{"id":15801,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=15801"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"d-antonio-marcelino-bispo-de-aveiro-ha-16-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/d-antonio-marcelino-bispo-de-aveiro-ha-16-anos\/","title":{"rendered":"D. Ant\u00f3nio Marcelino &#8211; Bispo de Aveiro h\u00e1 16 anos"},"content":{"rendered":"<p>\u201cSOLTEI AS VELAS, LARGUEI AS AMARRAS E DEIXEI QUE O MEU BARCO SE FIZESSE \u00c0 RIA E AO MAR, DISPOSTO A TUDO\u201d<\/p>\n<p>No dia 20 de Janeiro de 1988, oito anos depois da sua chegada a terras de Aveiro, a Diocese acolhia o seu novo Bispo: D. Ant\u00f3nio Baltasar Marcelino. Nascido na Lousa, Castelo Branco, e ordenado presb\u00edtero em 9 de Junho de 1955, D. Ant\u00f3nio Marcelino tem feito um percurso longo de entrega e de servi\u00e7o \u00e0 causa do Evangelho. Disto, todos n\u00f3s aveirenses temos recebido benef\u00edcio. <\/p>\n<p>Muitas s\u00e3o as obras realizadas ao longo destes 16 anos de servi\u00e7o \u00e0 Igreja de Aveiro. Cit\u00e1-las todas seria pretens\u00e3o que estas linhas n\u00e3o podem comportar. Por\u00e9m, vale a pena recordar alguns acontecimentos que marcaram novo ritmo \u00e0 vida desta Igreja salgada pelas marinhas de sal e amadurecida pelo toque forte dos ventos e do sol.<\/p>\n<p>1. Bispo do Di\u00e1logo Pastoral. Logo nos prim\u00f3rdios da tomada de posse como Bispo de Aveiro, D. Ant\u00f3nio Marcelino revelou a sua preocupa\u00e7\u00e3o por abrir a consci\u00eancia da Igreja que pastoreava \u00e0 comunh\u00e3o, ao di\u00e1logo e \u00e0 participa\u00e7\u00e3o de todos, presb\u00edteros e restante povo de Deus. O primeiro passo para este di\u00e1logo foi, sem d\u00favida, o Congresso dos Leigos (1988), sob o lema Sal da Terra e Luz do Mundo. Durante um ano, a reflex\u00e3o voltou-se para o papel dos leigos na vida da Igreja e no mundo, uma reflex\u00e3o que ajudou a desfragmentar uma pastoral ultrapassada pelos desafios conciliares e que a Igreja diocesana teimava em n\u00e3o largar. O resultado desta reflex\u00e3o, animado pelo impulso renovador do novo Bispo, abriu as portas ao II S\u00ednodo Diocesano de Aveiro (1990-1995), o S\u00ednodo da Renova\u00e7\u00e3o, sob o lema Unidos na Comunh\u00e3o, Comprometidos na Miss\u00e3o, que veio refor\u00e7ar o esp\u00edrito de Comunh\u00e3o e Miss\u00e3o que a Igreja come\u00e7ava a saborear e que queria assumir com car\u00e1cter decisivo.<\/p>\n<p>2. Bispo da Comunh\u00e3o Ministerial. D. Ant\u00f3nio foi o Bispo que ordenou os primeiros Di\u00e1conos Permanentes da Diocese. O papel do Diaconado Permanente na ac\u00e7\u00e3o pastoral da nossa Diocese revela hoje a import\u00e2ncia de um passo ousado que o bispo deu, numa Igreja demasiado clerical e pouco aberta \u00e0 diversidade ministerial. \u00c9 m\u00e9rito do nosso bispo a sua insist\u00eancia e resist\u00eancia para enfrentar as adversidades e saber condimentar os pareceres, levando todos ao acolhimento dos dons que Deus tinha reservado para este povo e que ele, homem de \u201cfaro\u201d pastoral, tem sabido acolher e transmitir ao resto dos irm\u00e3os.<\/p>\n<p>3. Bispo com os Jovens e para os Jovens. S\u00e3o in\u00fameros os escritos onde o D. Ant\u00f3nio Marcelino manifesta a sua preocupa\u00e7\u00e3o pelos jovens da Diocese. Os jovens t\u00eam encontrado no nosso Bispo uma porta sempre aberta \u00e0s suas inquieta\u00e7\u00f5es sociais e eclesiais e, ao mesmo tempo, reconhecem nele uma voz inc\u00f3moda que abala o comodismo e provoca a inquieta\u00e7\u00e3o pelo Ideal, nos seus cora\u00e7\u00f5es juvenis. A publica\u00e7\u00e3o da Carta sobre a Pastoral da Confirma\u00e7\u00e3o, as incont\u00e1veis visitas aos grupos de crismandos e agora a Caminhada Juvenil em Din\u00e2mica Sinodal t\u00eam sido desta preocupa\u00e7\u00e3o uma prova evidente.<\/p>\n<p>4. Bispo da Comunidade e da Universalidade. Em muitas das interven\u00e7\u00f5es que proclama, D. Ant\u00f3nio tem manifestado a sua preocupa\u00e7\u00e3o pela abertura pastoral dentro das comunidades, integrando a diversidade de pareceres e a conjuga\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7os por parte de todos os baptizados. Temente da \u201cparoquialite\u201d, o seu apelo veemente passa pela abertura das comunidades a outras comunidades, pelo refor\u00e7ar da comunh\u00e3o arciprestal, pela integra\u00e7\u00e3o de todos nos planos diocesanos e pela universalidade do compromisso, na partilha de bens e de pessoas com a express\u00e3o mission\u00e1ria da Igreja Universal.<\/p>\n<p>Termino este simples \u201capanhado\u201d de ideias felicitando o nosso Bispo por este 16\u00ba anivers\u00e1rio e refor\u00e7ando o que todos n\u00f3s j\u00e1 sabemos, e que se resume em dizer que a Igreja de Aveiro tem a gra\u00e7a de ter como Pastor um homem incans\u00e1vel, inteligente e generoso na sua entrega \u00e0 causa do Evangelho de Jesus Cristo. Hoje ele celebra este anivers\u00e1rio em casa, porque sofre na pele as consequ\u00eancias do seu muito fazer e do cansa\u00e7o pr\u00f3prio de quem n\u00e3o p\u00e1ra de sonhar, nem de trabalhar para concretizar esse sonho que, afinal de contas, mostra claramente um homem \u201cdisposto a tudo\u201d, para fazer seu o sonho de Deus.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cSOLTEI AS VELAS, LARGUEI AS AMARRAS E DEIXEI QUE O MEU BARCO SE FIZESSE \u00c0 RIA E AO MAR, DISPOSTO A TUDO\u201d No dia 20 de Janeiro de 1988, oito anos depois da sua chegada a terras de Aveiro, a Diocese acolhia o seu novo Bispo: D. Ant\u00f3nio Baltasar Marcelino. 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