{"id":15869,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=15869"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"situacao-da-liberdade-religiosa-na-china-e-a-mais-grave","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/situacao-da-liberdade-religiosa-na-china-e-a-mais-grave\/","title":{"rendered":"Situa\u00e7\u00e3o da liberdade religiosa na China \u00e9 a mais grave"},"content":{"rendered":"<p>Marcelo Rebelo de Sousa destacou a situa\u00e7\u00e3o da liberdade religiosa na China \u201ccomo a mais grave\u201d entre os 200 pa\u00edses analisados na edi\u00e7\u00e3o deste ano do Relat\u00f3rio 2005 sobre a Liberdade Religiosa no Mundo, publicado pela Funda\u00e7\u00e3o Ajuda \u00e0 Igreja que Sofre. O comentador pol\u00edtico considerou que seria muito preocupante se a comunidade internacional \u201cse convertesse ao poderio econ\u00f3mico da China, aceitando viola\u00e7\u00f5es \u00e0 liberdade religiosa\u201d.<\/p>\n<p>Por um lado, o Governo de Pequim limita a liberdade religiosa nas comunidades \u201coficiais\u201d, supervisionadas pelas \u201cassocia\u00e7\u00f5es patri\u00f3ticas\u201d, ao defini-la n\u00e3o como um direito inato aos seres humanos, \u201cmas como uma concess\u00e3o que \u00e9 definida e atribu\u00edda pelo Estado\u201d. Simultaneamente, as comunidades religiosas \u201cclandestinas\u201d (como os cat\u00f3licos que s\u00e3o fi\u00e9is \u00e0 Santa S\u00e9) s\u00e3o perseguidas, controladas pelo Estado e impossibilitadas de expressar livremente a sua f\u00e9.<\/p>\n<p>Na confer\u00eancia de imprensa realizada no Gr\u00e9mio Liter\u00e1rio em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa criticou igualmente o combate ao terrorismo e ao fundamentalismo religioso atrav\u00e9s de pol\u00edticas repressivas, recordando epis\u00f3dios de viol\u00eancia como os que ocorreram no Reino Unido e na Holanda, envolvendo as comunidades mu\u00e7ulmanas. \u201cSe n\u00e3o houver liberdade, se as pessoas forem rejeitadas e exclu\u00eddas, isso s\u00f3 aumenta a viol\u00eancia\u201d, declarou o comentador, que lamentou tamb\u00e9m o facto de em muitos pa\u00edses ocidentais se tentar travar o fundamentalismo religioso extremista atrav\u00e9s de ac\u00e7\u00f5es militares ou policiais para solucionar \u201cum problema de cultura, social\u201d. No continente europeu foi assinalada a tend\u00eancia secularista, em pa\u00edses como a Espanha, assim como a \u201catitude de separa\u00e7\u00e3o activista ou laicista em rela\u00e7\u00e3o aos grupos e \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es religiosas\u201d, expressas nas normas adoptadas em Fran\u00e7a e em alguns Estados alem\u00e3es, quanto uso de s\u00edmbolos religiosos nas escolas p\u00fablicas e pelos funcion\u00e1rios p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa considerou ser \u201credutor\u201d para a liberdade religiosa dizer que esta pode ser vivida a s\u00f3s ou em comunidades fechadas. Lamentando os actuais excessos \u201canti-clericais\u201d, defendeu que \u201crespeitar a liberdade religiosa \u00e9 n\u00e3o a limitar aos templos onde as comunidades crentes praticam os actos de culto, \u00e9 permitir que ela se manifeste em todos os aspectos da vida social\u201d.<\/p>\n<p>O car\u00e1cter multi-religioso deste documento publicado pela Funda\u00e7\u00e3o Ajuda \u00e0 Igreja que Sofre foi tamb\u00e9m destacado, uma vez que denuncia casos de viola\u00e7\u00e3o \u00e0 liberdade de culto de crentes de v\u00e1rias confiss\u00f5es religiosas, n\u00e3o se limitando aos ocorridos no seio de comunidades cat\u00f3licas. <\/p>\n<p>Na apresenta\u00e7\u00e3o p\u00fablica do relat\u00f3rio, estiveram tamb\u00e9m presentes o secret\u00e1rio-geral internacional da organiza\u00e7\u00e3o, Norbert Neuhaus, o Bispo de Chimoio (Mo\u00e7ambique), D. Francisco Silota, e representantes das v\u00e1rias confiss\u00f5es religiosas, entre outras personalidades.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marcelo Rebelo de Sousa destacou a situa\u00e7\u00e3o da liberdade religiosa na China \u201ccomo a mais grave\u201d entre os 200 pa\u00edses analisados na edi\u00e7\u00e3o deste ano do Relat\u00f3rio 2005 sobre a Liberdade Religiosa no Mundo, publicado pela Funda\u00e7\u00e3o Ajuda \u00e0 Igreja que Sofre. O comentador pol\u00edtico considerou que seria muito preocupante se a comunidade internacional \u201cse [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[44],"tags":[],"class_list":["post-15869","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-igreja"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15869","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15869"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15869\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15869"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15869"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15869"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}