{"id":15806,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=15806"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"2o-domingo-do-tempo-comum-ano-c","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/2o-domingo-do-tempo-comum-ano-c\/","title":{"rendered":"2\u00ba Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano C"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra <!--more--> A liturgia da Palavra deste 2\u00ba domingo comum centra-se em torno do amor fiel e incondicional de Deus para com o seu povo, apresentado sob a simbologia do casamento:  uma alian\u00e7a de amor entre duas par-tes: o esposo (Deus) e a esposa (Povo). <\/p>\n<p>A primeira leitura, do livro do Trito-Isa\u00edas, apresenta a cidade de Jerusal\u00e9m como esposa de Jahv\u00e9. O amor do marido pela esposa \u00e9 a imagem que define, de modo feliz, a ternura imensa e permanente do amor de Deus pelo seu Povo. Por isso, aquela que era a \u201cabandonada\u201d, a \u201cdevastada\u201d, torna-se agora a \u201cpredilecta\u201d, a \u201cdesposada\u201d, porque Deus-esposo n\u00e3o revoga o seu amor, apesar das muitas infidelidades de Jerusal\u00e9m. Ao contr\u00e1rio, faz rejuvenescer a rela\u00e7\u00e3o de amor, transformando a esposa infiel em \u201ccoroa esplendorosa\u201d, em \u201cdiadema real\u201d nas suas m\u00e3os. O amor esponsal assim reabilitado \u00e9 uma alegria para Deus, pois que caminhando ao lado do seu povo, Deus s\u00f3 est\u00e1 feliz quando o ser humano aceita o amor que Ele partilha connosco e que enche de paz, de vida e de felicidade o cora\u00e7\u00e3o de cada homem e de cada mulher. Viver esta rela\u00e7\u00e3o esponsal com Deus-amor exige que tamb\u00e9m cada um e cada uma de n\u00f3s seja \u201cprofeta do amor\u201d, ou seja, que deixemos transparecer nas nossas rela\u00e7\u00f5es humanas o amor incondicional e terno com que Deus nos ama, na alegria. <\/p>\n<p>O evangelho segundo Jo\u00e3o, enquadra a ac\u00e7\u00e3o de Jesus no \u00e2mbito de um casamento. \u00c9 evidente que Jo\u00e3o nos quer apresentar os sinais do reino, atrav\u00e9s de simbologias que nos convidam a descobrir, para al\u00e9m dos epis\u00f3dios concretos, a realidade mais profunda que a narrativa cont\u00e9m. Assim, o mais importante aqui n\u00e3o \u00e9 que a \u00e1gua tenha sido transformada em vinho, mas que Jesus tenha vindo insistir e aperfei\u00e7oar a rela\u00e7\u00e3o esponsal entre Deus e cada pessoa humana, que \u00e9 o novo vinho da alegria, do amor e da festa, j\u00e1 descrita na primeira leitura. O vinho \u00e9 o s\u00edmbolo do amor; assim como ele \u00e9 o ingrediente indispens\u00e1vel \u00e0 boda, tamb\u00e9m o amor \u00e9 o elemento essencial entre o esposo e a esposa. A nossa rela\u00e7\u00e3o a Deus fica, assim, purificada de tudo aquilo que \u00e9 \u201cexterioridade\u201d para se transformar numa rela\u00e7\u00e3o com um Deus terno e bondoso, que \u00e9 Pai\/M\u00e3e, Filho\/Irm\u00e3o e Esp\u00edrito\/Consolador, que se enche de alegria quando nos deixamos amar e encontrar por Ele. Jesus \u00e9 quem nos d\u00e1 o vinho do amor; \u00e9 nele que nos encontramos com Deus. <\/p>\n<p>Na segunda leitura, Paulo enumera os diferentes carismas da comunidade e deixa bem claro que, apesar da diversidade, todos eles prov\u00eam do mesmo Senhor e do mesmo Esp\u00edrito, e que devem ser postos ao servi\u00e7o do bem co-mum. \u00c9 o mesmo Deus trinit\u00e1rio que a todos une e a comunidade crist\u00e3 h\u00e1-de reflectir esta comunidade divina. A diversidade de dons, n\u00e3o deve ser, pois, um motivo de divis\u00e3o ou de conflito, mas de enriquecimento para todos. \u00c9 essencial que cada crist\u00e3o e cada crist\u00e3 tenha consci\u00eancia dos seus pr\u00f3prios \u201ccarismas\u201d, de modo a servir a comunidade com eles, na alegria e na simplicidade. N\u00e3o h\u00e1 carismas mais importantes que outros; tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 pessoas mais dignas que outras. Na comunidade crist\u00e3 todas as pessoas s\u00e3o necess\u00e1rias e importantes, cada uma pondo a render ao servi\u00e7o das outras os dons que recebeu de Deus. S\u00f3 deste modo a comunidade h\u00e1-de ser \u00edcone do amor da Sant\u00edssima Trindade.    <\/p>\n<p>Leituras do 2\u00ba Domingo do Tempo Comum \u2013 Ano C<\/p>\n<p>Is 62,1-5; Sl 95 (96); 2 Cor 12,4-11; Jo 2,1-11<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[70],"tags":[],"class_list":["post-15806","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-diocese"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15806","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15806"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15806\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15806"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15806"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15806"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}