{"id":158,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=158"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"feliz-a-familia-que-ama-os-seus-idosos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/feliz-a-familia-que-ama-os-seus-idosos\/","title":{"rendered":"Feliz a fam\u00edlia que ama os seus idosos"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 muita gente com idade avan\u00e7ada que \u00e9 amada e acarinhada e, por isso mesmo, se sente feliz e \u00fatil, n\u00e3o pelo trabalho que ainda realiza, mas por ser uma presen\u00e7a congregadora no meio dos seus e uma refer\u00eancia enriquecedora para as gera\u00e7\u00f5es dos mais novos, quando estes a sabem apreciar e agradecer. No patrim\u00f3nio de uma fam\u00edlia, os mais idosos representam uma parte importante e valiosa para aqueles que ainda n\u00e3o deixaram subverter os verdadeiros valores da vida.<\/p>\n<p>Em texto recente, caiu-me debaixo dos olhos esta palavra de Teresa de Calcut\u00e1: \u201ca maior mis\u00e9ria deste mundo reside muitas vezes no abandono e no desamparo dos velhos.\u201d No mesmo texto se acrescentava que Simone de Beauvoir, a famosa feminista que foi companheira de Sartre, apesar de estar no outro hemisf\u00e9rio do pensamento da religiosa, coincidia na mesma opini\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma sociedade que n\u00e3o ama nem respeita os seus mais velhos \u00e9 uma sociedade desumanizada, sem alma, sem futuro. <\/p>\n<p>Nada do que n\u00f3s desfrutamos e nos vem de longe apareceu ou chegou at\u00e9 n\u00f3s por acaso. O que nos foi chegando e perdura \u00e9, frequentemente, mais fruto do trabalho, da dedica\u00e7\u00e3o, do amor, com muitos sacrif\u00edcios e lutas pelo meio, daqueles que nos precederam, que do nosso trabalho e engenho pessoal. <\/p>\n<p>Saborear a alegria de viver, ainda que com as limita\u00e7\u00f5es que a idade imp\u00f5e, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel sem se estar rodeado de um ambiente de amor e gratid\u00e3o, de apre\u00e7o e estima. Na recta final da vida, j\u00e1 muita coisa se dispensa, n\u00e3o por\u00e9m o sentir-se amado e acarinhado.<\/p>\n<p>\u00c9 uma desola\u00e7\u00e3o o que, por vezes, se v\u00ea em lares de idosos, quando os familiares mais pr\u00f3ximos de h\u00e1 muito os esqueceram ou v\u00eam, de longe em longe, como que contrariados ou a dizer-lhes coisas que n\u00e3o os convencem. H\u00e1 gente que parece guardar, para depois da morte, aquilo que s\u00f3 tinha sentido quando saboreado e apreciado em vida.<\/p>\n<p>As muitas iniciativas e solu\u00e7\u00f5es de apoio social que se v\u00e3o multiplicando, porque tamb\u00e9m a sociedade deve aos mais velhos, n\u00e3o podem dispensar a fam\u00edlia da d\u00edvida nunca paga, que \u00e9 a do amor aos seus pais e av\u00f3s. O mesmo acontece com os muitos e dedicados volunt\u00e1rios, fi\u00e9is \u00e0 sua visita aos doentes e aos idosos mais s\u00f3s da comunidade.<\/p>\n<p>Os idosos s\u00e3o, at\u00e9 ao fim, deposit\u00e1rios de uma pequena riqueza, como que um den\u00e1rio, que n\u00e3o se pode enterrar nem menosprezar, porque toda a riqueza pode ser rent\u00e1vel. Felizes os que t\u00eam consci\u00eancia disso e encontram na sua vida quem os estimule a continuarem \u00fateis e felizes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 muita gente com idade avan\u00e7ada que \u00e9 amada e acarinhada e, por isso mesmo, se sente feliz e \u00fatil, n\u00e3o pelo trabalho que ainda realiza, mas por ser uma presen\u00e7a congregadora no meio dos seus e uma refer\u00eancia enriquecedora para as gera\u00e7\u00f5es dos mais novos, quando estes a sabem apreciar e agradecer. No patrim\u00f3nio [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-158","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/158","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=158"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/158\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=158"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=158"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=158"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}