{"id":15857,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=15857"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"o-melhor-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-melhor-do-mundo\/","title":{"rendered":"O melhor do mundo!"},"content":{"rendered":"<p>Editorial <!--more--> 1 &#8211; S\u00e3o muitos os que enchem a boca com este chav\u00e3o: \u201cAs crian\u00e7as s\u00e3o o melhor do mundo.\u201d Para, de seguida e em muitas circunst\u00e2ncias, lhes negarem a vida, lhes cercearem os voos, lhes fecharem as portas do futuro. Mesmo quando se empenham em causas pr\u00f3-infantis, que, analisadas as coisas, redundam em profundo preju\u00edzo, irremedi\u00e1vel atropelo dos mais elementares direitos dos eleitos.<\/p>\n<p>2 &#8211; Fixemo-nos, por exemplo e para come\u00e7ar, no direito inviol\u00e1vel \u00e0 vida. Muitos dos activistas dos direitos da crian\u00e7a s\u00e3o os mesmos activistas pr\u00f3-aborto. Como se fosse poss\u00edvel apreciar flores coloridas, frescas e bem cheirosas, no jardim onde fizeram o corte de todos os bot\u00f5es que lhes pareciam fora do lugar ou com alguma imperfei\u00e7\u00e3o de forma. Foi tal o zelo, que ficar\u00e3o eternamente \u00e0 espera de anos sucessivos, em que tudo nas\u00e7a segundo os seus desejos.<\/p>\n<p>3 &#8211; Passemos \u00e0 \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o, onde agora a atitude \u00e9 diametralmente oposta. As plantas n\u00e3o precisam de poda, as flores n\u00e3o precisam de suportes, de desfolagem, de borrifadela, para crescerem e se desenvolverem com normalidade, para se enquadrarem harmoniosamente\u2026 Como se a floresta virgem fosse a anarquia ou o jardim selvagem fosse o silvado! A falta de quadros de valores e princ\u00edpios, integradores dos saberes que se v\u00e3o adquirindo, dispensam-se. Ou, mais grave: substituem-se por caprichos de ocasi\u00e3o, por pseudo-liberta\u00e7\u00f5es de tabus, como \u00e9 o caso de uns ditos \u201cprogramas de educa\u00e7\u00e3o sexual\u201d.    <\/p>\n<p>4 &#8211; \u00c9, mais uma vez, o resultado de uma tend\u00eancia totalit\u00e1ria da educa\u00e7\u00e3o estatal, que se arroga o direito de tomar conta dos filhos dos cidad\u00e3os, lhes impor os seus preconceitos, considerando as fam\u00edlias subdesenvolvidas e incapazes de valores e crit\u00e9rios educativos. Ou ser\u00e1 a esperteza dos filhos das trevas que, aproveitando o peso corporativista de sectores da educa\u00e7\u00e3o, se autoproclama a ilumina\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria e irrompe pela privacidade das pessoas e pela intimidade das fam\u00edlias em novas campanhas de dinamiza\u00e7\u00e3o cultural! <\/p>\n<p>5 &#8211; Seja como for, estamos num Estado de Direito, que, apesar disso, \u00e9 r\u00e9u impune da viola\u00e7\u00e3o de direitos fundamentais da pessoa humana, pretendendo dispor do direito prim\u00e1rio da vida e negando a liberdade de ensinar e de aprender, em nome do progresso. A educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser o tabu, \u00e9 certo; muito menos poder\u00e1 ser o despudor. Reconhecer, por exemplo, a diversidade de \u201corienta\u00e7\u00f5es\u201d sexuais, e educar para o respeito pelos outros, n\u00e3o significa promover a pervers\u00e3o da normalidade dessas orienta\u00e7\u00f5es, padronizando comportamentos \u201cn\u00e3o naturais\u201d ou estimulando fora de tempo exerc\u00edcio empobrecido da sexualidade. De qualquer modo, nunca as fam\u00edlias poder\u00e3o ficar na periferia da escola! <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Editorial<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-15857","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15857","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15857"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15857\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15857"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15857"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15857"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}