauda da UE, n\u00e3o obstante os muitos apoios que temos recebido e que n\u00e3o soubemos aproveitar convenientemente, criando riqueza que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[64],"tags":[],"class_list":["post-15789","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15789","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15789"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15789\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15789"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15789"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15789"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}